Exemplo de Fé e Caridade: Pe. Ibiapina inspira durante a Quaresma

Vida e obra do venerável padre cearense são um farol de esperança e solidariedade durante o período de reflexão e penitência.


A Quaresma é um período de 40 dias que antecede a Páscoa, momento em que os cristãos se preparam para celebrar a ressurreição de Jesus Cristo. Durante esse tempo, muitos fiéis buscam inspiração em figuras que exemplifiquem os valores da fé, caridade e solidariedade. Nesse sentido, a vida e obra do Pe. Ibiapina são um exemplo inspirador para muitos brasileiros, especialmente durante a Quaresma. O padre cearense, que viveu entre 1856 e 1939, é conhecido por sua dedicação incansável aos pobres e necessitados.
A caridade e a solidariedade foram marcas registradas da vida do Pe. Ibiapina. Ele era conhecido por sua generosidade e por sua capacidade de unir as pessoas em torno de uma causa comum. A vida deste é um lembrete de que a caridade e a solidariedade são fundamentais para a vivência da fé cristã, cativando os fiéis a se comprometerem com a ajuda aos mais necessitados e a viverem a Quaresma de forma mais autêntica e significativa.
A vida e a obra do Pe. Ibiapina é um espelho inspirador para todos, especialmente durante a Quaresma. Seu compromisso com a caridade e a solidariedade é uma lembrança de que a fé cristã se vive não apenas através da oração e da reflexão, mas também através da ação e do serviço aos outros.
Que o exemplo do Pe. Ibiapina inspire os fiéis a viver a Quaresma de forma mais autêntica e significativa, e que sua vida e obra sejam um farol de esperança e solidariedade para todos os brasileiros.

Catequese sobre a Oração – a oração na caminhada quaresmal

A Quaresma é um tempo especial de conversão, marcado pelo convite à oração, ao jejum e à caridade. Na primeira catequese refletimos sobre o jejum e a abstinência de carne, compreendendo seu valor como um exercício de renúncia e crescimento espiritual. Agora, damos um passo adiante em nossa caminhada quaresmal, aprofundando-nos na importância da oração. Sem uma vida de oração, nossa busca pela conversão se torna frágil, pois é no diálogo com Deus que encontramos força, discernimento e renovação espiritual para seguir firmes até a Páscoa. 

A oração é o nosso diálogo com Deus. Ela é mais do que palavras recitadas; é um encontro pessoal com o Senhor, um ato de amor e confiança. A oração nos coloca diante de Deus para adorá-Lo, agradecê-Lo, pedir perdão e suplicar por nossas necessidades e pelas necessidades do mundo. 

O Catecismo da Igreja Católica nos ensina que “a oração é a elevação da alma para Deus ou o pedido a Deus de bens convenientes” (CIC 2559). Ela é, portanto, um movimento do coração que nos aproxima do Criador e nos torna mais conscientes de Sua presença em nossa vida. 

Jesus nos ensina com Seu exemplo a importância da oração. Antes de cada momento decisivo de Sua missão, Ele se recolhia para orar: 

  • No deserto, antes de iniciar Seu ministério (Lucas 4,1-13); 
  • Antes de escolher os apóstolos (Lucas 6,12); 
  • No Monte Tabor, na Transfiguração (Lucas 9,28-36); 
  • No Horto das Oliveiras, antes de Sua Paixão (Mateus 26,36-46). 

Além disso, Jesus nos ensinou a oração perfeita, o Pai-Nosso, modelo de toda oração cristã (Mateus 6,9-13). 

A oração pode se manifestar de diversas formas, todas elas válidas e importantes para nossa vida espiritual: 

  • Oração de adoração: Quando louvamos a Deus por quem Ele é, reconhecendo Sua grandeza e soberania. Exemplo: os Salmos de louvor. 
  • Oração de ação de graças: Quando agradecemos a Deus por Suas bênçãos. Exemplo: a oração de Maria no Magnificat (cf. Lucas 1,46-55). 
  • Oração de súplica ou petição: Quando pedimos algo a Deus, seja para nós ou para os outros. Exemplo: a oração de Bartimeu pedindo a cura (cf. Marcos 10,46-52). 
  • Oração de intercessão: Quando rezamos pelos outros, seguindo o exemplo de Cristo que intercede por nós junto ao Pai. Exemplo: a oração sacerdotal de Jesus (João 17). 

A Quaresma nos chama a uma mudança de vida, e a oração é um dos pilares dessa transformação. Quando rezamos com sinceridade, permitimos que Deus molde nosso coração e nos guie para uma vida mais santa. A oração nos fortalece contra as tentações e nos dá forças para perseverar na fé. 

São Paulo nos exorta: “Orai sem cessar” (1 Tessalonicenses 5,17). Isso significa que a oração não deve ser um ato isolado, mas um estado de vida. Podemos orar no silêncio do coração, em nossas atividades diárias e, principalmente, buscando momentos de recolhimento para um encontro mais profundo com Deus. 

Muitas vezes encontramos desafios para manter uma vida de oração, como distrações, desânimo ou falta de tempo. Algumas dicas para superar essas dificuldades incluem: 

  • Criar um hábito: Reservar um momento fixo do dia para rezar. 
  • Escolher um ambiente adequado: Um local tranquilo favorece a concentração. 
  • Recorrer à Palavra de Deus: A Bíblia nos ajuda a rezar com profundidade. 
  • Persistir na oração: Mesmo quando não sentimos consolo, a oração nos fortalece e nos mantém próximos de Deus. 

Nossa Senhora é um modelo perfeito de oração. Desde a Anunciação até Pentecostes, Maria viveu em profunda união com Deus. No Magnificat, ela nos ensina a louvar e agradecer ao Senhor. No Cenáculo, ensina a esperar e confiar na ação do Espírito Santo. 

A oração é um dom precioso que nos permite viver em comunhão com Deus. Quanto mais rezamos, mais experimentamos a paz e a presença do Senhor em nossa vida. 

Nesta Quaresma, somos convidados a intensificar nossa vida de oração, confiando que Deus sempre nos ouve e nos conduz pelo caminho da santidade. Que possamos seguir o conselho de Santo Agostinho:
“Quem reza se salva, quem não reza se condena.” 

Portanto, façamos da oração uma prática diária e perseverante, como parte essencial do nosso caminho de conversão rumo à Páscoa. 

 Fonte: CNBB

Catedral da Luz realiza Missa diária ao meio-dia durante a Quaresma

Durante o tempo sagrado da Quaresma, a Catedral da Luz está oferecendo aos fiéis uma oportunidade especial de vivenciar este período de oração e conversão. De segunda a sábado, ao meio-dia, está sendo celebrada a Santa Missa, permitindo que os fiéis possam fazer uma pausa em seu dia para se conectar com Deus e refletir sobre o caminho rumo à Páscoa.

A Quaresma é um tempo de preparação espiritual, marcado pelo jejum, caridade e oração, e a Santa Missa ocupa um lugar central nesse itinerário de fé. Ao oferecer uma celebração diária ao meio-dia, a Catedral proporciona um momento propício para aqueles que desejam fortalecer sua espiritualidade e renovar sua caminhada cristã.

Todos são convidados a participar e viver essa experiência de fé, encontrando na Eucaristia a força para a conversão e para uma vida mais próxima de Cristo.

Catedral da Luz
📍 Missas de Segunda a Sábado
🕛 Horário: 12h (meio-dia)

Venha participar e vivenciar este tempo de graça!

São José: O humilde e poderoso protetor da Sagrada Família e da Igreja Católica

No dia 19 de março, a Igreja Católica celebra São José, o humilde carpinteiro que desempenhou um papel crucial na história da salvação. São José é um exemplo inspirador de fidelidade, humildade e confiança na vontade de Deus. Sua relevância para a vida da Igreja Católica vai além de sua função como o pai adotivo de Jesus; ele é venerado como um poderoso intercessor e protetor da Igreja. 

Os relatos bíblicos sobre São José são limitados, mas suas ações falam volumes sobre sua grandeza espiritual. Ele é apresentado nos Evangelhos de Mateus e Lucas como um homem justo e temente a Deus, escolhido por Ele para ser o guardião e protetor da Sagrada Família. Apesar das circunstâncias desafiadoras em que se encontrava, José aceitou com humildade e confiança o plano divino para sua vida. 

São José desempenhou um papel essencial na vida de Jesus e Maria. Ele foi o protetor da Sagrada Família, cuidando e provendo para eles em todas as situações. Como tal, São José é visto como um modelo de paternidade, esposo dedicado e exemplo de virtude familiar. 

É também reconhecido como o padroeiro da Igreja Universal. Sua intercessão é invocada por fiéis em todo o mundo, buscando sua proteção e orientação em tempos de dificuldade. Sua humildade e disposição para servir inspiram os cristãos a seguirem o exemplo de vida simples e virtuosa. 

Em várias passagens bíblicas, São José é retratado como alguém que confiou plenamente na vontade de Deus, mesmo diante de circunstâncias desconcertantes. Sua obediência aos planos divinos, como visto em sua aceitação do casamento com Maria e sua fuga para o Egito, é um exemplo de fé inabalável e submissão à vontade de Deus. 

Além de ser o protetor da Sagrada Família e da Igreja, São José também é venerado como o padroeiro dos trabalhadores e dos moribundos. Sua vida como um carpinteiro representa a dignidade do trabalho humano, enquanto sua morte tranquila com Jesus e Maria ao seu lado o torna um modelo de uma boa morte. 

São José é uma figura central na fé católica, cuja vida e virtudes continuam a inspirar milhões de fiéis em todo o mundo. Sua humildade, obediência e confiança em Deus o tornam um exemplo atemporal de santidade e fidelidade. No dia de sua festa, os católicos são convidados a honrar São José e a pedir sua intercessão, confiantes de que ele é um poderoso protetor e amigo nos caminhos da vida e da fé. Neste dia do homem justo rezemos por nossos pais e avós para que a exemplo de São José deem testemunho da justiça e da honorabilidade do trabalho que dignifica e sustenta o homem e a família. Que São José, o justo, continue a interceder por nós e a guiar-nos no caminho da santidade e da salvação. Suplicamos a sua proteção para as nossas famílias! São José, rogai por nós! Amém. 

Fonte: CNBB

São José apareceu a santa Teresa de Jesus na Quaresma

São José apareceu para santa Teresa de Jesus durante a Quaresma para salvá-la de um perigo iminente.

O agostiniano recoleto padre Ángel Peña conta no livro São José, o mais santo dos santos que santa Teresa celebrou a Quarta-feira de Cinzas de 1575 na paróquia de Santa Maria dos Olmos, no sudeste da Espanha, e depois foi fundar um convento em Beas de Segura, uma cidade mais ao sul.

A santa estava acompanhada por dois padres e oito freiras, entre elas sua grande companheira, a irmã Ana de Jesus, em cujos braços a santa morreria. A freira contou que, quando estavam a caminho, se perderam, e aqueles que os estavam guiando não sabiam como sair de penhascos muito altos.

Naquele momento, santa Teresa pediu às irmãs que rezassem a Deus e a são José para que as guiassem. De repente, elas começaram a ouvir a voz de um velho ao longe dizendo: “Parem, parem, vocês estão perdidos e cairão do penhasco se forem por esse caminho”.

Os padres e os guias começaram a perguntar ao homem o que poderiam fazer para sair daquele lugar complicado e ele indicou uma área onde poderiam passar as carroças que estavam usando para se locomover.

Alguns voltaram para agradecer ao homem que os havia ajudado, mas, com lágrimas e devoção, santa Teresa enfatizou: “Não sei por que os deixamos ir, era meu pai são José e eles não o encontrarão”.

Fonte: ACI Digital

A harmonia do Universo e a Campanha da Fraternidade 2025

Deus criou as suas obras de uma forma maravilhosa, bonita, de modo que ao encerrá-las, Ele disse que tudo era muito bom (cfr. Gn 1,31). Uma harmonia é existente entre as criaturas pois tudo se alterna para o bem das criaturas e na ordem dado pelo próprio Criador, porque Ele as criou com muito amor. A partir da Sagrada Escritura, a Campanha da Fraternidade 2025 coloca claramente a forma como Deus na sua infinita misericórdia, criou um universo cheio de belezas e de encantamentos pois com os olhos da fé, percebem-se uma harmonia de cores, de forças que alimentam a nossa vida de seguidores e seguidoras do Senhor. A seguir, nós vejamos o tema da harmonia do Universo nos padres da Igreja, os primeiros escritores do cristianismo.  

A harmonia no Universo

São Clemente Romano, bispo de Roma no final do primeiro e início do século segundo, disse que os céus que se movem por sua disposição, obedecem harmoniosamente ao Criador. O dia e a noite fazem o curso que o Senhor estabeleceu, sem que haja algum tropeço um no outro. Nesta mesma linha da harmonia do universo colocou o Bispo de Roma que o sol, a lua e os demais coros dos astros giram de uma forma correta, justa, conforme a ordem do Criador sem nenhuma transgressão 

O sustento ao ser humano e demais seres que vem da terra

O louvor é dado também à terra criada pelo Senhor na visão de Clemente porque ela germina conforme a vontade de Deus, produzindo nos devidos tempos, sustento para o ser humano, as feras e todos os seres que vivem sobre ela, sem haver a rebelião entre os seres. A terra dá os seus frutos conforme a ordem do Senhor para que os seres humanos e os demais seres vivos permaneçam na vida doada pelo Senhor.  

Os seres subterrâneos 

Segundo o bispo Clemente as mesmas ordens se mantêm as regiões insondáveis dos abismos que regem os seres subterrâneos. A massa do mar imenso não ultrapassa os limites traçados, mas tudo age conforme a lei ordenada pelo Senhor quando disse: “Chegarás até aqui, e tuas ondas sobre ti se quebrarão” (Jó 38,11). O oceano de uma forma quase sem fim para os seres humanos, e os mundos que estão além, são coordenados pelas leis do Senhor 

A beleza das estações

São Clemente falou da beleza das estações do universo como a primavera, o verão, o outono e o inverno sucedem-se de forma harmoniosa, uma após a outra. O vento realiza o seu trabalho no tempo devido sem perturbação. As fontes inesgotáveis em ligação com as estações foram criadas para a saúde do ser humano e dos seres existentes possibilitam a vida, o dom de Deus para todos os seres vivos 

O Criador e Senhor do Universo

O bispo de Roma disse também que o Criador e Senhor do Universos ordenou que todas essas coisas se executassem na paz e na concórdia. Ele espalhou seus benefícios sobre toda a criação, mas a todos nós Ele os prodigalizou de uma forma abundante, quando nós recorremos à sua infinita misericórdia por meio de nosso Senhor Jesus Cristo.  

O vinculo do amor de Deus

São Clemente disse ainda que o vínculo do amor de Deus une as pessoas e os povos. Quem exprimirá a grandiosidade da sua beleza? A altura para onde o amor conduz é de uma forma inefável. O amor nos une a Deus e Ele cobre a multidão dos pecados (1 Pd 4,8). No amor não há nada de banal, nem de algo soberbo. No amor, tornam-se perfeitos as pessoas eleitas de Deus. Na verdade sem amor nada é agradável a Deus. É por causa de seu amor para com toda a humanidade que Jesus Cristo, nosso Senhor, conforme a vontade de Deus, deu o seu sangue por nós e para todas as pessoas, sua carne e sua vida por nossa vida. 

A nova criação em Jesus Cristo 

A carta a Barnabé, escrito dos primeiros séculos do cristianismo, afirmou que a nova criação se realizou em Jesus Cristo. Como o ser humano pecou, no entanto a redenção ocorreu pela sua morte de cruz e ressurreição. Na retomada do plano original a Escritura fala a nossa respeito, quando o Criador disse ao Filho: “Façamos o homem à nossa imagem e semelhança (Gn 1,26). Que eles dominem sobre os animais da terra, as aves do céu e os peixes do mar” (Gn 1,28). E disse também: “Crescei, multiplicai-vos e enchei a terra” (Gn 1,28)9. Tudo isso o Senhor disse ao Filho em vista da criação nova e da salvação humana.  

Deus sobre todas as coisas

Novaciano, escritor romano do século III colocou a visão de que Deus está sobre todas as coisas, na qual tudo contém sem deixar qualquer vazio fora de si, nem lugar para outro deus superior. O Senhor Deus está acima de tudo, porque Ele mesmo incluiu tudo no seio de sua perfeita grandeza e potestade. Ele está sempre atento à sua obra, percorre-a toda, dando-lhe movimento e vivificando-a em sua totalidade, de modo a constituir um só mundo. Como tudo está consolidado numa grande harmonia dada pelo Senhor, esse mundo não pode ser dissolvido por força alguma, porque tudo concorre para o bem do Deus criador em relação as criaturas 

As orações pelas autoridades e pela vida do mundo

Tertuliano, padre africano dos séculos II e III, teve presente na vida da comunidade que eles iam juntos formando um grupo e uma congregação, a fim de que se aproximassem a Deus, assediassem a Ele, com orações como um batalhão de soldados. Esta virulência, para o padre africano era agradável a Deus. Ele dizia que os cristãos oravam pelos imperadores, por seus ministérios e por seus poderes, pelo estado presente do mundo, pela paz do mesmo, pelo adiamento do fim 

A harmonia do universo fala da grandeza de Deus ao criá-lo com potestade e com amor. As coisas e o ser humano saíram das mãos do Senhor pela harmonia de tudo, porque Deus fez tudo com sabedoria. Se o pecado humano veio para impedir a harmonia da criação no entanto, o Senhor Jesus estabeleceu novamente a harmonia original dando-nos vida nova e salvação. Nós somos chamados a viver a Campanha da Fraternidade 2025, neste tempo da quaresma cuidando da casa comum no qual o Senhor nos colocou como guardiães da mesma. Louvemos a Deus Uno e Trino pela harmonia dada ao universo criado com amor.  

Fonte: CNBB

Hoje a Igreja celebra santas Perpétua e Felicidade, mulheres guerreiras e mártires da fé

“Permanecei firmes na fé e guardai a caridade entre vós; não deixeis que o sofrimento se converta em pedra de escândalo”, disse santa Perpétua antes de morrer com a amiga Santa Felicidade. Com coragem, essas mulheres guerreiras se tornaram mártires e sua festa é celebrada hoje (7).

Perpétua era filha de uma família nobre e tinha um filho recém-nascido. Felicidade era escrava e estava grávida. As duas foram presas, no norte da África, na época em que o imperador Severo havia decretado pena de morte para os cristãos.

Na prisão, Felicidade obteve a graça que tanto pedia, de que seu filho nascesse antes da sua execução. Ao gemer com as dores do parto, respondeu ao guarda que a perturbava: “O que sofro agora é fruto da natureza, mas quando for atacada pelas feras, não estarei sofrendo sozinha, Cristo sofrerá por mim!”.

As duas mulheres se mantiveram firmes e fizeram questão de ser batizadas mesmo na prisão.

De acordo com as atas dessas santas, no dia de seu martírio, Perpétua e Felicidade foram jogadas a uma vaca selvagem, que atacou primeiro Perpétua. A santa se sentou imediatamente e arrumou sua túnica e seu cabelo para que as pessoas não achassem que estava com medo. Em seguida, aproximou-se de Felicidade, que estava no chão.

Pessoas gritavam que isso bastava e os guardas as retiraram pela porta dos gladiadores vitoriosos. Perpétua voltou a si de uma espécie de êxtase e perguntou se já iria enfrentar as feras. Quando lhe contaram o que havia acontecido, a santa não podia acreditar.

Em seguida, a multidão pediu que as mártires comparecessem novamente. Depois que as santas se deram um beijo da paz, Felicidade foi decapitada pelos gladiadores.

O carrasco de Perpétua estava nervoso e errou o primeiro golpe. Então, Perpétua ofereceu o pescoço ela mesma e, dessa maneira, também morreu pela fé. Naquele dia também deram suas vidas outros mártires valentes.

Fonte: ACI Digital

Pastoral Juvenil oferece planner quaresmal, subsídio para auxiliar jovens na vivência espiritual

A Comissão Episcopal para a Juventude da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) lançou o “Meu Planner Quaresmal”, um material gratuito em PDF para ajudar os jovens a organizarem sua rotina espiritual durante a Quaresma. A proposta, realizada através da equipe nacional de Comunicação, incentiva a oração, o jejum e a caridade, reforçando o período como um tempo de reflexão e conversão.

O planner funciona como um guia diário, dividido em blocos. Há espaços para anotações no início e no fim do dia, permitindo que o jovem registre suas ações e agradecimentos. Outros três blocos são dedicados à oração e reflexão, com espaço para intenções, leitura do Evangelho e anotações sobre como a passagem bíblica tocou o coração.

Além disso, o material traz sugestões de pequenos passos diários, desde a Quarta-feira de Cinzas até a Quinta-feira Santa, incentivando gestos concretos de amor a Deus e ao próximo.

O bispo de Imperatriz (MA) e presidente da Comissão para a Juventude da CNBB, dom Vilsom Basso, destacou a importância da iniciativa:

“Jovem, peregrino da esperança, a Quaresma é o tempo propício para abrir espaço à Palavra de Deus e à conversão profunda. Neste tempo de esperança, tua oração é inegociável. Desejo-lhe uma boa Quaresma!”

O “Meu Planner Quaresmal” está disponível para download gratuito AQUI.

Fonte: CNBB

Papa Francisco envia mensagem para a Campanha da Fraternidade: “louvo o esforço em propor o tema da ecologia”

O Papa Francisco enviou sua mensagem à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) por ocasião da Campanha da Fraternidade 2025. No texto, ele felicita a Conferência dos Bispos pela realização da Campanha, há mais de 60 anos. Francisco também louvou o “esforço em propor o tema da ecologia, junto à desejada conversão pessoal a Cristo”.

“Que todos nós possamos, com o especial auxilio da graça de Deus neste tempo jubilar, mudar nossas convicções e práticas para deixar que a natureza descanse das nossas explorações gananciosas”, disse Francisco.

Confira a mensagem na íntegra abaixo. Para baixar o arquivo, clique aqui.

 

Queridos irmãos e irmãs do Brasil,

Com este dia de jejum, penitência e oração, iniciamos a Quaresma deste Ano Jubilar da Encarnação. Nesta ocasião, desejo manifestar a minha proximidade à Igreja peregrina nessa Nação e felicitar os meus irmãos da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil pela iniciativa da Campanha da Fraternidade, que se repete há mais de 60 anos e que neste ano tem como tema “Fraternidade e Ecologia Integral” e como lema a passagem da Escritura na qual, contemplando a obra da criação, “Deus viu que tudo era muito bom” (cf. Gn 1,31).

Com a Campanha da Fraternidade, os bispos do Brasil convidam todo o povo brasileiro a trilhar, durante a Quaresma, um caminho de conversão baseado na Carta Encíclica Laudato Si’, que publiquei há quase 10 anos, em 24 de maio de 2015, e que senti necessidade de complementar com a Exortação Apostólica Laudate Deum, de 4 de outubro de 2023.

Nestes documentos, quis chamar a atenção de toda a humanidade para a urgência de uma necessária mudança de atitude em nossas relações com o meio ambiente, recordando que a atual «crise ecológica é um apelo a uma profunda conversão interior» (Laudato Si’, 217). Neste sentido, o meu predecessor de venerável memória, São João Paulo II, já alertava que era «preciso estimular e apoiar a “conversão ecológica”, que tornou a humanidade mais sensível» (Audiência, 17 de janeiro de 2001) ao tema do cuidado com a Casa Comum.

Por isso, louvo o esforço da Conferência Episcopal em propor mais uma vez como horizonte o tema da ecologia, junto à desejada conversão pessoal de cada fiel a Cristo. Que todos nós possamos, com o especial auxilio da graça de Deus neste tempo jubilar, mudar nossas convicções e práticas para deixar que a natureza descanse das nossas explorações gananciosas.

O tema da Campanha da Fraternidade deste ano expressa também a disponibilidade da Igreja no Brasil em dar a sua contribuição para que, durante a COP 30 do próximo mês de novembro, que se realizará em Belém do Pará, no coração da querida Amazônia, as nações e os organismos internacionais possam comprometer-se efetivamente com práticas que ajudem na superação da crise climática e na preservação da obra maravilhosa da Criação, que Deus nos confiou e que temos a responsabilidade de transmitir às futuras gerações.

Desejo que esse itinerário quaresmal dê muitos frutos e nos encha a todos de Esperança, da qual somos peregrinos neste Jubileu. Faço votos que a Campanha da Fraternidade seja novamente um poderoso auxílio para as pessoas e comunidades desse amado País no seu processo de conversão ao Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo e de compromisso concreto com a Ecologia Integral.

Confiando estes votos aos cuidados de Nossa Senhora Aparecida, concedo de bom grado a Bênção Apostólica a todos os filhos e filhas da querida nação brasileira, de modo especial àqueles que se empenham no cuidado com a Casa Comum, pedindo que continuem a rezar por mim.

Roma, São João de Latrão, 11 de fevereiro de 2025, memória litúrgica de Nossa Senhora de Lourdes.

Franciscus

Fonte: CNBB

Papas e Jubileus

Usando uma expressão conhecida, Igreja é “coisa de Deus”. Apropriadamente, ela é assim apresentada pelo Concílio Vaticano na Constituição Dogmática Lumen Gentium: “O mistério da santa Igreja manifesta-se na sua fundação. O Senhor Jesus deu início à Sua Igreja pregando a boa nova do advento do Reino de Deus prometido desde há séculos nas Escrituras: ‘cumpriu-se o tempo, o Reino de Deus está próximo’ (Mc. 1,15; cfr. Mt. 4,17). Este Reino manifesta-se na palavra, nas obras e na presença de Cristo.” (LG n. 5). É definida como “novo povo de Deus”. (LG n. 9) “Ao novo Povo de Deus todos os homens são chamados. Por isso, este Povo, permanecendo uno e único, deve estender-se a todo o mundo e por todos os séculos, para se cumprir o desígnio da vontade de Deus que, no princípio, criou uma só natureza humana e resolveu juntar em unidade todos os seus filhos que estavam dispersos (cfr. Jo. 11,52). (LG n. 13)” A Igreja, mais exatamente, “a Igreja católica foi fundada por Deus, através de Jesus Cristo” (LG n. 14) Como ensina o Catecismo da Igreja Católica e como rezam os católicos na oração do Credo, a Igreja é una, santa, católica, apostólica. Dado que tem a marca pessoas e a face da história, portanto, com expressões efetivas e vicissitudes possíveis de sua fragilidade, Jesus assegura à sua Igreja a assistência do Espírito Santo, a fim de que possa cumprir sua missão, com fidelidade.

O Senhor Jesus, depois de ter orado ao Pai, chamando a Si os que Ele quis, elegeu doze para estarem com Ele e para os enviar a pregar o Reino de Deus (cfr. Mc. 3, 13-19; Mt. 10, 1-42); e a estes Apóstolos (cfr. Luc. 6,13) constituiu-os em colégio ou grupo estável e deu-lhes como chefe a Pedro, escolhido de entre eles (cfr. Jo. 21, 15-17).” (LG n. 19) “A missão divina confiada por Cristo aos Apóstolos durará até ao fim dos tempos (cfr. Mt. 28,20), uma vez que o Evangelho que eles devem anunciar é em todo o tempo o princípio de toda a vida na Igreja. Pelo que os Apóstolos trataram de estabelecer sucessores, nesta sociedade hierarquicamente constituída. Assim, não só tiveram vários auxiliares no ministério mas, para que a missão que lhes fora entregue se continuasse após a sua morte, confiaram a seus imediatos colaboradores, como em testamento, o encargo de completarem e confirmarem a obra começada por eles, recomendando-lhes que velassem por todo o rebanho, sobre o qual o Espírito Santo os restabelecera para apascentarem a Igreja de Deus (cfr. At. 20, 28). […] Portanto, os Bispos receberam, com os seus colaboradores os presbíteros e diáconos, o encargo da comunidade, presidindo em lugar de Deus ao rebanho de que são pastores como mestres da doutrina, sacerdotes do culto sagrado, ministros do governo.” “A Igreja é una pela sua fonte. […] A Igreja é una pelo seu fundador.” Como instituição, “Deus a congrega” na “multiplicidade das pessoas”, na diversidade de seus dons, encargos, condições e modos de vida. Esta nota distintiva da Igreja, ser católica, tem um duplo sentido conforme o ensinamento de seu Catecismo: “Ela é católica porque nela Cristo está presente.” […] Ela é católica porque é enviada em missão por Cristo à universalidade do gênero humano.” “A Igreja é apostólica por ser fundada sobre os apóstolos” e “continua a ser ensinada, santificada e dirigida pelos apóstolos”, “graças aos que a eles sucedem na missão pastoral: o colégio dos bispos, ‘assistido pelos presbíteros, em união com o sucessor de Pedro, pastor supremo da Igreja.”  

No término/passagem do segundo milênio e início do terceiro, destaca-se no ministério de João Paulo II, sucessor de Pedro, a celebração de um Ano Jubilar na Igreja Católica, o Ano Santo, um especial tempo de “graça, perdão e renovação espiritual” na vida dos fiéis. O “Grande Jubileu do Ano 2000” foi proclamado por São João Paulo II na Bula “Incarnationis mysterium”: “O nascimento de Jesus em Belém não é um fato que se possa relegar para o passado. Diante d’Ele, com efeito, está a história humana inteira: o nosso tempo atual e o futuro do mundo são iluminados pela sua presença.” O Jubileu, precedido por um triênio bem preparado, nos termos da Carta Apostólica “Tertio Millennio adveniente” foi vivido sob a inspiração do tema “Jesus Cristo, ontem, hoje e sempre”. A participação no Jubileu propiciou aos fiéis a graça de receber a Indulgência, observadas as normas previstas: “confissão, Eucaristia, oração para o papa e da renúncia do apego ao pecado”. Na preparação e na celebração do Ano Santo os fiéis rezaram a Oração do Jubileu. São João Paulo II viveu o Jubileu do ano 2000 intensamente, com zelo, doação e amor à Igreja, experimentando o peso do ofício, a limitação da idade e a fragilidade da saúde, como se pôde constatar. 

Já no curso do terceiro milênio do cristianismo, o Papa Francisco, o 265º sucessor de Pedro, convocou a Igreja para celebrar o Jubileu Ordinário de 2025, o Jubileu da Esperança, ao publicar a Bula “Spes non confundit”. Assim começa o texto: “‘Spes non confundit – a esperança não engana’ (Rm 5, 5). Sob o sinal da esperança, o apóstolo Paulo infunde coragem à comunidade cristã de Roma. A esperança é também a mensagem central do próximo Jubileu, que, segundo uma antiga tradição, o Papa proclama de vinte e cinco em vinte e cinco anos. Penso em todos os peregrinos de esperança, que chegarão a Roma para viver o Ano Santo e em quantos, não podendo vir à Cidade dos apóstolos Pedro e Paulo, vão celebrá-lo nas Igrejas particulares. Possa ser, para todos, um momento de encontro vivo e pessoal com o Senhor Jesus, ‘porta’ de salvação (cf. Jo 10, 7.9); com Ele, que a Igreja tem por missão anunciar sempre, em toda a parte e a todos, como sendo a ‘nossa esperança’ (1 Tm 1, 1).” Como em qualquer Ano Santo, os fiéis recebem as graças da Indulgência Plenária indo, em peregrinação, a Roma e aos santuários e outros lugares sagrados, indicados em cada Diocese do mundo. A oração do Jubileu mantém os fiéis unidos a Deus e à Igreja ao longo deste tempo de bençãos. No Jubileu da Esperança, o Papa Francisco está revelando um grande amor à Igreja, como Peregrino Esperança, de modo especial, nesse momento de hospitalização, devido à preocupação com o estado de sua saúde. A comunidade cristã, pessoas de outras inspirações religiosas e não crentes o acompanham com proximidade, empatia, afeto, esperança. 

Que São João XXIII, São Paulo VI e São João Paulo II intercedam junto ao Deus da vida para que o Papa Francisco possa continuar servindo à Igreja e à humanidade, com sua simplicidade, generosidade, autenticidade, verdade. 

Fonte: CNBB

Santa Sé divulga mensagem do papa para a Quaresma 2025

O papa Francisco pediu em mensagem para Quaresma divulgada hoje (25) pela Santa Sé que os fiéis confrontem “a realidade concreta de algum migrante ou peregrino e deixar que ela nos interpele”.

O texto, escrito em 6 de fevereiro, oito dias antes da internação (link do úkltimo boletim que demos) do papa, diz que esse pode ser “um bom exercício quaresmal” para ajudar a descobrir o que Deus pede de cada um.

O papa Francisco disse que o tema do Jubileu 2025 é Peregrinos da Esperança, que lembra “a longa travessia do povo de Israel em direção à Terra Prometida, narrada no livro do Êxodo”.

“E não podemos recordar o êxodo bíblico sem pensar em tantos irmãos e irmãs que, hoje, fogem de situações de miséria e violência e vão à procura de uma vida melhor para si e para seus entes queridos”, disse também o papa.

“Aqui, surge um primeiro apelo à conversão, porque todos nós somos peregrinos na vida, mas cada um pode perguntar-se: como me deixo interpelar por esta condição? Estou realmente a caminho ou estou paralisado, estático, com medo e sem esperança, acomodado na minha zona de conforto? Busco caminhos de libertação das situações de pecado e falta de dignidade?”, disse Francisco.

O papa Francisco faz assim algumas reflexões sobre o significado do lema do Ano Jubilar, dizendo que o sinal penitencial das cinzas marca o início da peregrinação anual da Quaresma “na fé e na esperança”.

“A Igreja, mãe e mestra, convida-nos a preparar os nossos corações e a abrir-nos à graça de Deus para podermos celebrar com grande alegria o triunfo pascal de Cristo, o Senhor, sobre o pecado e a morte, como exclamava São Paulo: «A morte foi tragada pela vitória. Onde está, ó morte, a tua vitória? Onde está, ó morte, o teu aguilhão?» ( 1Cor 15, 54-55). Realmente, Jesus Cristo, morto e ressuscitado, é o centro da nossa fé e a garantia da nossa esperança na grande promessa do Pai, já realizada n’Ele, Seu Filho amado: a vida eterna (cf. Jo 10, 28; 17, 3)”, diz também a mensagem.

O papa enfatiza que os cristãos são chamados a caminhar juntos, “jamais como viajantes solitários”.

“O Espírito Santo impele-nos a sair de nós mesmos para ir ao encontro de Deus e dos nossos irmãos, e nunca a fechar-nos em nós mesmos”, destaca Francisco.

 

Fonte: ACI Digital

Cardeal Dom Orani Tempesta realiza visita à Catedral da Luz em Guarabira

Na data de ontem(19/02), em um momento de grande significado para a comunidade católica de nossa cidade, a Catedral da Luz, recebeu  a ilustre visita do Cardeal Dom Orani Tempesta. O arcebispo do Rio de Janeiro foi acolhido com entusiasmo por fiéis, autoridades e membros do clero, reafirmando os laços de fé e comunhão da Igreja.

A visita, realizada no dia 19 de fevereiro por ocasião dos 142 anos de falecimento do Padre Ibiapina, foi marcada por celebrações e reflexões espirituais, contando com uma Santa Missa presidida por Dom Orani, no Santuário de Santa Fé, na cidade de Arara. A visita foi acompanhada por fiéis, autoridades e do clero, que lotaram a Catedral para receber a bênção do cardeal.

A presença de Dom Orani Tempesta na Catedral ficará marcada na memória dos fiéis como um sinal de renovação da fé e esperança. A Catedral da Luz, é o principal templo religioso de nossa Diocese, segue sendo um ponto de referência para a espiritualidade e o acolhimento, fortalecendo a identidade da Igreja na Paraíba. A visita do cardeal, sem dúvida, se insere na história da cidade como um marco de fé e comunhão.

Veja abaixo algumas fotos:

Pascom Luz