Leão XIV convida a confiarmos na ação silenciosa de Deus, que não se impõe pela força

Somos chamados a assumir um estilo evangélico, sem adotarmos precipitadamente uma postura de oposição marcada por julgamentos arrogantes, sem nos impormos pelo poder e pela força e sem perdermos a confiança na obra de Deus.

A parábola do semeador, o joio e o trigo, o grão de mostarda e o fermento na farinha: imagens usadas por Jesus em três pequenas parábolas “que pretendem evocar a chegada do Reino de Deus na história, a sua ação na vida dos homens, a maneira como cresce, se expande e transforma o mundo a partir de dentro”.

Deus prefere a pequenez

No Angelus deste XVI domingo do Tempo Comum, Leão XIV dirigiu-se à multidão de fiéis reunidas em Castel Gandolfo sob um sol escaldante e uma temperatura de cerca 32 graus, explicando que com os relatos contidos nestas parábolas, “Jesus nos adverte contra a tentação de pensar em Deus como uma figura poderosa, que se impõe pela força, que ocupa o espaço para dominar, que chega de forma triunfante”:

Pelo contrário, Deus prefere a pequenez, sinal de seu amor discreto. Ele nos deixa livres para acolhê-lo ou rejeitá-lo, procura abrir caminho mesmo em meio ao joio e age de forma oculta e invisível, como a menor de todas as sementes, fermentando a massa sem fazer barulho.

Saber reconhecer o bem que brota mesmo nas trevas do mal

Com essas parábolas – continuou explicando – “Jesus nos diz algo importante sobre o modo como Deus opera em nossa vida e na história”:

Às vezes, esperamos algo espetacular, desejamos um Deus que intervenha do alto, arrancando imediatamente o joio, que é o mal. Imaginamos um Deus forte e poderoso e, infelizmente, também adequamos nossa maneira de ser cristãos e de ser Igreja a essa imagem. Em vez disso, o Reino de Deus se difunde também em meio ao joio e nos pede um olhar capaz de reconhecer o bem que brota mesmo nas trevas do mal, sem que julguemos tudo apressadamente.

Ter confianças, mesmo quando Deus parece ausente

O Reino de Deus, acrescentou, “vem como a menor das sementes e exige, portanto, a paciência de saber acompanhar os processos, reconhecendo-o na simplicidade do cotidiano e na singeleza da vida comum”:

Cresce invisivelmente, como o fermento na farinha, e assim nos liberta do desânimo, convidando-nos a ter confiança, ainda que nos pareça que Deus está ausente. Pois, na verdade, Ele nos acompanha continuamente e seu amor está sempre agindo em nosso favor.

A “lógica da semente”

E esse estilo de Deus – pontuou – “deve se tornar também o modelo segundo o qual vivemos a realidade que nos rodeia, tanto como indivíduos quanto como Igreja”:

Somos chamados a assumir um estilo evangélico, sem adotarmos precipitadamente uma postura de oposição marcada por julgamentos arrogantes, sem nos impormos pelo poder e pela força e sem perdermos a confiança na obra de Deus. Trata-se – dizia o então cardeal Ratzinger – de nos submetermos à lógica da semente, que não é a do sucesso e da grandeza, mas que nos pede para nos tornarmos pequenos e servirmos à vida das pessoas. Assim, nós mesmos nos tornaremos como uma pequena semente do Evangelho que brota e como um fermento de amor que transforma a massa do mundo.

Oremos a Maria Santíssima – disse ao concluir – que soube acolher a semente da Palavra em sua humildade, para que Ela nos sustente em nosso caminho e interceda por nós.

Fonte: Vatican News

Ordem Franciscana Secular de Guarabira celebra 100 anos de fé, fraternidade e missão

A Fraternidade da Ordem Franciscana Secular (OFS) de Guarabira celebra, nesta quinta-feira, 17 de julho, um marco histórico em sua caminhada evangelizadora: 100 anos de fundação. O centenário representa um século de dedicação ao Evangelho, de vivência do carisma de São Francisco de Assis e de serviço à Igreja e à comunidade guarabirense.

A história da fraternidade teve início em 17 de julho de 1926, graças ao empenho do Frei Martinho, que lançou as bases da presença franciscana secular na cidade. A iniciativa contou ainda com o apoio do então Monsenhor Emiliano de Cristo, que reconheceu a importância da espiritualidade franciscana como instrumento de fortalecimento da vida pastoral e da missão da Igreja em Guarabira.

Ao longo de sua trajetória, a OFS foi acompanhada por diversos religiosos franciscanos que contribuíram para o fortalecimento da fraternidade. Entre eles, destaca-se o Frei Romualdo, que, em meados da década de 1950, incentivou a formação e consolidou a caminhada dos irmãos e irmãs franciscanos seculares por meio de seu acompanhamento fraterno e pastoral.

Outro capítulo marcante dessa história ocorreu na década de 1980, quando o missionário, durante seu trabalho missionário em Guarabira, conseguiu mobilizar benfeitores da Alemanha para viabilizar a construção da sede própria da fraternidade. A partir desse gesto de solidariedade e comunhão, nasceu a Casa Franciscana, situada na Rua José Bonifácio, nº 172, no bairro do Juá.

Desde então, o espaço tornou-se um verdadeiro centro de espiritualidade, acolhimento e evangelização, sendo palco de encontros de formação, momentos de oração, convivência fraterna e diversas atividades voltadas ao fortalecimento da missão franciscana na cidade.

Durante esses cem anos, a Ordem Franciscana Secular manteve uma caminhada de profunda comunhão com a Paróquia Nossa Senhora da Luz, colaborando ativamente na vida pastoral, na animação litúrgica, na formação dos fiéis e em inúmeras ações sociais voltadas ao cuidado dos mais necessitados, sempre inspirada pelos ideais de simplicidade, fraternidade e serviço deixados por São Francisco de Assis.

Celebrar este centenário significa reconhecer a fidelidade de Deus ao longo de uma história construída por gerações de homens e mulheres que abraçaram a vocação franciscana secular e buscaram viver o Evangelho nas realidades do cotidiano. Ao longo desse século, a fraternidade tornou-se sinal de paz, promotora da fraternidade, defensora da criação e testemunha do amor de Cristo por meio do serviço ao próximo.

Mais do que recordar o passado, a celebração dos 100 anos renova o compromisso da Fraternidade da Ordem Franciscana Secular de Guarabira com a missão evangelizadora da Igreja. Inspirados pelo exemplo de São Francisco de Assis, seus membros seguem firmes no propósito de testemunhar, com alegria, humildade e espírito de fraternidade, os valores do Evangelho, levando esperança às novas gerações e mantendo viva uma história que atravessa um século de fé e dedicação.

 

Pascom Luz

POSSE CANÔNICA: O DIA EM QUE A DIOCESE RECEBE O SEU NOVO PASTOR

Há momentos na vida da Igreja que não são apenas cerimônias. São marcos. São sinais. São páginas escritas na história da fé de um povo. A posse canônica de um bispo é um desses momentos. É o instante em que uma Diocese recebe oficialmente o seu novo pastor. Não se trata apenas de uma mudança administrativa. Não é apenas a chegada de uma nova autoridade. É a Igreja dizendo publicamente: este é o bispo que, em comunhão com o Papa e com toda a Igreja, assume a missão de ensinar, santificar e governar esta porção do povo de Deus.

A posse canônica marca o início oficial do ministério episcopal em uma Diocese. A partir dela, o bispo passa a conduzir aquela Igreja particular com autoridade legítima, responsabilidade espiritual e compromisso pastoral. É um momento profundamente jurídico, porque confirma oficialmente o governo da Diocese. Mas é também um momento profundamente litúrgico, porque acontece dentro da Santa Missa, no coração da oração da Igreja, diante do altar, diante do povo, diante de Deus.

Antes da celebração, o bispo nomeado é recebido à porta principal da igreja. Ali, já se revela uma mensagem poderosa: ele chega não como dono da Diocese, mas como pastor chamado a entrar pela porta da fé, pela porta do serviço, pela porta da missão.

Após venerar o crucifixo, o novo bispo recorda que todo ministério na Igreja nasce da cruz de Cristo. O bispo não recebe uma honra vazia. Ele recebe uma missão exigente. Recebe um cajado para conduzir, mas também uma cruz para carregar. Recebe uma cátedra para ensinar, mas também um povo para amar.

Em seguida, ao entrar em procissão, pode aspergir o povo com água benta, recordando o Batismo. Esse gesto fala forte ao coração: antes de qualquer título, antes de qualquer cargo, antes de qualquer função, todos somos filhos de Deus. O bispo é pastor, mas também é discípulo. É guia, mas também é servidor. É sucessor dos apóstolos, mas continua sendo homem de oração, de fé e de entrega.

Depois, ele se dirige à Capela do Santíssimo Sacramento para um momento de oração silenciosa. E talvez ali esteja uma das imagens mais belas de toda a posse: antes de falar ao povo, o bispo fala com Deus. Antes de assumir a cátedra, ajoelha-se diante de Cristo. Antes de governar, reza. Antes de conduzir, escuta.

Porque uma Diocese não precisa apenas de um gestor. Precisa de um pastor. Não precisa apenas de alguém que organize estruturas. Precisa de alguém que tenha o coração firmado em Cristo.

Dentro da Santa Missa, ocorre um dos momentos centrais da posse canônica: a apresentação e leitura das Letras Apostólicas. Trata-se do documento oficial pelo qual o Papa nomeia o novo bispo. As Letras Apostólicas são apresentadas ao Colégio dos Consultores, na presença do Chanceler da Cúria, que registra a respectiva ata. Em seguida, o documento é lido ao povo, do ambão.

A assembleia escuta sentada, com atenção e reverência. E ao final aclama: “Graças a Deus.”

Essa aclamação não é formalidade. É resposta de fé. É a Diocese dizendo: recebemos com gratidão aquele que a Igreja nos envia. É o povo reconhecendo que aquele pastor não chega por vontade própria, mas por missão recebida. Não vem em nome de si mesmo. Vem em nome da Igreja. Vem em comunhão com o Papa. Vem para servir ao Evangelho.

Após a leitura das Letras Apostólicas, o bispo recebe o báculo, sinal do seu ofício pastoral. O báculo é mais do que um objeto litúrgico. Ele representa o cajado do pastor. É sinal de cuidado, direção e vigilância. Com ele, o bispo é chamado a conduzir o rebanho, sustentar os fracos, corrigir com caridade, buscar os afastados e proteger a fé do povo.

Em seguida, acontece o ponto mais forte e decisivo da posse: o bispo é conduzido à cátedra. A cátedra é a sede própria do bispo na Catedral. É dela que vem a palavra “Catedral”. Não é uma cadeira qualquer. É o sinal visível de que aquele bispo assume oficialmente a condução daquela Igreja particular.

Quando o bispo se senta na cátedra, a Diocese entende: agora temos um pastor. Agora começa um novo tempo. Agora se inicia oficialmente o ministério daquele que foi chamado a caminhar com este povo, ensinar a fé, celebrar os sacramentos e governar com caridade. Esse é o momento exato da posse canônica.

Depois disso, o bispo recebe a saudação do Colégio de Consultores, dos representantes do clero, dos religiosos, religiosas, leigos e leigas. É um gesto simples, mas carregado de significado. A Diocese se aproxima do seu bispo. O povo acolhe o seu pastor. A Igreja manifesta comunhão e obediência. Porque o bispo não caminha sozinho. E a Diocese também não caminha sem pastor.

A presença de um bispo é fundamental para a vida de uma Diocese. Ele é sinal de unidade. É guardião da fé. É mestre da doutrina. É pai espiritual. É pastor do rebanho. É aquele que confirma os irmãos, anima os padres, acompanha os seminaristas, valoriza os leigos, fortalece as comunidades e aponta caminhos de evangelização.

Uma Diocese com bispo é uma Igreja que caminha com rosto, voz e direção. O bispo é aquele que une a Igreja local à Igreja universal. Ele recorda que cada comunidade, cada paróquia, cada capela, cada pastoral e cada movimento fazem parte de algo maior: a única Igreja de Cristo.

Por isso, a posse canônica não é apenas importante para o clero. É importante para todo o povo de Deus. É importante para as famílias. Para os jovens. Para os idosos. Para os enfermos. Para os pobres. Para os que servem nas comunidades. Para todos aqueles que amam a Igreja e desejam vê-la viva, missionária e fiel.

Após a posse, a Santa Missa continua com as leituras bíblicas, o Evangelho e a homilia. Na pregação, o novo bispo costuma apresentar as linhas centrais do seu ministério. É o momento em que o pastor fala ao coração do seu povo. É quando ele começa a revelar os caminhos que deseja percorrer com a Diocese.

A celebração segue com a apresentação das oferendas e a Oração Eucarística. E, durante a oração, o nome do novo bispo já é citado na intercessão pela Igreja local. Esse detalhe é profundamente simbólico: a partir daquele momento, ele já exerce plenamente o seu ministério naquela Diocese.

O nome do bispo entra na oração da Igreja. Entra no altar. Entra na vida litúrgica do povo. Entra na história daquela Diocese.

Ao final da celebração, depois da comunhão e da oração final, podem ocorrer agradecimentos. Mas o mais importante já aconteceu: a Diocese recebeu o seu pastor. A Igreja local agora segue em novo tempo, com novo ânimo, nova esperança e renovado compromisso missionário.

A posse canônica é, portanto, um dia de fé, unidade e missão. É dia de olhar para frente. É dia de rezar pelo novo bispo. É dia de pedir que Deus lhe conceda sabedoria para governar, coragem para anunciar o Evangelho, ternura para cuidar do povo e firmeza para defender a fé.

Porque ser bispo não é ocupar um lugar de honra. É assumir uma missão de entrega. Ser bispo é conduzir sem dominar. É ensinar sem humilhar. É corrigir sem ferir. É governar sem esquecer que o maior poder na Igreja é o serviço. Ser bispo é carregar no peito as dores do povo. É ouvir as angústias das comunidades. É fortalecer os padres na missão. É cuidar dos pequenos, dos pobres, dos afastados e dos feridos. É ser presença de Cristo Bom Pastor no meio da Diocese.

Por isso, quando uma Diocese recebe um novo bispo, não recebe apenas um nome. Recebe uma missão renovada. Recebe um chamado à comunhão. Recebe um convite à esperança.

A posse canônica é o início de uma caminhada. E toda caminhada eclesial precisa de oração, unidade e confiança. Que o novo bispo encontre um povo disposto a caminhar junto. Que encontre padres animados, comunidades vivas, leigos comprometidos e corações abertos à ação de Deus.

E que a Diocese, ao acolher o seu pastor, possa proclamar com fé: começa um novo tempo. Um tempo de escuta. Um tempo de missão. Um tempo de comunhão. Um tempo de esperança. Porque quando a Igreja se une em torno do seu pastor, a fé se fortalece, a missão avança e o Evangelho encontra novos caminhos para chegar ao coração do povo.

Pascom Luz

Magnifica Humanitas: a defesa da pessoa humana na era da inteligência artificial

O próprio título da Encíclica Magnifica Humanitas (MH) constitui uma de suas principais chaves de leitura. Embora trate amplamente da inteligência artificial e da revolução digital, o Papa Leão XIV não escolheu um título centrado na tecnologia, mas na pessoa humana. Poderia, por exemplo, tê-la intitulado “sobre a inteligência artificial”, “sobre a revolução digital” ou “sobre a tecnologia”. Em vez disso, preferiu falar da “Magnífica Humanidade”. A escolha não é casual. Ela revela que a questão central do documento não é tecnológica, mas antropológica. 

Desde a introdução da Magnifica Humanitas, Leão XIV afirma que a humanidade se encontra diante de uma escolha decisiva: erguer uma nova Babel ou construir uma cidade onde Deus e a humanidade habitem juntos (MH 1.7-10). Por isso, a questão fundamental não é simplesmente o que a tecnologia é capaz de fazer, mas que tipo de humanidade estamos construindo por meio dela. Citando São João Paulo II, o Papa retoma uma pergunta decisiva para o discernimento ético do progresso: os avanços tecnológicos tornam a vida humana verdadeiramente mais humana e mais digna do homem? (MH 129). 

A pertinência dessa pergunta torna-se ainda mais evidente diante das correntes culturais que acompanham a revolução digital. Leão XIV analisa criticamente o transumanismo e o pós-humanismo, perspectivas que tendem a interpretar o progresso como uma superação da própria condição humana. Enquanto o transumanismo propõe o aperfeiçoamento indefinido do ser humano por meio da tecnologia, buscando superar seus limites biológicos, físicos e cognitivos, o pós-humanismo relativiza a singularidade da pessoa humana, diluindo as fronteiras entre homem, máquina e natureza (MH 120-128). Em ambos os casos, corre-se o risco de considerar a humanidade como uma realidade insuficiente que necessita ser corrigida, substituída ou superada. 

É precisamente diante dessas perspectivas que o título Magnifica Humanitas assume sua força profética. Leão XIV recorda que a humanidade não é um projeto fracassado à espera de aperfeiçoamento tecnológico, mas uma realidade magnífica criada por Deus e plenamente revelada em Jesus Cristo. O mistério do homem, afirma o Papa logo no início da Encíclica, somente se esclarece plenamente no mistério do Verbo encarnado (MH 1). Por isso, proclama com vigor: «Na era da inteligência artificial, em que a dignidade humana corre o risco de ser ofuscada por novas formas de desumanização, temos o dever urgente de permanecer profundamente humanos» (MH 15). A expressão “permanecer profundamente humanos” sintetiza todo o programa da Encíclica. Salvaguardar o humano significa proteger aquilo que nenhuma máquina poderá substituir: a liberdade, a consciência moral, a capacidade de amar, a abertura à transcendência, a responsabilidade ética e a vocação à comunhão com Deus e com os irmãos (cf. MH 11-15; 124-129). 

Essa mesma preocupação reaparece na Mensagem para o 60° Dia Mundial das Comunicações Sociais, na qual Leão XIV observa que o desafio da inteligência artificial não é simplesmente tecnológico, mas antropológico. O problema principal não está nas máquinas, mas na forma como elas podem influenciar a compreensão que temos de nós mesmos e das nossas relações. A inteligência artificial não modifica apenas os instrumentos da comunicação; ela pode afetar nossa percepção da realidade, nossa capacidade de discernimento crítico, nossa liberdade interior e até mesmo a autenticidade dos vínculos humanos. 

A resposta do Papa não é a rejeição da ciência ou da técnica. Pelo contrário, ele afirma que o humanismo cristão acolhe ambas «com gratidão e realismo» (MH 129), reconhecendo sua contribuição para a medicina, a educação, a pesquisa científica e o desenvolvimento dos povos (MH 97-100). Contudo, adverte que a técnica deve permanecer a serviço da pessoa humana e do bem comum, sem jamais transformar-se no critério último para definir a identidade, a dignidade ou a vocação do ser humano. 

A originalidade da Magnifica Humanitas reside precisamente nesta convicção: a grande questão do século XXI não é tecnológica, mas antropológica. O futuro da humanidade dependerá menos da potência dos algoritmos e mais da capacidade de preservar a dignidade da pessoa humana. Em Cristo, a humanidade já encontrou sua forma mais elevada e mais bela. Por isso, diante das promessas e dos riscos da inteligência artificial, a tarefa mais urgente continua sendo permanecer profundamente humanos (MH 15). 

Fonte: CNBB

O Papa: uma sociedade justa defende toda vida humana, os pobres, a paz e a liberdade

Leão XIV é o primeiro Papa a visitar o Congresso dos Deputados, sede da vida institucional, jurídica e democrática da Espanha. Ele exortou à paz através da coragem da negociação, denunciando o rearmamento na Europa e no mundo: “A verdadeira segurança vem do respeito pelo direito internacional”. Ele fez um apelo em prol da defesa da vida e da família, bem como da proteção da liberdade religiosa. Pediu respostas concretas para a crise migratória a fim de garantir acolhimento e integração.

Temas políticos: paz, negociações, rearmamento, migração, leis, polarização; temas éticos: a família e a proteção da vida em todas as suas fases. Em seguida, o apelo à liberdade de consciência e de religião (incluindo o sigilo da confissão), o cuidado dos pobres e, por fim, uma mensagem para a Espanha, a Europa e o mundo: “Toda sociedade verdadeiramente justa se funda no reconhecimento da dignidade inviolável da pessoa humana.”

Leão XIV discursou no coração do templo da vida institucional, jurídica e democrática espanhola: o Palácio das Cortes, sede do Congresso dos Deputados. Ele é o primeiro Papa a discursar nesta câmara onde a convivência social toma forma jurídica. Quinhentos parlamentares e senadores estiveram presentes e acompanham com um longo aplauso a entrada de Leão XIV, que chegou por volta das 10h30 ao pátio da Carrera de San Jerónimo, recebido pelos presidentes do Congresso e do Senado, Francina Armengol e Pedro Rollán. Estava presente o presidente do governo, Pedro Sánchez, que já tinha sido recebido pela manhã na Nunciatura Apostólica. Leão XIV agradeceu, cumprimentou e apertou a mão dos diversos representantes das instituições, além de assinar o Livro de Honra. No discurso em espanhol, ele esclareceu imediatamente que se apresenta ao Congresso “como Bispo de Roma e Pastor da Igreja Católica” para dar “um gesto de proximidade para com a Espanha, no âmbito da cooperação recíproca, e uma palavra oferecida a serviço da pessoa humana”. Sempre, ressaltou, “no respeito à missão própria das instituições e da legítima responsabilidade daqueles que receberam o mandato de legislar”.

O legado da Espanha na consciência internacional

É justamente a atividade legislativa, observou o Papa, para além de todas as diferenças, que se deparar com uma pergunta decisiva: “Que concepção da pessoa humana inspira as leis e que tipo de sociedade essas leis constroem?” A essa questão segue-se um longo e rico excurso sobre a história e o patrimônio de Espanha, uma terra onde a fé se entrelaçou com a razão, a arte com o direito, a tradição com o pensamento: “Um legado que moldou uma forma singular de viver a liberdade, praticar a justiça e ordenar a vida comum”. As palavras de Leão XIV alternam, assim, entre Dom Quixote e Santa Teresa de Ávila, a tradição jurídica e a metafísica de Unamuno. Depois, a Escola de Salamanca, 500 anos atrás, que “contribuiu para a formação de uma consciência jurídica e moral” capaz de recordar que “todo o ser humano deve ser reconhecido como sujeito de direitos e deveres”. Um anseio que ainda hoje ressoa:

Que a dignidade, a justiça e o bem comum sejam a medida das relações sociais, tanto no âmbito nacional quanto internacional.

Esta é uma das grandes heranças do país, que entrou na consciência da comunidade internacional, onde, como afirma Leone, continua a ser colocada a questão de “como construir a paz com base no reconhecimento da pessoa e não na imposição da força”.

Paz, um imperativo moral. Guerra, uma derrota dolorosa

E à paz, não apenas uma “aspiração política”, mas um “verdadeiro imperativo moral” numa era de violência e polarização, Leão XIV dedicou a maior parte do seu discurso. A paz, disse ele aos políticos espanhóis, exige “instituições a serviço do encontro”, “verdade e reconciliação”, “amizade civil” e “respeito mútuo mesmo em meio a divergências”. No âmbito internacional, “a paz exige coragem diplomática, responsabilidade ética e uma visão de futuro baseada no respeito pela identidade de cada povo e na obrigação dos Estados de resolverem suas controvérsias através de meios pacíficos oferecidos pelo direito internacional”.

Toda guerra é uma dolorosa derrota para a capacidade de negociação e também para aquela consciência humana comum que reconhece os laços de justiça entre as nações. As armas podem impor um silêncio temporário, mas jamais poderão construir uma paz autêntica e duradoura.

O desenvolvimento de tecnologias e IA

De acordo com o Papa, é “preocupante” que, em várias partes do mundo e na Europa, o rearmamento esteja ressurgindo como uma “resposta quase inevitável” diante da fragilidade do cenário internacional: “A verdadeira segurança, ao contrário, provém da justiça, do diálogo paciente, do respeito ao direito internacional e de uma política capaz de colocar a vida dos povos acima dos interesses que lucram com a guerra.” E “o desenvolvimento de novas tecnologias e da Inteligência Artificial na esfera militar também exige uma vigilância ética rigorosa, para que as decisões sobre a vida e a morte nunca sejam delegadas a automatismos nem subtraídas à responsabilidade moral da pessoa humana”.

A Comunidade internacional é chamada a redescobrir o valor indispensável do diálogo como um caminho paciente rumo a acordos justos e duradouros, baseados no respeito dos tratados, na transparência da ação diplomática e na sincera vontade de antepor a paz ao uso da força. Daí nascem a confiança e a esperança.

A defesa da vida humana, objetivo da civilização

O Papa, portanto, apelou a uma “cultura da reciprocidade”, recordando que “o pluralismo político não deve degenerar em descrédito permanente do adversário” e que “na convivência madura, até mesmo o conflito pode se tornar um passo rumo à paz”. O perigo, continuou o Pontífice, reside em outro tipo de cultura: a “cultura do descarte”, termo cunhado por Francisco para indicar a principal ameaça à convivência social. Leão XIV a invocou para dirigir “uma palavra serena e decisiva” aos responsáveis ​​pela regulamentação jurídica dessa convivência social. Ele introduz o tema da vida, um “valor fundamental” para o futuro das sociedades.

Uma comunidade pode ser considerada plenamente justa se deixar à margem a criança ainda por nascer, o idoso, o doente, aquele que sofre em silêncio ou quem depende inteiramente dos cuidados dos outros? A defesa da vida humana não é uma questão de interesse particular ou confessional: é um objetivo da civilização.

“Toda vida humana deve ser reconhecida e protegida desde a concepção até o seu fim natural, em todas as circunstâncias de sua existência”, afirmou o Papa. “Quando essa certeza se ofusca, os mais vulneráveis são as primeiras vítimas e a lei perde seu significado mais profundo: servir e proteger cada pessoa”.

A grandeza moral de uma nação manifesta-se, sobretudo, na sua capacidade de acompanhar, proteger e amar aquelas vidas marcadas por maior fragilidade.

O valor da família

Neste contexto específico, a família tem uma importância crucial, “o alicerce natural da comunidade” e “a escola da humanidade”, onde se aprende “a gramática elementar da convivência”. Quando a família é apoiada, “a estabilidade espiritual e social das nações também se fortalece”, assegurou o Papa, pedindo uma colaboração com as instituições educacionais, que são chamadas a “respeitar o direito primordial e inalienável dos pais de escolher o tipo de educação e formação que darão aos seus filhos, em consonância com as suas próprias convicções morais, culturais e religiosas”.

Respostas concretas ao drama da migração

Na perspectiva da dignidade humana, o Papa Leão abordou a questão da migração, drama que “hoje desafia a consciência das nações e o fundamento ético da ordem internacional”. “Muitos homens, mulheres e crianças são forçados, frequentemente devido a circunstâncias dramáticas, a deixar suas comunidades e abandonar entes queridos, histórias e laços”, observou o Pontífice. “Essa realidade vai além de qualquer interpretação puramente demográfica ou econômica: é uma questão eminentemente moral e jurídica.”

Quando uma pessoa é discriminada com base em sua origem nacional, étnica, religiosa ou linguística, ou em sua condição econômica ou social, o princípio universal da igual dignidade de todos os seres humanos é gravemente violado.

Fonte: Vatican News

Um guerreiro incansável: Padre Luigi Pescarmona celebra mais um ano de vida dedicado à missão e ao povo de Deus

A Diocese de Guarabira celebra, com alegria e gratidão, o aniversário do querido Padre Luigi Pescarmona, sacerdote que marcou profundamente a história de fé de incontáveis fiéis através de uma vida inteiramente entregue ao Evangelho, ao serviço da Igreja e ao cuidado das almas.

Reconhecido por sua humildade, firmeza espiritual e dedicação incansável, Padre Luis tornou-se uma das figuras mais admiradas e respeitadas da Diocese de Guarabira, seu testemunho sacerdotal atravessa gerações, sendo referência de fé viva, coragem missionária e amor autêntico pelo povo de Deus.

Grande confessor da Diocese, Padre Luis sempre fez do confessionário um verdadeiro lugar de acolhimento, reconciliação e encontro com a misericórdia divina. Quantos corações reencontraram a paz através de suas palavras serenas, prudentes e cheias da sabedoria que nasce da intimidade com Deus. Em tempos de tantas inquietações, sua presença sacerdotal continua sendo sinal de esperança para os que buscam direção espiritual e conforto para a alma.

Missionário incansável, Padre Luis construiu sua caminhada sacerdotal com simplicidade, disciplina e profunda entrega. Seu amor pela Igreja manifesta-se não apenas na celebração dos sacramentos, mas também na escuta atenta, no cuidado com os mais simples e na disposição constante de servir, mesmo diante dos desafios e limitações do tempo.

Celebrar o aniversário de Padre Luigi é celebrar uma história fecunda de evangelização, perseverança e fidelidade. É reconhecer o valor de um sacerdote que, com coragem e espírito missionário, ajudou a fortalecer a fé de tantas famílias e comunidades ao longo dos anos. Que Nossa Senhora da Luz continue sustentando este verdadeiro guerreiro da fé, cuja vida permanece sendo testemunho vivo do amor de Cristo no coração da Diocese de Guarabira.

Parabéns, Padre Luigi Pescarmona! A Catedral da Luz rende graças a Deus por sua vida, sua vocação e seu incansável serviço ao Reino de Deus.

Corpus Christi: Jesus eucarístico veio morar e permanecer entre nós

A Solenidade do Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo nos revela o infinito e imenso amor de Jesus para com toda a humanidade que pela sua encarnação redentora quis morar e permanecer para sempre conosco sendo sinal vivo de presença e comunhão. 

Um Deus amor que se compraz em tornar-se alimento para saciar a sede e fome de infinita felicidade, de ternura e misericórdia que trazemos no coração, e nos faz repetir com Santo Agostinho: “Minha alma está inquieta até repousar em ti meu Senhor! ”  

Alimento que se torna pão partilhado, pão repartido que nos torna consanguíneos e concorporeos com o Deus conosco, pão da fraternidade e da solidariedade que não permite que ninguém fique de fora, abandonado ou excluído.  

Lembramos com saudade e alegria do Congresso Eucarístico Nacional de Recife onde cantávamos o refrão Pão em todas as mesas, fazendo ressoar a ordem e mandato divino de Jesus “Dai-lhes vós mesmos de comer “, fazendo acontecer o milagre do pão que se multiplica e se torna vida para o mundo inteiro, memorial da sua Páscoa de libertação plena. Somos a religião do Pão da paz e da reconciliação, que se consagra no Altar da comunhão e redenção, para dar vida e gerar a comunidade dos discípulos-missionários de Jesus o Salvador.  

Nestes tempos de ira, de guerra em fatias, de descarte de pessoas e destruição da Casa Comum, é na Ara Pacis, como falavam os cristãos de Roma que nasce uma humanidade nova, acolhedora e servidora, pacificadora e curadora, disposta sempre a testemunhar o amor e a ternura infinita que jorram abundantemente da eucaristia.  

Alimentados, curados e saciados com o Pão do céu seremos cada vez mais uma Igreja sinodal, que caminha com Jesus, abraçando os pequenos, doentes, pobres e marginalizados, onde escondido nos espera o mesmo Senhor, para construirmos com Ele e a partir da eucaristia, o Reino da graça, do amor, da paz e da justiça. Rumo ao 19* Congresso Eucarístico Nacional em Goiânia no ano que vem rezamos no final da oração preparada para este acontecimento: “concedei-nos ser hóstias vivas, no mundo para a vossa glória, para a salvação da humanidade e cuidado com toda vossa criação.” Deus seja louvado! 

Fonte: CNBB

Coroação de Nossa Senhora reúne fiéis no átrio da Catedral de Guarabira

A noite de 31 de maio foi marcada por fé, emoção e devoção no átrio da Catedral de Nossa Senhora da Luz, em Guarabira. Em um momento profundamente simbólico para a Igreja Católica, os fiéis se reuniram para celebrar a tradicional coroação de Nossa Senhora, encerrando o mês mariano com oração, cânticos e demonstrações de amor à Mãe de Jesus.

A celebração contou com uma forte presença do povo de Deus, que ocupou o espaço externo da Catedral em clima de recolhimento, piedade e alegria. Antes da coroação, os devotos rezaram o Santo Terço, confiando a Nossa Senhora suas famílias, suas dores, seus agradecimentos e suas esperanças.

Um dos momentos mais emocionantes da noite foi a coroação da imagem de Nossa Senhora, realizada pela criança Gabi. Com delicadeza e fé, ela colocou a coroa sobre a imagem da Virgem Maria, representando a pureza, a confiança e o amor filial do povo cristão por sua Mãe.

Coroação da imagem de Nossa Senhora, realizada pela criança Gabi.

O gesto tocou profundamente os presentes. A coroação, mais do que uma tradição, expressa o reconhecimento de Maria como Mãe, Rainha e intercessora. Em Guarabira, esse momento ganha ainda mais força por se tratar de Nossa Senhora da Luz, padroeira da Diocese, aquela que ilumina os caminhos do povo e conduz os fiéis ao encontro de Jesus Cristo.

A cerimônia também contou com a presença do Pe. Raul, que participou desse momento de espiritualidade e devoção junto à comunidade. Sua presença reforçou a importância da celebração para a vida pastoral da Catedral e para a caminhada de fé do povo guarabirense.

Após a coroação, os fiéis entoaram a Ladainha de Nossa Senhora da Luz, elevando preces e louvores à padroeira da Diocese. As vozes reunidas no átrio da Catedral transformaram a noite em um verdadeiro testemunho público de fé.

Fiéis lotam o Largo Dom Marcelo.

A coroação de Nossa Senhora no dia 31 de maio encerrou o mês mariano com uma mensagem forte: onde Maria é amada, Jesus é anunciado; onde Maria é coroada, a fé do povo se renova; onde Nossa Senhora da Luz é invocada, a esperança volta a brilhar.

A celebração ficará marcada como um momento de profunda comunhão, devoção e identidade católica para a comunidade da Catedral e para toda a Diocese de Guarabira.

Fonte: Pascom Luz

Luar Mariano reúne fé, música e devoção mariana na Catedral da Luz

A comunidade católica de Guarabira está convidada para uma noite especial de oração, música e espiritualidade mariana. Neste sábado, 30 de maio, às 20h, acontecerá o Luar Mariano, evento promovido pela Catedral da Luz em honra à Virgem Maria, encerrando com beleza e devoção as celebrações do mês mariano.

A programação será realizada no Jardim de Nossa Senhora das Graças, localizado atrás da Catedral, logo após a Santa Missa. O encontro promete proporcionar aos fiéis uma experiência de profunda espiritualidade, reunindo momentos de louvor, oração, música e testemunhos preparados com carinho para fortalecer a fé e aproximar ainda mais os participantes do amor materno de Maria.

O Luar Mariano surge como uma oportunidade para que famílias, jovens, crianças e toda a comunidade possam vivenciar uma noite de comunhão e reflexão sob a proteção da Mãe de Deus, em um ambiente acolhedor e marcado pela beleza da devoção mariana. O evento foi pensado para tocar os corações dos participantes e celebrar a presença de Nossa Senhora na vida da Igreja, especialmente neste período dedicado à sua veneração.

A Catedral da Luz convida todos os fiéis a participarem deste momento especial, encerrando o mês de maio com gratidão, fé e esperança.

Serviço
Data: 30 de maio
Horário: 20h (após a Santa Missa)
Local: Jardim de Nossa Senhora das Graças – Catedral da Luz
Programação: Música, oração e testemunhos
Evento aberto a toda a comunidade!

“Venha viver essa linda experiência mariana conosco!”

Fonte: Pascom Luz

Nomeação do Papa para o Brasil: diocese de Guarabira, na Paraíba, tem novo bispo

Nesta quarta-feira (13/05), Leão XIV nomeou dom Edilson Soares Nobre como novo bispo da diocese de Guarabira, na Paraíba, transferindo-o da diocese de Oeiras, no Piauí. Na Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), ele integra a Comissão Episcopal de Pastoral para a Comunicação.

O Papa Leão XIV nomeou ao governo pastoral da diocese de Guarabira, na Paraíba, dom Edilson Soares Nobre, transferindo-o da diocese de Oeiras, no Piauí, como divulgado em comunicado da Sala de Imprensa da Santa Sé nesta quarta-feira (13/05). Na Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), ele integra a Comissão Episcopal de Pastoral para a Comunicação, tanto que a presidência da CNBB já enviou a saudação ao novo bispo de Guarabira, nome de origem indígena tupi e cidade a quase 100km da capital paraibana, João Pessoa:

“Sua trajetória pastoral, marcada pelo zelo missionário e pelo compromisso com a comunicação, certamente será sinal de esperança e continuidade no caminho já trilhado por esta Igreja particular. Que Nossa Senhora da Luz, padroeira da diocese de Guarabira, sustente e ilumine seus passos, para que o senhor possa exercer seu pastoreio com sabedoria, proximidade e ardor missionário, anunciando o Evangelho e promovendo a vida plena para todos.”

Nas redes sociais, a diocese de Guarabira também já se manifestou, compartilhando da alegria da nomeação: “que sua chegada seja sinal da presença amorosa de Deus entre nós, fortalecendo a fé, a esperança e a missão de todo o povo de Deus. Unidos em oração, pedimos ao Senhor e à Virgem da Luz que conduzam seu episcopado com sabedoria, coragem e paz”.

A biografia de dom Edilson

Dom Edilson Soares Nobre nasceu em 9 de maio de 1965, em Touros (RN). Ingressou no Seminário de São Pedro, em Natal, em 1984. Cursou Filosofia no Seminário de São Pedro e na Universidade Federal do Rio Grande do Norte, e o curso de Teologia fez no Seminário de São Pedro.

Ordenado diácono em 19 de agosto de 1990 em João Câmara (RN), foi ordenado presbítero no ano seguinte, em 6 de abril de 1991, na Catedral Metropolitana de Natal. Cursou bacharelado em Comunicação Social na Universidade Pontifícia Salesiana, em Roma, nos anos 2005 a 2007.

Foi vigário paroquial, pároco e administrador paroquial nas seguintes paróquias: São Paulo Apóstolo em São Paulo do Potengi, Nossa Senhora da Conceição em Lajes do Cabugi, São Paulo Apóstolo em Pedro Avelino, Nossa Senhora de Conceição em Macau, São João Batista em Pendências, São João Maria Vianney, em Roma, Imaculada Conceição em Nova Cruz, Nossa Senhora Aparecida em Natal e Sant’Ana em Natal.

Na Arquidiocese de Natal, assumiu as seguintes funções diocesanas: coordenador da Pastoral Presbiteral, vigário episcopal para o Clero, coordenador do Setor Comunicação e membro do Colégio de Consultores, do Conselho Presbiteral e do Conselho de Assuntos Econômicos e Administrativos, além de ser vigário geral.

Foi nomeado bispo para a diocese de Oeiras/PI pelo Papa Francisco em 11 de janeiro de 2017; ordenado bispo na Catedral Metropolitana de Natal em 20 de março de 2017 e empossado canonicamente na diocese de Oeiras/PI em primeiro de abril de 2017.

A atuação do bispo na CNBB

Atualmente, o dom Edilson é bispo referencial da Comunicação no Regional Nordeste 4 que abrange todo o território do Piauí. Na CNBB ele integra a Comissão Episcopal de Pastoral para a Comunicação. O lema episcopal que serve de inspiração e de motivação para o seu ministério é: “Em tudo a caridade”.

Fonte: Vatican News

Fé e devoção marcam as noites do mês mariano na Catedral da Luz

As noites do mês de maio têm sido marcadas por uma verdadeira demonstração de fé, amor e devoção na Catedral da Luz. Desde o início da programação especial “Maio com Amor de Maria”, milhares de fiéis têm participado diariamente das celebrações, levando flores para homenagear Nossa Senhora em um dos momentos mais emocionantes do calendário religioso da comunidade.

Famílias inteiras, crianças, jovens, idosos e grupos pastorais lotam a Catedral todas as noites, transformando o templo em um cenário de oração, beleza e profunda espiritualidade mariana. Em cada celebração, as flores depositadas diante da imagem da Virgem Maria simbolizam a gratidão, os pedidos e a confiança do povo na intercessão da Mãe de Deus.

O Santo Terço têm reunido uma multidão de devotos que encontram, no colo de Maria, conforto, esperança e renovação da fé. A cada noite, a emoção toma conta da assembleia durante as homenagens marianas, em um clima de silêncio, oração e amor filial.

Momento da ofertas das flores.

A tradicional oferta de flores, gesto simples e ao mesmo tempo tão significativo, tem se tornado uma das expressões mais bonitas da vivência do mês mariano na Catedral da Luz. Muitos fiéis chegam trazendo rosas e outros arranjos como forma de agradecer graças alcançadas e confiar à Virgem Santíssima suas intenções e necessidades.

A Catedral da Luz segue vivendo um dos meses mais intensos e especiais do ano litúrgico, testemunhando a força da fé do povo e o carinho dedicado àquela que, para os cristãos, é Mãe e intercessora.

O mês de maio continua sendo celebrado diariamente, e a comunidade permanece convidada a participar desse grande encontro de amor, oração e devoção à Nossa Senhora.

Pascom Luz

Papa: cristãos e muçulmanos devem transformar a indiferença em solidariedade

A compaixão foi o tema do discurso do Papa a membros do Instituto Real para Estudos Inter-religiosos, fundado em 1994 em Amã, na Jordânia, sob o patrocínio de Sua Alteza Real, o Príncipe El Hassan bin Talal. O intuito é oferecer um espaço para o estudo interdisciplinar de questões interculturais e inter-religiosas, com o objetivo de amenizar as tensões e promover a paz, tanto em nível regional quanto mundial. Desde então, mantém colóquios com o Dicastério para o Diálogo Inter-religioso.

O Papa recebeu em audiência os participantes do oitavo colóquio organizado conjuntamente pelo Dicastério para o Diálogo Inter-religioso e pelo Instituto Real de Estudos Inter-religiosos.

O tema escolhido este ano para o encontro é “Compaixão humana e empatia nos tempos modernos” e, para o Pontífice, é particularmente oportuno para o nosso mundo atual. “De fato, não se trata de sentimentos marginais, mas sim de atitudes essenciais de ambas as nossas tradições religiosas e de aspectos importantes do que significa viver uma vida verdadeiramente humana.”

Em seu discurso, Leão XIV falou como as duas tradições religiosas entendem a compaixão e a empatia, que não são algo adicional ou opcional, mas um chamado de Deus para refletir sua bondade em nossa vida cotidiana. O diferencial cristão é propriamente Jesus Cristo, em quem essa compaixão divina torna-se visível e tangível. “Deus vai além de ver e ouvir, assumindo a nossa natureza humana para se tornar a encarnação viva da compaixão.  Seguindo o exemplo de Jesus, a compaixão cristã torna-se uma partilha ou um “sofrer com” os outros, particularmente os mais desfavorecidos. Por essa razão, ‘o amor aos pobres — qualquer que seja a forma que a sua pobreza assuma — é a marca evangélica de uma Igreja fiel ao coração de Deus'”, explicou o Papa.

A foto de grupo com o Papa Leão (@Vatican Media)

Essa convicção, portanto, tem implicações sociais, prosseguiu o Pontífice, que manifestou seu apreço pelos esforços do Reino Hachemita da Jordânia ao acolher refugiados e ajudar os necessitados em circunstâncias difíceis. E fez uma advertência:

“Queridos amigos, a compaixão e a empatia correm, infelizmente, o risco de desaparecer hoje. Os avanços tecnológicos tornaram-nos mais conectados do que nunca, mas também podem levar à indiferença. O fluxo constante de imagens e vídeos das dificuldades alheias pode entorpecer nossos corações, em vez de comovê-los. (…) Esse tipo de apatia está se tornando um dos mais sérios desafios espirituais do nosso tempo.”

Nesse contexto, cristãos e muçulmanos são chamados a uma missão comum: reavivar a humanidade onde ela se esfriou, dar voz aos que sofrem e transformar a indiferença em solidariedade. “A compaixão e a empatia podem ser nossos instrumentos, pois têm o poder de restaurar a dignidade do outro. Espero que a Jordânia continue a ser uma testemunha viva desse tipo de compaixão, bem como um sinal de diálogo, solidariedade e esperança, numa região marcada por provações”, concluiu o Papa, fazendo votos de que a mútua colaboração se traduza em gestos concretos de paz, empatia e fraternidade.

Fonte: Vatican News