Responder o chamado requer coragem e desprendimento

Viver centrados em nós mesmos nos torna surdos a voz do Senhor.


“Como ouvir a voz de Jesus se vivemos centrados em nós mesmos?”. Este foi o tema que guiou a reflexão neste sexto dia da 54ª Semana Vocacional. Pela manhã, os romeiros presentes no Santuário Nacional participaram da Celebração Eucarística presidida pelo Pe. Reinaldo Beijamim, Missionário Redentorista.

Nesta sexta-feira (18), a vocação que ganhou destaque foi a importância do desprendimento para ouvir a voz de Deus. Somos convidados, somos escolhidos por Ele. E o nosso sim deve ser também uma resposta de amor. Nossa vocação é um presente, mas também uma responsabilidade, uma vez que recebemos do próprio Deus este chamado para colocá-lo a serviço do próximo.

Thiago Leon
Thiago Leon
Irmãs das congregações participantes do sexto dia da semana vocacional

 

A Celebração Eucarística contou com a presença da Congregação das Irmãs Franciscanas Missionárias do Coração Imaculado de Maria. Padre Reinaldo, destacou a importância da Semana Vocacional Redentorista, que já é rezada a 54 anos. Esta semana é rezada justamente incentivar, celebrar o dom e suplicar a Deus mais vocações para Igreja.

Sobre o tema proposto para este dia da 54ª Semana Vocacional, o Missionário Redentorista complementou:

“Deus chama a todos, convida a todos para uma vocação específica, é importante não ficar centrado em si mesmo para não perder a oportunidade de corresponder ao chamado que Senhor faz. Não devemos colocar exigências no chamado de Deus, condições para assumirmos a vocação, não desvie do caminho de Deus para construir projetos paralelos, pelo contrário, escute a voz do Senhor no íntimo do seu coração.”

Thiago Leon
Thiago Leon
Missionários Redentoristas, padre convidados e Congregações Religiosas na sacristia do Santuário Nacional de Aparecida

 

Fonte: A12

Papa Francisco: gestos concretos e escolhas compartilhadas para uma cultura de paz

Mensagem do Santo Padre por ocasião da 44ª edição do “Encontro para a amizade entre os povos”. Esse tradicional “Meeting de Rimini”, na Itália, terá início no próximo domingo, dia 20.


“O Santo Padre pede aos cristãos e a todos os homens e mulheres de boa vontade que não permaneçam surdos diante do grito que se eleva a Deus a partir deste nosso mundo. Os discursos não são suficientes, o que é necessário são “gestos concretos” e “escolhas compartilhadas” que construam uma cultura de paz”: é o que se lê na mensagem do Santo Padre assinada pelo cardeal Secretário de Estado Pietro Parolin e enviada a dom Nicolò Anselmi, bispo de Rimini, por ocasião da 44ª edição do “Encontro para a amizade entre os povos”. Esse tradicional “Meeting de Rimini”, na Itália, terá início no próximo domingo, dia 20, com a Santa Missa presidida pelo cardeal Matteo Zuppi, arcebispo de Bolonha e presidente da Conferência Episcopal Italiana (CEI).

Neste ano, o tema central do Encontro é “A existência humana é uma amizade inesgotável”.

O Santo Padre envia mais uma vez a sua mensagem dirigida aos organizadores e participantes do Encontro, enquanto, infelizmente, a guerra e as divisões – escreve – semeiam nos corações ressentimentos e medo, e o outro que é diferente é muitas vezes visto como um rival. A comunicação global e generalizada – continua a mensagem – “faz com que essa atitude generalizada se torne uma mentalidade, as diferenças apareçam como sintomas de hostilidade e ocorra uma espécie de epidemia de inimizade.

Nesse contexto, o título do Encontro parece ousado: “A existência humana é uma amizade inesgotável”. Ousado – diz Francisco – porque vai claramente contra a tendência, em uma época marcada pelo individualismo e pela indiferença, que geram solidão e muitas formas de descarte.

É uma situação da qual é impossível sair com as próprias forças. A humanidade sempre experimentou isso: ninguém pode se salvar sozinho. É por isso que, em um momento preciso da história, Deus tomou a iniciativa: “Ele nos envia seu Filho, ele o doa, o entrega, o compartilha, para que possamos aprender o caminho da fraternidade, o caminho do dom”. É definitivamente um novo horizonte, é uma nova palavra para tantas situações de exclusão, de desintegração, de fechamento, de isolamento.

Dirigindo-se aos jovens, o Santo Padre exalta o valor da verdadeira amizade, que alarga o coração: “Os amigos fiéis […] são um reflexo do afeto do Senhor, da sua consolação e da sua presença amorosa. Ter amigos nos ensina a nos abrir, a compreender, a cuidar dos outros, a sair de nosso conforto e isolamento, a compartilhar a vida” (Christus vivit, 151).

Citando ainda uma reflexão de Dom Giussani o Papa recorda que “a verdadeira natureza da amizade é viver livremente juntos para o destino. Não pode haver amizade entre nós, não podemos nos chamar de amigos, se não amarmos o destino do outro acima de todas as coisas, além de qualquer ganho”.

A atitude de abertura ao outro como irmão é uma das marcas do pontificado do Papa Francisco, de seu testemunho e de seu magistério: “O amor ao outro pelo que ele é nos impele a buscar o melhor para a sua vida. Somente cultivando esse modo de se relacionar, tornaremos possível a amizade social que não exclui ninguém”. É precisamente a amizade social, que o Papa continua a recomendar como a única chance, mesmo nas situações mais dramáticas – mesmo diante da guerra – “quando é genuína […] dentro de uma sociedade, é uma condição de possibilidade para a verdadeira abertura universal”.

A lei da amizade foi estabelecida por Jesus com estas palavras: “Ninguém tem maior amor do que aquele que dá a vida pelos seus amigos”. É por isso que o Santo Padre pede aos cristãos e a todos os homens e mulheres de boa vontade que não fiquem surdos diante do grito que se eleva a Deus deste nosso mundo. Os discursos não são suficientes, mas são necessários “gestos concretos” e “escolhas compartilhadas” para construir uma cultura de paz onde cada um de nós vive: “reconciliar-se na família, com amigos ou vizinhos, rezar por aqueles que nos feriram, reconhecer e ajudar os necessitados, levar uma palavra de paz à escola, à universidade ou à vida social, ungir com proximidade alguém que se sente só…”. É um caminho que todos podem percorrer, e a Igreja não se cansa de incentivar as pessoas a percorrê-lo, praticando quase obstinadamente essa suprema virtude humana e cristã.

Nesta hora conturbada da história, o Papa encoraja para que nunca falte a disponibilidade para uma “amizade inesgotável” – porque fundada em Cristo e sobre a rocha de Pedro -, pronta para captar o bem que qualquer pessoa pode trazer à vida de todos, porque “as outras culturas não são inimigas contra os quais se defender, mas são reflexos diferentes da riqueza inesgotável da vida humana”.

Em seguida cita o Papa Bento XVI: “o encontro de culturas é possível porque o homem, apesar de todas as diferenças em sua história e criações comunitárias, é um idêntico e único ser. Esse ser único que é o homem, na profundidade de sua existência, é interceptado pela própria verdade”.

O Papa Francisco espera que o Encontro para a Amizade entre os Povos continue a promover a cultura do encontro, aberta a todos, sem excluir ninguém, porque em todos há um reflexo do Pai que “dá a todos a vida, o respiro e todas as coisas”. Que cada um dos participantes aprenda um pouco a se aproximar dos outros à maneira de Jesus, que “sempre estende a mão, sempre procura levantar, fazer com que as pessoas sarem, fazê-las felizes, fazê-las encontrar Deus”. Assim crescerão a amizade social e a amizade entre os povos.

Fonte: Vatican News

Sim, a amizade pode te transformar

Nada substitui a verdadeira amizade, que é um vínculo tão poderoso quanto inspirador

amizade

Certa vez, São Bernardo de Claraval escreveu:

É um grande apoio nesta vida ter um amigo que você ama de todo o coração (…) Nós confiamos a ele, sem hesitação, toda a intimidade de nossa alma (…) As duas almas são agora uma só ”.

Nada substitui a verdadeira amizade, que é um vínculo tão poderoso quanto inspirador, nascido de um encontro às vezes semelhante ao amor à primeira vista. Nós frequentemente “caímos em amizade” através do que poderíamos chamar de admiração mútua. É por isso que esse relacionamento é tão precioso quanto o amor romântico.

Os 3 critérios de amizade

Boa vontade, reciprocidade e convivência: estes são os três critérios de amizade descritos por Aristóteles, às vezes chamado filósofo da amizade.

Boa vontade consiste em amar a outra pessoa e desejar-lhe o melhor. É, nas palavras de Dostoiévski, “vê-lo como Deus o quer”. Esse laço de troca e comunhão é caracterizado pela reciprocidade, onde cada um dá e recebe do outro, além das diferenças de idade, status ou talentos. Sobre o tema da convivência, Aristóteles afirmou que “não é possível nos conhecermos até que tenhamos consumido uma medida de sal juntos”. Não há amizade sem compartilhar tempo abundante.

A amizade também implica liberdade, como o psicanalista Saverio Tomasella acrescenta em seu livro Ces amitiés qui nous transforment (“Essas amizades que nos transformam”). Os amigos encontram “a oportunidade de confiar um no outro, de dizer o que você sente, o que você pensa, o que você quer”. Se eles se sentem confiantes, é porque eles escolheram um ao outro livremente.

A amizade nos torna melhores

As amizades de longa data são capazes de nos mudar. Os amigos influenciam nossos gostos, nossos pensamentos e, às vezes, a própria trajetória de nossa vida. Mesmo que não evoluamos da mesma forma que eles, eles continuam sendo uma fonte de apoio, um confidente, um conforto. Nossos amigos nos conhecem bem – às vezes melhor do que nós mesmos. Acima de tudo, eles estão sempre do nosso lado. “A amizade – como manifestação de ternura, boa vontade, afeto e, portanto, amor – é o crisol de nossas mais profundas transformações. Às vezes nos transforma; outras vezes nos permite transformar a nós mesmos ”, escreve Tomasella, que destaca que, na amizade, “a sinceridade anda de mãos dadas com a confiança, e a gentileza anda de mãos dadas com respeito”.

Ter um amigo significa ter alguém que possa nos ajudar. Amigos nos ajudam a ser amigos para nós mesmos, o que nem sempre é fácil! Amigos que nos acolhem incondicionalmente, a quem não temos nada a provar, com quem podemos simplesmente ser nós mesmos, ensinam-nos a deixar-nos ser amados como somos. Isto é provavelmente o que Saint-Exupéry quis dizer em sua carta para um refém: “Meu amigo, eu preciso de você, como uma montanha onde eu possa respirar!”

Um reflexo do amor de Deus

“Não há nada melhor neste mundo do que as maravilhosas amizades que Deus desperta e que são como um reflexo da gratuidade e generosidade do seu amor.” Este pensamento de Jacques Maritain toca na essência da amizade. Somente Deus pode inspirar nossas verdadeiras amizades terrenas. Ele, o verdadeiro Amigo, pode satisfazer nossa sede de amor, ajudando-nos a encontrar amigos e acompanhando-nos em nossas amizades. A verdadeira amizade nos traz de volta ao essencial ao longo de nossas vidas. A amizade também tem suas alegrias e dificuldades: muitas vezes, a amizade continua por muito tempo numa boa, e então, de repente, surge um conflito. É semelhante a um relacionamento romântico.

A amizade nos transforma

A amizade é marcada por tentativas, que nos permitem aproximar cada vez mais a realidade mais profunda, indo além do estágio de idealização. Todo mundo tem seus limites e falhas. Amigos nos aceitam com nossas falhas e limitações. Eles estão dispostos a passar por provações conosco.

O cardeal Newman, o grande teólogo do século XIX, que, em breve, será canonizado, tinha um talento incrível para fazer amigos. Segundo ele, a arte de cultivar amizades consiste em querer que o outro se torne melhor. Olhar para a alma do outro é a condição sine qua non de uma amizade duradoura. Isto é importante não apenas para evitar um laço meramente emocional, mas também para evitar perder de vista a coisa mais importante: olhar para o nosso amigo através dos olhos de Cristo. Desta forma, a amizade serve uma grande causa, cada amigo ajudando o outro a crescer. Assim, a amizade nos transforma.

 

Fonte: Aleteia

COMISSÃO PARA A JUVENTUDE DA CNBB LANÇA CARTAZ DO DIA NACIONAL DA JUVENTUDE 2023, MOMENTO DE CELEBRAÇÃO DA JUVENTUDE

Celebrar as juventudes com espírito missionário e na luta por um mundo mais justo e fraterno. O Dia Nacional da Juventude, o DNJ, será celebrado no próximo dia 29 de outubro e você já pode conferir o cartaz e o subsídio para preparar esse momento importante para os jovens de todo o país. Como habitual, o DNJ vem para aprofundar o tema da Campanha da Fraternidade do ano, que em 2023 abordou a chaga da fome. O lema desta edição do DNJ é “E todos ficaram saciados” (Mt 14,13).

Para o bispo de Imperatriz (MA) e presidente da Comissão Episcopal para a Juventude da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Vilsom Basso, o DNJ é uma celebração da festa das juventudes católica brasileira que pode impulsionar ações de transformação da realidade, sobretudo da fome que fere o corpo e a dignidade das pessoas. Apesar de ser celebrado oficialmente no último domingo de outubro, as dioceses escolhem as melhores datas conforme a realidade local.

“Como seguidores de Jesus, atentos aos seus ensinamentos e gestos, não podemos ficar indiferentes à realidade que nos rodeiam e que impede muitos de nossos irmãos e irmãs a viverem o projeto que Deus sonhou para suas vidas”, explica o bispo.

Baixe o cartaz:

Cartaz do DNJ 2023 (Faça o download aqui)

Com inspiração na identidade da Campanha da Fraternidade, o cartaz do DNJ foi desenvolvido pelo artista gráfico e ilustrador Jason Bacchi. Ele mora em Montes Claros (MG) e faz parte da Comunidade Filhos de Maria, o jovem falou da alegria de fazer parte de um marco na história das juventudes do Brasil:

“Foi uma grande alegria receber o convite para participar do desenvolvimento da identidade visual do Dia Nacional da Juventude deste ano. A inspiração partiu do lema “Todos ficaram saciados” (Lc 9, 17) que nos remete a esse cuidado de Deus que por nós, oferecendo o Pão da Palavra e da Eucaristia para fortalecer nossos vínculos de comunhão e fraternidade. As juventudes têm fome dessa comunhão e partilha. A unidade e fraternidade são testemunho da presença e ação de Deus em nossas vidas”, concluiu Jason.

Subsídio preparatório


Em sintonia com o plano trienal de evangelização “ao seu lado”, o subsídio traz três encontros preparatórios, todos eles com orações, leitura bíblica, propostas de reflexões e divulgação de ações concretas da Igreja e sociedade civil no combate à desigualdade, em especial a fome, sendo “Igreja em Saída”.  O material conta ainda com uma proposta de Lectio Divina, com o objetivo de promover aos jovens uma profunda experiência com a palavra de Deus, tornando-a viva em suas vidas e fazendo ressoar em seus corações o compromisso do amor ao próximo, exercendo a missão deixada por Jesus: “Dai-lhes vós mesmos de comer”.

Como ter acesso ao subsídio:
Faça o download aqui

Com informações dos Jovens Conectados

Fonte: CNBB

Apelo de Francisco pela paz: barulho das armas encobre tentativas de diálogo

No dia dedicado à Assunção de Maria ao Céu, o Papa volta a falar sobre a Ucrânia e as guerras que dilaceram o mundo, pedindo aos fiéis, nas saudações após o Angelus, que continuem “a ter esperança e a rezar para que Deus, que é quem guia a história, nos ouça”.


O Papa Francisco confia a Nossa Senhora a súplica pela paz na Ucrânia e nas regiões que sofrem com a guerra. O apelo foi feito ao final da oração mariana do Angelus nesta terça-feira, 15 de agosto e de Solenidade da Assunção de Maria ao Céu:

“Hoje confiamos a Maria Assunta ao Céu a súplica pela paz, na Ucrânia e em todas as regiões devastadas pela guerra: infelizmente, são tantas! O barulho das armas encobre as tentativas de diálogo; a lei da força prevalece sobre a força da lei. Mas não desanimemos, continuemos a ter esperança e a rezar, pois é Deus, é Ele quem guia a história. Que Ele nos ouça!”

Enquanto isso, na Ucrânia, são registradas mortes de civis. Na noite desta segunda-feira (14) e na manhã de terça (15) houve bombardeio maciço de mísseis russos, que atingiram principalmente edifícios residenciais em Lviv e Lutsk, a capital da região de Volyn, no noroeste do país, na fronteira com a Polônia, onde três pessoas teriam sido mortas. As autoridades imediatamente pediram à população que se dirigisse aos refúgios e não se aproximasse das janelas. Explosões também foram registradas na região de Kiyv e em Zaporizhzhia.

Fonte: Vatican News

A Solenidade da Assunção da Bem-aventurada Virgem Maria

A Solenidade da Assunção da Bem-Aventurada Virgem Maria, em corpo e alma ao Céu, é um sinal eloquente do que, não só a “alma”, mas também a “corporeidade” confirmam que “tudo era muito bom” (Gn 1,31), tanto que, como aconteceu com a Virgem Maria, também a “nossa carne” será elevada ao céu. No Brasil, a Solenidade é festejada no próximo domingo.

assunção de nossa senhora

A Solenidade da Assunção da Bem-aventurada Virgem Maria é celebrada no dia 15 de agosto, desde o século V, com o significado de “Nascimento para o Céu” ou, segundo a tradição bizantina, de “Dormição”. Em Roma, esta festa era celebrada desde meados do século VII, mas foi preciso esperar até 1° de novembro de 1950, quando Pio XII proclamou o Dogma da Assunção de Maria, elevada ao céu em corpo e alma.

No Credo Apostólico, professamos a nossa fé na “ressurreição da carne” e na “vida eterna”, fim e sentido último do caminho da vida terrena. Esta promessa de fé cumpriu-se em Maria, sinal de “consolo e esperança” (Prefácio). Trata-se de um privilégio de Maria, por ser intimamente ligado ao fato de ser Mãe de Jesus: visto que a morte e a corrupção do corpo humano são consequências do pecado, não era oportuno que a Virgem Maria – isenta de pecado – fosse implicada nesta lei humana. Daí o mistério da sua “Dormição” ou “Assunção ao céu”.

O fato de Maria ter sido elevada ao céu é motivo de júbilo, alegria e esperança para nós: “Já e ainda não”. Uma criatura de Deus, Maria, já está no Céu e, com ela e como ela, também nós, criaturas de Deus, estaremos um dia. Portanto, o destino de Maria, unida ao corpo transfigurado e glorioso de Jesus, será o mesmo destino de todos os que estão unidos ao Senhor Jesus, na fé e no amor.

É interessante notar que a liturgia – através dos textos bíblicos, extraídos do livro do Apocalipse e de Lucas – nos leva não tanto a refletir sobre o canto do Magnificat, mas a rezar. O Evangelho sugere ler o mistério de Maria à luz da sua oração, o Magnificat: o amor gratuito, que se estende de geração em geração; a predileção pelos simples e pobres encontra em Maria o melhor fruto: poderíamos dizer que é a sua obra-prima, um espelho no qual todo o Povo de Deus pode refletir seus próprios lineamentos.

A Solenidade da Assunção da Bem-Aventurada Virgem Maria, em corpo e alma ao Céu, é um sinal eloquente do que, não só a “alma”, mas também a “corporeidade” confirmam que “tudo era muito bom” (Gn 1,31), tanto que, como aconteceu com a Virgem Maria, também a “nossa carne” será elevada ao céu. Isto, porém, não quer dizer que somos isentos do nosso compromisso com a história; pelo contrário, é precisamente o nosso olhar, voltado para a Meta, o Céu, a nossa Pátria, que nos dá o impulso para nos comprometermos com a vida presente, nas pegadas do Magnificat: felizes pela misericórdia de Deus, atenciosos com todos nossos irmãos e irmãs, que encontramos ao longo do caminho, começando pelos mais fracos e frágeis.

Proclamação do Dogma

Pelo que, depois de termos dirigido a Deus repetidas súplicas, e de termos invocado a paz do Espírito de verdade, para glória de Deus onipotente que à virgem Maria concedeu a sua especial benevolência, para honra do seu Filho, Rei imortal dos séculos e triunfador do pecado e da morte, para aumento da glória da sua augusta mãe, e para gozo e júbilo de toda a Igreja, com a autoridade de nosso Senhor Jesus Cristo, dos bem-aventurados apóstolos s. Pedro e s. Paulo e com a nossa, pronunciamos, declaramos e definimos ser dogma divinamente revelado que: a imaculada Mãe de Deus, a sempre virgem Maria, terminado o curso da vida terrestre, foi assunta em corpo e alma à glória celestial” (Pio XII, Munificentissimus Deus, 1º de novembro de 1950).

O cântico de Maria

«Naqueles dias, Maria se levantou e foi às pressas às montanhas, a uma cidade de Judá. Entrou em casa de Zacarias e saudou Isabel. Ora, apenas Isabel ouviu a saudação de Maria, a criança estremeceu no seu seio; e Isabel ficou cheia do Espírito Santo. E exclamou em alta voz: “Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre. Donde me vem esta honra de vir a mim a mãe de meu Senhor? Pois assim que a voz de tua saudação chegou aos meus ouvidos, a criança estremeceu de alegria no meu seio. Bem-aventurada és tu que creste, pois se hão de cumprir as coisas que da parte do Senhor te foram ditas!”. E Maria disse:

“Minha alma glorifica ao Senhor,
meu espírito exulta de alegria em Deus, meu Salvador,
porque olhou para sua pobre serva.
Por isso, desde agora, me proclamarão bem-aventurada
todas as gerações, porque realizou em mim maravilhas
aquele que é Poderoso e cujo nome é Santo.
Sua misericórdia se estende, de geração em geração,
sobre os que o temem.
Manifestou o poder do seu braço:
desconcertou os corações dos soberbos.
Derrubou do trono os poderosose exaltou os humildes.
Saciou de bens os indigentes
e despediu de mãos vazias os ricos.
Acolheu a Israel, seu servo,
lembrado da sua misericórdia,
conforme prometera a nossos pais,
em favor de Abraão e sua posteridade, para sempre”.
Maria ficou com Isabel cerca de três meses. Depois voltou para casa
» (Lc 1,39-56).

Louvar

Hoje, com o seu Magnificat, a Virgem Maria nos ensina a dar louvor e glória a Deus. Com este convite, por meio do qual a Virgem Maria é contemplada na glória, ela nos exorta a superar o nosso modo exagerado de encarar os problemas e dificuldades habituais. Maria é capaz e, hoje, nos ensina também a olhar a vida de outro ponto de vista: o nosso coração é bem maior que os nossos pecados; e, se o nosso coração nos censurar, Deus é maior que o nosso coração! (cf. 1 Jo 3,20). Logo, não se trata, de uma ilusão, como se não houvesse problemas na vida, mas de valorizar a beleza e o bem que existe na vida, sabendo dar graças a Deus por tudo isso! Dessa forma, até os problemas se tornam relativos.

Deus surpreende

Outro aspecto, que merece destaque neste dia, é o fato de Maria ser virgem e Isabel estéril. Deus é aquele que vai “além”, que surpreende com a sua ação salvífica providencial.

A Meta

Maria encontra-se na glória de Deus; ela alcançou a Meta, onde, um dia, todos nos encontraremos. Eis porque, hoje, Maria é sinal de consolação e esperança, pois, se ela, criatura como nós, conseguiu, também nós conseguiremos. Mantenhamos nosso olhar e coração fixos naquela Mulher, que nunca abandonou seu Filho Jesus e, com Ele, agora, goza da alegria e da glória celeste. Confiemos em Maria! Que ela nos ajude a percorrer o caminho da vida, reconhecendo as grandes coisas, que Deus faz em nós e em torno de nós, sendo capazes de engrandecê-Lo com o Canto da nossa existência!

 

Fonte: Vatican News

ADPF 442: COMISSÃO PARA A VIDA E A FAMÍLIA PEDE À IGREJA NO BRASIL UMA PRECE EM FAVOR DA VIDA

A Comissão Episcopal para a Vida e a Família da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) enviou uma carta ao episcopado brasileiro na terça-feira, 8 de agosto, pedindo uma prece em favor da vida de “milhares de pequeninos inocentes”. Dirigindo-se também aos agentes da Pastoral Familiar e às equipes de liturgia, a comissão solicita que paróquias e dioceses de todo o país roguem a Deus pela não aprovação da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) n. 442, no Supremo Tribunal Federal (STF), que pede a descriminalização do aborto no Brasil até a 12ª semana de gestação.

Pedimos encarecidamente que nas missas do segundo domingo do mês de agosto, que marca a abertura da Semana Nacional da Família, seja feita uma prece em favor da vida de milhares de pequeninos inocentes, rogando pela não aprovação da ADPF 442. Para enfatizar ainda mais a relevância desse momento, solicitamos também que seja rezada, antes da benção final, a Oração do Nascituro“, solicita a Comissão.

Na prece sugerida, os bispos propõem rezar por aqueles que têm a missão de promover e defender a vida, “para que não se deixem intimidar pelo poder da morte e por ideologias de exploração dos mais vulneráveis”.

Os bispos da Comissão justificam a iniciativa recordando as muitas investidas contra a vida dos mais vulneráveis. “Porém, é na escuridão que a luz mais brilha. Deus, em seu olhar dirigido a Jeremias ainda in útero materno, é inspiração para que olhemos na direção dos mais vulneráveis dentre os vulneráveis, o nascituro”, explicam ao citar a passagem de Jeremias 1, 5.

“Em fidelidade ao Evangelho, cabe-nos defender a vida humana, opondo-se a toda discriminação e preconceito, em especial dos mais fortes sobre os  mais fracos, dos maiores sobre os menores, dos grandes sobre os pequenos. Não o fazer é associar-se à cultura de morte, que tudo relativiza e mercantiliza, inclusive a vida humana inocente. Somos do Evangelho da vida e da vida em abundância, desde a concepção até à morte natural”, escreveram os bispos.

Além do pedido de oração, a solicitação é que “cada Diocese – se possível paróquia – tenha a sua Comissão de Serviço à Vida, para que lá onde a vida humana, em qualquer fase do seu desenvolvimento, desde a concepção até a velhice, estiver ameaçada ou aviltada, possamos articuladamente promovê-la, defendê-la e cuidá-la”.

Sobre a ADPF 442

A Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 442 foi apresentada ao Supremo Tribunal Federal (STF) pelo Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) em 8 de março de 2017 com o objetivo que permitir a interrupção induzida e voluntária de uma gestação nas primeiras doze semanas, o que corresponde aos três primeiros meses. A contextualização a respeito do processo que tramita na Suprema Corte foi oferecida pela Comissão Vida e Família da CNBB em um documento enviado aos bispos junto com a carta. Confira aqui.

A alegação na ADPF 442 é que a criminalização do aborto nesses casos “fere o planejamento familiar e não garante às mulheres autonomia do direito de interromper a gestação sem necessidade de permissão do Estado”. A ação também quer garantir aos profissionais de saúde o “direito” de realizar o procedimento.

A Comissão Vida e Família da CNBB alerta também que a tese das 12 semanas pode ser mudada no futuro, com uma demanda para “permitir abortamento abrangendo outros momentos cronológicos do desenvolvimento de uma vida humana, como se deu diversas outras nações que iniciaram pela permissão até 12 semanas e romperam depois este marco”.

O texto recorda dois projetos de lei apresentados ao Congresso na década de 1990 que visavam a legalização do aborto e que foram rejeitados pelo Plenário da Câmara dos Deputados.

“Por este motivo, colocou-se ao STF a função de legislador, que, diga-se de passagem, não lhe pertence, indo ao encontro do ativismo judicial prejudicial à relação entre os Poderes Legislativo e Judiciário, pois na Câmara dos Deputados e no Senado essa pauta nunca teve sucesso, o que revela que os legítimos representantes do povo não concordam com este descalabro”.

A contextualização também considera que a descriminalização do aborto até a 12ª semana “seria uma abertura para o avanço da pauta abortista e de uma escalada de morte”.

Leia a carta na íntegra

Sobre a ADPF 442

Oração do Nascituro

Fonte: CNBB

Papa assegura sua oração às vítimas de incêndios no Havaí

O número de vítimas dos incêndios no Havaí continua a aumentar, com 93 mortes registradas até a manhã deste domingo.


Desejo também assegurar a minha oração pelas vítimas dos incêndios que devastaram a ilha de Maui, no Havai.

No Angelus, o Santo Padre voltou a rezar pelas vítimas dos devastadores incêndios na ilha de Maui. Já o havia assegurado publicamente no telegrama enviado ontem ao núncio apostólico nos Estados Unidos, dom Cristophe Pierre, em que expressou seu pesar pelos mortos e vários desaparecidos, e sua “solidariedade com os que sofrem com esta tragédia, em particular aqueles cujos entes queridos estão mortos ou desaparecidos”.

Enquanto isso, o número de mortos na ilha de Maui aumentou para 93, de acordo com o governador do Havaí, Josh Green, durante uma coletiva de imprensa. 1.400 deslocados estão alojados em abrigos temporários montados para atender as pessoas afetadas pela mais grave tragédia natural que o arquipélago dos Estados Unidos já viveu em sua história. Os números tendem a aumentar, afirmou Josh Green.

As chamas envolveram a ilha na semana passada, tornando este incêndio o mais devastador nos Estados Unidos desde o século passado, ainda pior do que o que matou 85 vidas no norte da Califórnia em 2018.

Pelo menos dois outros incêndios foram registrados em Maui, sem mortes registradas até agora: na área de Kihei, no sul da ilha, e nas comunidades na região montanhosa do interior conhecida como Upcountry. Um quarto incêndio ocorreu na noite de sexta-feira em Kaanapali, uma comunidade costeira em West Maui, ao norte de Lahaina, mas as equipes de resgate conseguiram apagá-lo.

Fonte: Vatican News

Por que a Virgem Maria é nossa advogada?

Como você pode conferir aqui no A12, neste 11 de agosto celebramos o Dia do Advogado, profissional responsável por representar os cidadãos perante a justiça, garantindo assim a igualdade, liberdade e defesa dos nossos direitos. E trazendo para nossa realidade de fé, também temos uma Defensora!

Você já reparou que na oração da “Salve Rainha” nós chamamos Maria de “Advogada nossa”?

Pois bem, este é um dos nomes que a Igreja dá à Mãe de Jesus e nós vamos te explicar o porquê.

Vamos começar entendendo o que quer dizer “advogado”: É aquele que é o medianeiro de uma causa, ou seja, que fala em favor do outro diante de uma causa, aquele que intercede.

Sabendo disso, fica bem mais fácil de entender por que Ela é chamada de Advogada não é verdade?

Afinal, Maria é a intercessora e a medianeira de todas as graças. Mas, de onde foi tirado isso?

São Luís Maria Gringnion de Montfort diz que Maria é “o meio mais seguro, mais fácil, mais rápido e mais perfeito de chegar a Jesus Cristo”.

Thiago Leon
Thiago Leon

A essa frase, podemos acrescentar a fala de Santo Afonso Maria de Ligório“As orações dos santos são orações de servos, mas as de Maria são orações de Mãe”.

Ou seja, Maria, como Mãe, deseja auxiliar seus filhos. Auxiliar em quê? Ela ajuda a nos achegarmos ao seu Filho Jesus, isto é, é a advogada que intercede por nós diante de Jesus.

Quem vai explicar isso direitinho pra gente é a Constituição Dogmática Lumen Gentium:

De fato, depois de elevada ao céu, Maria não abandonou esta missão salvadora, mas, com a sua multiforme intercessão, continua a alcançar-nos os dons da salvação eterna.

Ela cuida, com amor materno, dos irmãos de seu Filho que, entre perigos e angústias, caminham ainda na terra, até chegarem à pátria bem-aventurada. 

Por isso, a Virgem é invocada na Igreja com os títulos de advogada, auxiliadora, socorro, medianeira. Mas isto se entende de maneira que nada tire nem acrescente à dignidade e eficácia do único mediador, que é Cristo.

Catequese aprendida precisa ser vivida! A partir de hoje, não deixe de pedir a intercessão de Maria para todas as causas que você necessitar.

Nossa Senhora, advogada nossa, rogai por nós!

Fonte: A12

SEMANA NACIONAL DA FAMÍLIA COMEÇA NO PRÓXIMO DOMINGO COM PRECE PELA VIDA DOS NASCITUROS

A Igreja no Brasil segue na celebração do Mês Vocacional e, no próximo domingo, dia 13 de agosto, dará início à Semana Nacional da Família. Iniciada no Dia dos Pais, essa semana é oportunidade de refletir sobre a vocação à vida matrimonial e familiar. Neste ano, a data será marcada também pelo convite à oração pelos nascituros. A Comissão Episcopal para a Vida e a Família da CNBB motiva toda a Igreja no Brasil a rezar pela não aprovação da ADPF 442 pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que pede a descriminalização do aborto no Brasil.

Família, fonte de vocações

A Semana Nacional da Família deste ano está em sintonia com o 3º Ano Vocacional do Brasil e propõe o tema “Família, fonte de vocações” e lema “Corações ardentes, pés a caminho”. Na abertura da semana, os bispos da Comissão irão celebrar missas em suas dioceses, com duas transmissões ao vivo.

O bispo de Campo Mourão (PR) e presidente da Comissão, dom Bruno Elizeu Versari, preside a celebração na catedral de Campo Mourão, no domingo, 13 de agosto, às 19h. A Eucaristia será transmitida no canal da Pastoral Familiar no Youtube.

Já dom Reginei Modolo (dom Zico), preside a missa às 11h de domingo, com transmissão pela TV Evangelizar. Dom Moacir Arantes presidirá a missa na catedral da diocese de Barreiras (BA), às 8h.

Prece pela Vida

Em todo o Brasil, durante as celebrações que abrem a Semana Nacional da Família 2023, será reservado um momento de oração pelos nascituros, ameaçados por propostas de descriminalização do aborto no Brasil. A Comissão para a Vida e a Família da CNBB fez um convite a toda a Igreja para que faça uma prece durante as missas e que seja rezada também a Oração do Nascituro.

ADPF 442: COMISSÃO PARA A VIDA E A FAMÍLIA PEDE À IGREJA NO BRASIL UMA PRECE EM FAVOR DA VIDA

Em todo o Brasil, várias Igrejas particulares aderiram à iniciativa. Na arquidiocese de Londrina, o arcebispo, dom Geremias Steinmetz, gravou um vídeo em comunhão com a CNBB:

Fonte: CNBB

O pesar do Papa pelas vítimas dos incêndios no Havaí

Francisco enviou um telegrama, assinado pelo secretário de Estado, cardeal Pietro Parolin, ao núncio apostólico nos Estados Unidos. O Pontífice assegura a sua oração e sua solidariedade às famílias dos mortos, aos desaparecidos e às equipes de resgate. Enquanto isso, o governador do Havaí declarou estado de emergência na ilha: “Cerca de mil pessoas estão inacessíveis”.


O Papa Francisco expressa seu pesar pelos mortos e vários desaparecidos dos terríveis incêndios na ilha de Maui, no Havaí, que praticamente destruíram a cidade histórica de Lahaina, uma das “pérolas” do oceano e meta turística popular. Num telegrama assinado pelo secretário de Estado, cardeal Pietro Parolin, enviado ao núncio apostólico nos Estados Unidos, dom Cristophe Pierre, que será cardeal no Consistório de setembro próximo, o Papa escreve que recebeu “com profunda tristeza” a notícia da “perda de vidas humanas” e da “destruição causada pelos incêndios na ilha havaiana de Maui”.

Solidariedade com quem sofre

Francisco expressa “sua solidariedade aos que sofrem com esta tragédia, em particular aqueles cujos entes queridos estão mortos ou desaparecidos”. Precisamente pelos mortos, feridos e deslocados, o Pontífice assegura suas orações, assim como pelos que trabalham nas operações de socorro. Sobre todos eles, “como sinal de sua proximidade espiritual”, o Papa invoca “as bênçãos de Deus onipotente de força e paz”.

Destruição e desaparecidos

Entretanto, nas últimas horas foi declarado estado de emergência em toda a ilha e as viagens foram desaconselhadas. Segundo as autoridades do Condado de Maui, o número de mortos subiu para 55, nesta sexta-feira (11/08), e 11 mil são as pessoas deslocadas. Em Lahaina, mais de 1.770 edifícios do centro histórico estão devastados e muitas pessoas correram para o mar para fugir das chamas. Testemunhas falam de cenas apocalípticas. O governador do Havaí, Josh Green, disse que cerca de “80%” da cidade foi destruída, “como se tivesse sido atingida por uma bomba”. Green disse ainda que o número de mortos irá aumentar “significativamente” e que, neste momento, existem cerca de mil pessoas inacessíveis.

Fonte: Vatican News

São Lourenço: diante do martírio não perdeu bom humor

A Roma cristã venera o santo espanhol com a mesma veneração e respeito com que honra seus primeiros Apóstolos. Depois de São Pedro e São Paulo, a festa de São Lourenço foi a maior da antiga liturgia romana.

Nós festejamos hoje, 10 de agosto, a vida de santidade e martírio do Diácono  Lourenço. Nem chicotes, algozes, chamas, tormentos e correntes puderam contra sua fé e amor ao Cristo. Lourenço, espanhol, natural de Huesca, foi um Diácono de bom humor que servia a Deus na Igreja de Roma durante meados do Século III.

Conta-nos a história que São Lourenço, como primeiro dos Diáconos, tinha grande amizade com o Papa Sisto II, tanto assim que ao vê-lo indo para o martírio falou: “Ó pai, aonde vais sem o teu filho? Tu que jamais ofereceste o sacrifício sem a assistência do teu Diácono, vais agora sozinho, para o martírio?”. E o Papa respondeu: “Mais uns dias e te aguarda uma coroa mais bonita!”. São Lourenço era também responsável pela administração dos bens da Igreja que sustentava muitos necessitados.

Diante da perseguição do Imperador Valeriano, o prefeito local exigiu de Lourenço os tesouros da Igreja, para isto o Santo Diácono pediu um prazo, o qual foi o suficiente para reunir no átrio os órfãos, os cegos, os coxos, as viúvas, os idosos. Todos os que a Igreja socorria, e no fim do prazo – com bom humor – disse: “Eis aqui os nossos tesouros, que nunca diminuem, e podem ser encontrados em toda parte.

Sentindo-se iludido, o prefeito sujeitou o santo a diversos tormentos, até colocá-lo sobre um braseiro ardente; São Lourenço que sofreu o martírio em 258, não parava de interceder por todos, e mesmo assim encontrou – no Espírito Santo – força para dizer no auge do sofrimento na grelha: “Vira-me que já estou bem assado deste lado”.

A Roma cristã venera o santo espanhol com a mesma veneração e respeito com que honra seus primeiros Apóstolos. Depois de São Pedro e São Paulo, a festa de São Lourenço foi a maior da antiga liturgia romana. O que foi Santo Estevão em Jerusalém, isso mesmo o foi São Lourenço em Roma.

 

Fonte: Comunidade Shalom