Quinta-feira Santa, dia da Última Ceia do Senhor

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Hoje (28) é Quinta-feira Santa, dia em que Jesus celebrou a Última Ceia com os seus apóstolos e instituiu dois sacramentos para a salvação da humanidade: a eucaristia e a ordem sagrada.

A Quinta-feira Santa é a “porta” do Tríduo Pascal, ou seja, é o “início” do período mais importante da Semana Santa no qual se comemora a paixão, morte e ressurreição de Jesus.

O papa Francisco disse na audiência geral de 31 de março de 2021: “Na noite de Quinta-Feira Santa, inaugurando o Tríduo pascal, reviveremos a missa que se chama in Coena Domini, isto é, a missa em que se celebra a Última Ceia, o que aconteceu ali, naquele momento. Foi a noite em que Cristo entregou aos seus discípulos o testamento do seu amor na eucaristia, não como lembrança, mas como memorial, como a sua presença perene. Cada vez que se celebra a eucaristia, como eu disse no início, renova-se este mistério da redenção”.

A missa da Ceia do Senhor é a celebração central da Quinta-feira Santa, mas não é a única que acontece.

Celebrações litúrgicas da Quinta-feira Santa

Toda Quinta-feira Santa são celebradas duas missas diferentes.

Pela manhã é celebrada a chamada Missa Crismal, na qual é consagrado o santo Crisma e são abençoados os óleos que serão usados ​​nos sacramentos de iniciação. À tarde é a Missa da Ceia do Senhor, ato central do dia.

Na Missa Crismal, acontece diante do bispo local a renovação das promessas sacerdotais de todos os sacerdotes incardinados numa diocese.

A Missa da Ceia do Senhor, celebrada à tarde, comemora a última Páscoa que Jesus passou com os apóstolos, uma Páscoa que seria “redefinida” a partir do sacrifício de Cristo na Cruz.

Um novo mandamento: a Missa da Ceia do Senhor

A Igreja celebra a Quinta-feira Santa com uma celebração eucarística muito especial. Nela, o padre faz, à imitação de Cristo, o lava-pés de doze pessoas da assembleia, cada uma delas representando um dos apóstolos.

Com este gesto, é o próprio Jesus quem se coloca diante dos homens, tornando-se paradigma, modelo e medida de amor através do serviço: “Portanto, se eu, o Senhor e Mestre, vos lavei os pés, também vós deveis lavar os pés uns dos outros. Dei-vos o exemplo, para que façais a mesma coisa que eu fiz” (Jo 13,14-15).

Depois, ele acrescenta: “Dou-vos um novo mandamento: Amai-vos uns aos outros. Como eu vos tenho amado, assim também vós deveis amar-vos uns aos outros” (João 13, 34). O Senhora dá o “novo mandamento” da caridade, a “proposta maior”, o desafio mais elevado – uma iniciativa de Deus à qual o homem pode responder cooperando com a sua Graça transbordante.

O que não se deve perder de vista: a vida sacramental

Não se deve perder de vista que hoje se celebra que Cristo instituiu o sacramento das ordens sacerdotais, juntamente com o sacramento da eucaristia.

Isso significa que Jesus estabeleceu um antes e um depois para a vida de Graça que cada um deve cultivar. Ele fez isso quando partiu o pão durante a Última Ceia e disse aos seus apóstolos: “Fazei isto em memória de mim”. Nas palavras do padre Jiménez, “neste dia Jesus deixa o seu testamento: a eucaristia, o sacerdócio e o mandamento de amar uns aos outros”.

Fonte: ACI Digital

A PROFUNDA SIGNIFICÂNCIA DA MISSA DOS SANTOS ÓLEOS NA SEMANA SANTA

Durante a Semana Santa, os fiéis católicos em todo o mundo participam de uma série de celebrações litúrgicas que relembram os eventos cruciais da paixão, morte e ressurreição de Jesus Cristo. Entre essas celebrações, a Missa dos Santos Óleos marca o momento em que os óleos sagrados do batismo e da unção dos enfermos são benzidos pelo bispo e o óleo do crisma é consagrado pelo bispo para uso nos sacramentos ao longo do ano. 

A Missa dos Santos Óleos, que ocorre na Quinta-feira Santa pela manhã, reúne os sacerdotes, diáconos e fiéis da diocese para celebrar a comunhão e renovar seus votos sacerdotais. Durante esta missa solene, dois óleos são abençoados pelo bispo: o Óleo dos Enfermos e o Óleo dos Catecúmenos e o óleo do Santo Crisma é consagrado. 

O Óleo dos Enfermos é utilizado no sacramento da Unção dos Enfermos, oferecendo conforto espiritual e cura física aos doentes e aos moribundos. O Óleo dos Catecúmenos é usado no sacramento do Batismo, simbolizando a purificação e a preparação espiritual daqueles que estão prestes a entrar na família da fé cristã. O Santo Crisma, por sua vez, é usado em três sacramentos: o Batismo, a Confirmação (Crisma) e a Ordenação Sacerdotal e a Consagração Episcopal, representando a plenitude do Espírito Santo e a incorporação dos fiéis na vida e na missão da Igreja. 

As Escrituras Sagradas oferecem diversas referências que nos ajudam a compreender o profundo significado espiritual dos óleos sagrados utilizados na Missa dos Santos Óleos. Uma passagem especialmente relevante é encontrada no Evangelho de Lucas (Lc 4, 18-19) onde Jesus se identifica como o Ungido pelo Espírito Santo para proclamar a libertação aos cativos, a recuperação da vista aos cegos e a libertação dos oprimidos: 

“O Espírito do Senhor está sobre mim, pois que me ungiu para evangelizar os pobres, enviou-me a curar os quebrantados do coração, a pregar liberdade aos cativos, e restauração da vista aos cegos, a pôr em liberdade os oprimidos, a anunciar o ano aceitável do Senhor.” 

Essa passagem nos lembra que os óleos sagrados abençoados na Missa dos Santos Óleos são um sinal tangível da presença e do poder do Espírito Santo na vida da comunidade cristã. Assim como Jesus foi ungido pelo Espírito Santo para realizar sua missão redentora, também somos ungidos com os óleos sagrados para vivermos nossa vocação como discípulos de Cristo e testemunhas de seu amor no mundo. 

Além da bênção dos óleos sagrados dos catecúmenos e dos enfermos e a consagração do óleo do crisma, a Missa dos Santos Óleos é também um momento para os sacerdotes renovarem seus votos sacerdotais diante do bispo e da comunidade reunida. Esse ato solene de renovação é uma oportunidade para os ministros ordenados reafirmarem seu compromisso com o serviço ao povo de Deus e com a missão da Igreja de anunciar o Evangelho a todas as nações. 

Neste período sagrado da Semana Santa, que a Missa dos Santos Óleos nos lembre da importância dos sacramentos em nossa vida espiritual e da necessidade contínua de renovarmos nosso compromisso com o ministério e com a missão da Igreja. Que possamos ser ungidos pelo Espírito Santo para proclamar a mensagem do Evangelho e testemunhar o amor redentor de Cristo em nosso mundo necessitado. Amém. 

Fonte: CNBB

Como viver a Semana Santa — do Domingo de Ramos ao Sábado Santo

A Semana Santa inicia com a grande e triunfante entrada de Jesus aclamado como rei em Jerusalém, sua casa, sua morada, porque Ele é o centro do Templo, Ele é a pedra angular, rejeitada pelos construtores, mas que é escolhida por Deus.

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A Semana Santa é vivida por muitos em encenações piedosas que comovem os corações e fazer chorar. Porém, mesmo que isto seja bom, devemos estar muito atentos para não cair numa pura exterioridade e acabar não tendo uma real experiência com este tempo na liturgia da Igreja. Por isso, com o a auxílio de alguns santos iremos falar a você como viver a bem a Semana Santa.

É uma semana de profunda meditação no mistério da paixão e da morte de Jesus, que pela fé desemboca na grande aleluia da ressurreição. É tempo de silêncio para entrar dentro de nós mesmos e verificar até que ponto somos inocentes pela morte de Jesus e de tantos dos nossos irmãos e irmãs que todos os dias sofrem uma paixão por causa da maldade humana.

Santa Teresa de Ávila, com muito acerto, dizia: “parece que há tantos cristãos que querem de novo crucificar o bom Jesus com os seus pecados!” É uma realidade diante da qual nos deparamos constantemente. A Semana Santa inicia com a grande e triunfante entrada de Jesus aclamado como rei em Jerusalém, sua casa, sua morada, porque Ele é o centro do Templo, Ele é a pedra angular, rejeitada pelos construtores, mas que é escolhida por Deus.

Adentrando a Semana Santa

Sabemos, lendo os Evangelhos com amor e atenção, que os mesmos que o aclamam rei, agitados pelo ódio dos chefes, não hesitam em pedir sua morte. São os mistérios da vida que nunca chegaremos a compreender. O povo manipulado aclama para a glória e pede a morte de Jesus. Não devemos maravilhar-nos disto, mas ter cuidado conosco para não nos deixar manipular pelas aparências de bem e sermos fiéis à nossa vocação, tendo como modelo Jesus, o fiel totalmente e até às últimas consequências ao projeto do Pai.

Entramos na Semana Santa e a Igreja nos convida à penitência, à conversão e ao jejum. São os três caminhos que nos foram apontados no início da Quaresma. É tempo para ver como temos caminhado e ver como intensificar nesta semana a nossa corrida para a Páscoa do Senhor. Não é possível ressuscitar sem passar pela morte.

Domingo de Ramos

É importante acompanhar durante este Domingo de Ramos, não só a procissão, e não só para hoje, uma meditação rápida da Paixão do Senhor. Mas devemos voltar a reler pessoalmente a Paixão segundo o Evangelho de Lucas. Eu queria destacar deste grande relato muitas coisas para minha meditação e para as dos meus leitores, mas quero só convidar a todos a fixar por alguns minutos um crucifixo, nele fixar os nossos olhos em Jesus, que assume toda a cruz não como castigo, mas como gesto de amor ao Pai e a cada um de nós. Ele é consciente de que não pode realizar a salvação da humanidade sem a sua morte.

Toda a vida de Jesus é exemplo de amor, serviço e oferta de si mesmo para a glória do Pai e o bem de cada pessoa humana. Somos chamados a participar também através do sacrifício ao mistério da cruz. Quantos irmãos nossos no dia a dia sofrem não aceitando o sofrimento e a cruz. Da cruz nasce a verdadeira alegria, que é a paz interior. Visitemos hoje algum doente abandonado, sozinho, levando para ele o conforto da palavra, da oração e alguma ajuda material.  Abaixo, uma orientação para cada dia desta Semana Santa.

Segunda-feira Santa

Um passo à frente para a Páscoa. Neste dia contemplemos o servo sofredor de Javé, que é Jesus, e deixemos que o nosso coração seja tocado pelo sofrimento dos mais abandonados e dos que sofrem injustamente por serem cristãos em tantos países do mundo aonde ainda é proibido ser seguidor de Jesus.

Fala-se sobre liberdade de consciência e de religião, mas no ato prático se impede e se violenta a liberdade de consciência. O Papa Francisco tem falado muitas vezes das surdas perseguições contra os cristãos. Isso não acontece só em países distantes de nós, mas às vezes no nosso país e na nossa família. Estejamos perto dos que sofrem pressões que tentam impedi-los de seguir Jesus sofredor e pressões para negar a própria fé. Você conhece alguma dessas pessoas? Esteja perto dela.

Terça-feira Santa

Hoje é a terça-feira da Semana Santa. Dediquemos um pouco mais de tempo à oração lendo alguns textos do Evangelho que têm falado forte ao nosso coração. E rezando por todos os que sofrem injustiça no próprio trabalho por causa da honestidade. Há tantas pessoas boas que se revoltam diante do mal institucionalizado, mas que nem sempre têm força para serem fiéis ao Evangelho. É na oração que se encontra a força. Se você tiver tempo, pense numa estação da Via-sacra e reze em comunhão com todos os injustiçados do mundo.

Quarta-feira Santa

Neste dia, visitaremos um doente ou um pobre como amigos, os que estão debaixo da cruz, da doença ou da pobreza. Sejamos bons cristãos, que carregam a cruz com estas pessoas. É verdade que só os que sofrem conhecem o peso da Cruz, mas nós podemos ajudá-los com a nossa solidariedade, como fez Simão de Cirene no caso de Jesus. Tome um pouco de tempo do seu descanso para fazer esta obra boa, que é ajudar alguém que sofre para que o sofrimento não seja inutilizado, mas seja caminho para uma comunhão mais profunda com Cristo Jesus, nosso Redentor.

Quinta-feira Santa

É o grande dia que abre o que se chama de Tríduo Pascal. Pela manhã, temos na Catedral a benção dos santos óleos  que serão usados para comunicar a força a todos os que sofrem ou estão enfermos, para confirmar na fé os que se tornam adultos como cristãos e os que são batizados e começam a fazer parte da grande família de Cristo.

À tarde, temos a celebração da nossa Ceia Pascal. É o coração de toda a nossa fé, onde Jesus nos manifesta o amor através do seu gesto, o lava-pés. Ele se levanta e, sem dar explicações, lava os pés dos discípulos, como sinal de fraternidade, de serviço e de amor misericordioso. Se vocês lavarem os pés uns dos outros serão felizes. O segundo gesto é o perdão, que ele oferece a todos, e também para o irmão judas. Como é belo o perdão de Jesus, que é todo misericórdia. Não se pode viver sem o perdão dado e recebido.

O terceiro sinal é a Eucaristia; Ele nos dá o seu corpo e sangue, já prometidos durante a sua vida pública. Leia de novo o capítulo 6 do Evangelho de João. A  Eucaristia é plenitude de amor e dom, é participação na vida divina. Que possamos rever hoje a nossa vida espiritual, contemplando este grande mistério do amor.

Sexta-feira Santa

É dia penitencial sim, mas é muito mais; é o dia da esperança, quando nós contemplamos a plenitude da realização da missão de Jesus, o cumprimento do Seu sacrifício na cruz, o lugar onde ele celebra a Sua Eucaristia viva, e para onde sempre nós devemos voltar para compreender o mistério do amor e o mistério do mal. Este é o dia em que a Igreja faz silêncio e não celebra a Eucaristia, mas contempla vivo o Cristo crucificado, de onde vem a nossa salvação.

É o momento de nos ajoelharmos diante da cruz e ficarmos em silêncio. Mas também refletir e pedir perdão pelas vezes que crucificamos os nossos irmãos, ou fomos responsáveis pelas injustiças da humanidade, da Igreja e da comunidade. É silencio. É adoração e amor. Para o dia de hoje, é bom fazer uma boa confissão e passar tempos em silêncio diante de Deus.

Sábado Santo

O Sábado Santo é o dia do grande silêncio, no qual, na medida do possível, devemos mortificar a nossa língua e deixar falar o coração, deixar falarem os gestos de perdão e de amor; este é o sábado do amor. E o amor não necessita de palavras, mas só de gestos. Jesus quer, com o seu silêncio no sepulcro, nos preparar para uma nova missão, a da ressurreição. Não devemos ter medo da morte. O cristão contempla a morte com os olhos da fé, da esperança e do amor: “se o grão de trigo, caído na terra, não morrer, fica só; se morrer, produz muito fruto.” (Jo 12,24).

Quis apresentar este caminho da Semana Santa para, juntos nos prepararmos para a Páscoa do Senhor. Não permitamos que as coisas da terra nos distraiam das coisas do céu. Feliz Páscoa só será se tivermos feito uma boa santa Semana Santa.

Confira a programação da Semana Santa na Catedral:


Fonte: Comunidade Shalom

A importância do Domingo de Ramos

O Domingo de Ramos nos ensina que seguir Cristo é renunciarmos a nós mesmos


A Semana Santa começa no Domingo de Ramos, porque celebra a entrada de Jesus em Jerusalém montado em um jumentinho – o símbolo da humildade – e aclamado pelo povo simples que O aplaudia como “Aquele que vem em nome do Senhor”. Esse povo, há poucos dias, tinha visto Jesus ressuscitar Lázaro de Betânia e estava maravilhado, pois tinha a certeza de que esse era o Messias anunciado pelos profetas, mas, esse mesmo povo tinha se enganado com tipo de Messias que Cristo era. Pensava que, fosse um Messias político, libertador social, que fosse arrancar Israel das garras de Roma e devolver-lhe o apogeu dos tempos de Salomão.

A importância do Domingo de Ramos-artigo

Foto ilustrativa: Arquivo CN/cancaonova.com

Para deixar claro a este povo que Ele não era um Messias temporal e político, um libertador efêmero, e sim, o grande Libertador do pecado, a raiz de todos os males, então, o Senhor entra na grande cidade, a Jerusalém dos patriarcas e dos reis sagrados, montado em um jumentinho; expressão da pequenez terrena. Ele não é um Rei deste mundo! Dessa forma, o Domingo de Ramos dá o início à Semana Santa, que mistura os gritos de hosanas com os clamores da Paixão de Cristo. O povo acolheu Jesus abanando seus ramos de oliveiras e palmeiras.

Os ramos lembram nosso batismo

Esses ramos significam a vitória: “Hosana ao Filho de Davi: bendito seja o que vem em nome do Senhor, o Rei de Israel; hosana nas alturas”. Os ramos santos nos fazem lembrar que somos batizados, filhos de Deus, membros de Cristo, participantes da Igreja, defensores da fé católica, especialmente nestes tempos difíceis em que essa é desvalorizada e espezinhada. Os ramos sagrados que levamos para nossas casas, após a Missa, lembram-nos de que estamos unidos a Cristo na mesma luta pela salvação do mundo, a luta árdua contra o pecado, um caminho em direção ao Calvário, mas que chegará à Ressurreição.

O sentido da Procissão de Ramos

O sentido da Procissão de Ramos é mostrar essa peregrinação sobre a terra que cada cristão realiza a caminho da vida eterna com Deus. Ela nos recorda que somos apenas peregrinos neste mundo tão passageiro, tão transitório, que se gasta tão rapidamente e nos mostra que a nossa pátria não é neste mundo, mas sim, na eternidade; aqui nós vivemos apenas em um rápido exílio em demanda da casa do Pai.

Missa do Domingo de Ramos traz a narrativa de São Lucas sobre a Paixão de Nosso Senhor Jesus, Sua angústia mortal no Horto das Oliveiras, o Sangue vertido com o suor, o beijo traiçoeiro de Judas, a prisão, os maus-tratos causados pelas mãos dos soldados na casa de Anás, Caifás; Seu julgamento iníquo diante de Pilatos, depois, diante de Herodes, Sua condenação, o povo a vociferar “crucifica-O, crucifica-O”; as bofetadas, as humilhações, o caminho percorrido até o Calvário, a ajuda do Cirineu, o consolo das santas mulheres, o terrível madeiro da cruz, Seu diálogo com o bom ladrão, Sua morte e sepultura.

Entrada “solene” de Jesus em Jerusalém

A entrada “solene” de Jesus em Jerusalém foi um prelúdio de Suas dores e humilhações. Aquela mesma multidão que O homenageou, motivada por Seus milagres, agora vira as costas a Ele e muitos pedem a Sua morte. Jesus, que conhecia o coração dos homens, não estava iludido. Quanta falsidade há nas atitudes de certas pessoas! Quantas lições nos deixam esse Domingo de Ramos!

O Mestre nos ensina, com fatos e exemplos, que o Reino d’Ele, de fato, não é deste mundo. Que Ele não veio para derrubar César e Pilatos, mas para derrubar um inimigo muito pior e invisível: o pecado. E para isso é preciso imolar-se, aceitar a Paixão, passar pela morte para destruir a morte; perder a vida para ganhá-la. A muitos o Senhor Jesus decepcionou; pensavam que Ele fosse escorraçar Pilatos e reimplantar o reinado de Davi e Salomão em Israel; mas Ele vem montado em um jumentinho frágil e pobre.

Muitos pensam: “Que Messias é esse? Que libertador é esse? É um farsante! É um enganador que merece a Cruz por nos ter iludido”. Talvez Judas tenha sido o grande decepcionado. O Domingo de Ramos ensina-nos que a luta de Cristo e da Igreja e, consequentemente, a nossa também, é a luta contra o pecado, a desobediência à Lei Sagrada de Deus, que hoje é calcada aos pés até mesmo por muitos cristãos que preferem viver um Cristianismo “light”, adaptado aos seus gostos e interesses, e segundo as suas conveniências. Impera, como disse Bento XVI, “a ditadura do relativismo”.

O Domingo de Ramos nos ensina que seguir o Cristo é renunciarmos a nós mesmos, morrermos na terra como o grão de trigo para poder dar fruto, enfrentar os dissabores e ofensas por causa do Evangelho do Senhor. Ele nos arranca das comodidades e das facilidades, para nos colocar diante d’Aquele que veio ao mundo para salvá-lo.

Fonte: Canção Nova

O SERMÃO DAS DORES DE NOSSA SENHORA

Na Semana Santa, período sagrado para os cristãos em todo o mundo, um dos momentos mais comoventes e significativos desta semana é o Sermão das Dores de Nossa Senhora, que nos conduz pelo sofrimento angustiante da mãe de Jesus diante da crucificação de seu filho. 

O Sermão das Dores de Nossa Senhora é uma ocasião para os fiéis refletirem sobre a dor e o sofrimento que Maria suportou enquanto acompanhava seu amado filho até o Calvário. A Sagrada Escritura nos mostra o quanto essa dor foi profunda, como podemos ver no Evangelho de João, (Jo 19, 25-27): 

“Estavam, junto à cruz de Jesus, sua mãe, a irmã de sua mãe, Maria, mulher de Cléofas, e Maria Madalena. Ora, Jesus, ao ver sua mãe e perto dela o discípulo que amava, disse a sua mãe: Mulher, eis aí teu filho. Depois, disse ao discípulo: Eis aí tua mãe. E dessa hora em diante, o discípulo a recebeu em sua casa.” 

Neste momento tocante, Jesus confia sua mãe aos cuidados do discípulo amado, João, indicando a preocupação de Jesus com o bem-estar de sua Mãe mesmo enquanto enfrentava sua própria agonia na Cruz. 

A presença de Maria ao pé da Cruz é um testemunho impressionante de sua profunda compaixão e devoção a seu Filho. Ela suportou o sofrimento indescritível de ver seu Filho inocente sendo crucificado diante de seus olhos, mas permaneceu firme em sua fé e amor por Ele. 

Ao meditarmos sobre o Sermão das Dores de Nossa Senhora, somos convidados a nos identificar com a dor de Maria e a refletir sobre o significado da maternidade espiritual de Maria para todos os cristãos. Assim como Jesus confiou sua Mãe aos cuidados de João, também somos chamados a acolher Maria como nossa Mãe espiritual e a nos voltarmos para Ela em tempos de necessidade e aflição. 

O Sermão das Dores de Nossa Senhora também nos desafia a refletir sobre o sofrimento dos outros ao nosso redor e a responder com compaixão e solidariedade. Assim como Maria permaneceu ao lado de Jesus em sua hora mais sombria, também somos chamados a estar presentes para aqueles que sofrem em nosso mundo, oferecendo-lhes amor, apoio e consolo em tempos de dificuldade. 

Neste período sagrado da Semana Santa, que o Sermão das Dores de Nossa Senhora nos inspire a renovar nossa devoção a Maria e a nos comprometermos a seguir seu exemplo de fé, amor e compaixão. Que possamos encontrar conforto e esperança na certeza de que Maria, nossa Mãe espiritual, está sempre ao nosso lado, intercedendo por nós diante de seu Filho, Jesus Cristo. 

Que a dor de Nossa Senhora nos lembre do sacrifício supremo de Jesus na Cruz e nos fortaleça para vivermos como verdadeiros discípulos de Cristo, testemunhando seu amor e sua misericórdia em nossas vidas e em nosso mundo. Amém. 

Fonte: CNBB

Nove dados que o católico deve saber sobre o Domingo de Ramos

No domingo (24), a Igreja dá início à Semana Santa, com o Domingo de Ramos, comemorando não um, mas dois acontecimentos muito significativos na vida de Cristo. A seguir, nove coisas que você precisa saber sobre essa data.

domingo de ramos

1. Este dia é chamado de “Domingo de Ramos” ou “Domingo da Paixão”

O primeiro nome vem do fato de se comemorar a entrada triunfal de Jesus em Jerusalém, quando a multidão o recebeu com ramos de palmas (João 12, 13).

O segundo nome provém do relato da Paixão que é lido neste domingo, porque de outro modo não seria lido em um domingo, já que no próximo a leitura tratará da Ressurreição.

Segundo a carta circular do Vaticano sobre “A Preparação e Celebração das Festas Pascais” de 1988, o Domingo de Ramos “une num todo o triunfo real de Cristo e o anúncio da paixão. Na celebração e na catequese deste dia sejam postos em evidência estes dois aspectos do mistério pascal”.

2. Ocorre uma procissão antes da missa

A procissão pode ocorrer apenas uma vez, antes da missa. Pode ser tanto no sábado, como no domingo.

“Desde a antiguidade se comemora a entrada do Senhor em Jerusalém com a procissão solene, com a qual os cristãos celebram este evento, imitando as aclamações e os gestos das crianças hebreias, que foram ao encontro do Senhor com o canto do Hosana”, detalha a carta das celebrações da Páscoa.

3. Pode-se levar palmas ou outros tipos de plantas na procissão

Não é necessário usar folhas de palmeira na procissão, também podem utilizar outros tipos de plantas locais, como oliveiras, salgueiros, abetos ou outras árvores.

De acordo com o Diretório sobre a Piedade Popular e a Liturgia: “Os fiéis gostam de conservar em suas casas, e às vezes no local de trabalho, os ramos de oliveira ou de outras árvores, que foram abençoados e levados na procissão”.

4. Os fiéis devem ser instruídos sobre a celebração

De acordo com o Diretório sobre a Piedade Popular e a Liturgia, “os fiéis devem ser instruídos sobre o significado desta celebração para que possam compreender seu significado”.

“Deve ser lembrado, oportunamente, que o importante é a participação na procissão e não só a obtenção das folhas de palmeira ou de oliveira”, que também não devem ser conservadas “como amuletos, nem por razões terapêuticas ou mágicas para afastar os maus espíritos ou para evitar os danos que causam nos campos ou nas casas”, indica o texto.

5. Jesus reivindica o direito dos reis na entrada triunfal em Jerusalém

O Papa Emérito Bento XVI explica em seu livro “Jesus de Nazaré: Da entrada em Jerusalém até a Ressurreição” que Jesus Cristo reivindicou o direito régio, conhecido em toda a antiguidade, da requisição de meios de transporte particulares.

O uso de um animal (o burro) sobre o qual ninguém havia montado é mais um indicador do direito régio. Jesus queria que seu caminho e suas ações fossem compreendidos com base nas promessas do Antigo Testamento que nele se tornaram realidade.

“Ao mesmo tempo, esse atrelamento a Zacarias 9,9 exclui uma interpretação ‘zelota’ da sua realeza: Jesus não Se apoia na violência, não começa uma insurreição militar contra Roma. O seu poder é de caráter diferente; é na pobreza de Deus, na paz de Deus que Ele individualiza o único poder salvador”, detalha o livro.

6. Os peregrinos reconheceram Jesus como seu rei messiânico

Bento XVI também assinala que o fato de os peregrinos estenderem suas capas no chão para que Jesus caminhe também “pertence à tradição da realeza israelita (2 Reis 9, 13)”.

“A ação realizada pelos discípulos é um gesto de entronização na tradição da realeza davídica e, consequentemente, na esperança messiânica”, diz o texto.

Os peregrinos, continua, “cortam ramos das árvores e gritam palavras do Salmo 118 – palavras de oração da liturgia dos peregrinos de Israel – que nos seus lábios se tornam uma proclamação messiânica: ‘Hosana! Bendito o que vem em nome do Senhor! Bendito o reino que vem do nosso pai Davi! Hosana no mais alto dos céus!’ (Mc 11, 9-10; cf. Salmos 118, 26)”.

7. “Hosana” é um grito de alegria e uma oração profética

No tempo de Jesus essa palavra tinha significado messiânico. Na aclamação de Hosana se expressam as emoções dos peregrinos que acompanham Jesus e seus discípulos: o jubiloso louvor a Deus no momento da entrada processional, a esperança de que tivesse chegado a hora do Messias.

Ao mesmo tempo, era uma oração que indicava que o reino davídico e, portanto, o reino de Deus sobre Israel, seria restaurado.

8. A multidão que aplaudiu a chegada de Jesus não é a mesma que exigiu sua crucificação

Em seu livro, Bento XVI afirma que, os três Evangelhos sinóticos, assim como o de São João, mostram claramente que aqueles que aplaudiram Jesus na sua entrada em Jerusalém não eram seus habitantes, mas as multidões que acompanhavam Jesus e entraram na Cidade Santa com ele.

Este ponto é mais claro no relato de Mateus, na passagem depois do Hosana dirigido a Jesus: “E entrando em Jerusalém, a cidade inteira agitou-se e dizia: ‘Quem é este?’. A isso as multidões respondiam: ‘Este é o profeta Jesus, o de Nazaré de Galileia’” (Mt 21, 10-11).

As pessoas tinham escutado falar do profeta de Nazaré, mas isso não parecia importar para Jerusalém, e as pessoas de lá não o conheciam.

9. O relato da Paixão desfruta de uma solenidade especial na liturgia

A Carta das Celebrações das Festas Pascais diz o seguinte no número 33:

“É aconselhável que seja cantada ou lida segundo o modo tradicional, isto é, por três pessoas que representam a parte de Cristo, do cronista e do povo. A Passio é cantada ou lida pelos diáconos ou sacerdotes ou, na falta deles, pelos leitores; neste caso, a parte de Cristo deve ser reservada ao sacerdote”.

A proclamação da paixão é feita sem os portadores de castiçais, sem incenso, sem a saudação ao povo e sem o toque no livro; só os diáconos pedem a bênção do sacerdote.

“Para o bem espiritual dos fiéis, é oportuno que a história da Paixão seja lida integralmente sem omitir as leituras que a precedem”.

Fonte: ACI Digital

SERMÃO DO DEPÓSITO

A Semana Santa é um período de profundo significado para os cristãos em todo o mundo. É uma época em que recordamos e celebramos os eventos centrais da fé cristã, especialmente a paixão, morte e ressurreição de Jesus Cristo. Cada dia da Semana Santa é marcado por eventos específicos que nos conduzem por meio dos últimos momentos da vida terrena de Jesus. 

No contexto da Semana Santa, o Sermão do Depósito ocupa um lugar de destaque. Este sermão, geralmente proferido na segunda-feira da Semana Santa, concentra-se na condenação e prisão de Jesus Cristo. É um momento de contemplação da escuridão que envolveu o mundo no momento em que Jesus foi preso, quando seus próprios discípulos o abandonaram por medo. 

A prisão de Jesus representa o início dos eventos que culminariam em sua crucificação. É um momento de profunda tristeza e angústia, tanto para Jesus quanto para seus seguidores. É também um lembrete do sofrimento e da injustiça que Jesus enfrentou em seu caminho para a Cruz. 

O Sermão do Depósito nos convida a refletir sobre a natureza da injustiça e da opressão, tanto nos tempos de Jesus quanto nos dias de hoje. Recordamos aqueles que são perseguidos por causa de sua fé, os injustiçados e marginalizados, e todos os que sofrem nas mãos da opressão e da violência. 

Além disso, o Sermão do Depósito nos desafia a examinar nossas próprias vidas e a considerar como podemos responder ao chamado de Jesus para defender os oprimidos e trabalhar pela justiça em nosso mundo. É um lembrete poderoso de que, assim como Jesus sofreu injustamente, também somos chamados a agir em solidariedade com os que sofrem e a trabalhar pela transformação de nossa sociedade. 

Ao participarmos do Sermão do Depósito, somos convidados a refletir não apenas sobre o sofrimento de Jesus, mas também sobre o significado mais amplo de sua vida e ensinamentos. É um momento para nos comprometermos novamente com os valores do Evangelho e para renovarmos nosso compromisso de seguir a Jesus em todas as áreas de nossas vidas. 

Portanto, durante a Semana Santa, ao participarmos do Sermão do Depósito, somos desafiados a enfrentar as trevas e a injustiça em nosso mundo com coragem e determinação, confiando na promessa da ressurreição e na vitória final do amor de Deus sobre o mal e a morte. 

Fonte: CNBB

Procissão do Encontro

Uma celebração litúrgica de muita piedade, que o povo católico muito aprecia durante a Semana Santa, é a Procissão do Encontro, um momento que marca o encontro da Virgem Maria com o Seu Filho Divino, carregando a Cruz no caminho do Calvário, pelas ruas de Jerusalém, depois de ser flagelado, coroado de espinhos e condenado à morte por Pilatos. É um momento em que meditamos o doloroso encontro da Virgem Maria com Jesus; é um momento de profunda reflexão sobre as dores da Mãe de Jesus, desde o Seu nascimento até a Sua morte na Cruz. Jesus sofreu a Paixão; a Virgem sofreu a compaixão por nós.

A “espada de Simeão”, que não saíra da mente de Jesus durante 30 anos de Sua vida, apresentava-se cada vez mais ameaçadora diante de Maria. Não é difícil imaginar o quanto Nossa Senhora sofreu ao ver Seu Filho ser perseguido, odiado, jurado de morte pelos anciãos e doutores da lei que o invejavam. Quantas ciladas Lhe armavam! Quantas disputas Ele teve de travar com os mestres da lei.

O encontro da dor de Nossa Senhora com o sofrimento da Paixão

E eis que a Paixão do Senhor se torna presente. Todo ano, Ela ia à Jerusalém para a festa da Páscoa judaica, e também, naquele ano da morte do Seu Amado, Ela ali estava.

Podemos imaginar a dor do coração de Maria ao saber da traição de Judas, do abandono dos discípulos no Horto das Oliveiras, a negação de Pedro e, depois, Sua prisão e maus tratos nas mãos dos soldados do sumo-sacerdote. Certamente, naquela noite santa e terrível, em que Ele, “tendo amado os Seus que estavam no mundo, amou-os até o fim” (Jo 13,1), Maria foi informada dos discípulos que abandonaram o Mestre e fugiram na noite.

Fico pensando na dor de Maria ao saber da tríplice negação de Pedro, o escolhido do Senhor, e de tudo o mais que Seu Filho divino estaria passando nas mãos dos soldados naquela noite. Ela sabia que o sumo- sacerdote e os doutores da lei estavam ansiosos para pôr as mãos n’Ele. São Lucas narra com riqueza de detalhes os fatos:

“Entretanto, os homens que guardavam Jesus escarneciam-se d’Ele e davam-Lhe bofetadas. Cobriam-Lhe o rosto e diziam: ‘Adivinha quem te bateu!’” (Lc 22,63-64).

Que Mãe suportaria ver Seu Filho sofrer tanto assim?

Na manhã do dia seguinte, sabia que Seu Filho seria colocado diante de Pilatos, que o mandou flagelar até o sangue escorrer de Suas chagas, e ainda coroado com uma coroa de espinho, dolorosa e humilhante. Que Mãe suportaria ver Seu Filho sofrer tanto assim? Que dor Maria não sentiu ao saber, ou quem sabe até ao ouvir, o povo insuflado pelos doutores da lei gritando a Pilatos: “Crucifica-o! crucifica-o!”? Como deve ter sofrido ao ouvir o povo gritar!

“Todo o povo gritou a uma voz: ‘À morte com este, e solta-nos Barrabás’. Pilatos, porém, querendo soltar Jesus, falou-lhes de novo, mas eles vociferavam: ‘Crucifica-o! Crucifica-o!’. Pilatos pronunciou então a sentença que lhes satisfazia o desejo” (Lc 23,18-24).

Pilatos tinha sentimento humano para com Jesus; tivesse ele vencido sua covardia, talvez o teria salvo do furor da multidão. Maria aceitou tudo aquilo, não se revoltou naquela hora tremenda, que decide a vida ou a morte de Seu Filho. Ela sabe que o Filho podia por si, sem auxílio alheio, livrar-se de Seus inimigos, mas se deixou como um cordeiro levar ao suplício, é porque o fez espontaneamente, cumprindo a vontade de Deus.

Maria foi ao encontro de Jesus que, carregado do peso da Cruz, encaminha-se para o Calvário. Ela o vê todo desfigurado e entregue, coberto de mil feridas e horrivelmente ensanguentado. Seus olhares se cruzam. Nenhuma queixa sai de sua boca, porque as maiores dores Deus lhe reservou para a salvação do mundo. Aquelas duas almas, heroicamente generosas, continuam juntas no seu caminho do sofrimento, até o lugar do suplício.

Caminho do Calvário

Maria O acompanhou no caminho do Calvário e se lembrou da espada de Simeão e das palavras de Isaías:

“Era desprezado, a escória da humanidade, homem das dores, experimentado nos sofrimentos; como aqueles, diante dos quais se cobre o rosto, era amaldiçoado e não fazíamos caso dele. Em verdade, Ele tomou sobre si nossas enfermidades e carregou os nossos sofrimentos; e nós o reputamos como um castigado, ferido por Deus e humilhado. Mas ele foi castigado por nossos crimes e esmagado por nossas iniquidades. O castigo que nos salva pesou sobre Ele; fomos curados graças às Suas chagas. Todos nós andávamos desgarrados como ovelhas, seguíamos cada qual nosso caminho. O Senhor fazia recair sobre ele o castigo das faltas de todos nós. Foi maltratado e resignou-se; não abriu a boca, como um cordeiro que se conduz ao matadouro, e uma ovelha muda nas mãos do tosquiador. Por um iníquo julgamento foi arrebatado. Quem pensou em defender sua causa, quando foi suprimido da terra dos vivos, morto pelo pecado de meu povo? Foi-lhe dada sepultura ao lado de facínoras e ao morrer achava-se entre malfeitores, se bem que não haja cometido injustiça alguma, e em sua boca nunca tenha havido mentira. Mas aprouve ao Senhor esmagá-lo pelo sofrimento; se ele oferecer sua vida em sacrifício expiatório, terá uma posteridade duradoura, prolongará seus dias, e a vontade do Senhor será por ele realizada. Após suportar em sua pessoa os tormentos, alegrar-se-á de conhecê-lo até o enlevo. O Justo, meu Servo, justificará muitos homens, e tomará sobre si suas iniquidades. Eis por que lhe darei parte com os grandes, e ele dividirá a presa com os poderosos: porque ele próprio deu sua vida, e deixou-se colocar entre os criminosos, tomando sobre si os pecados de muitos homens, e intercedendo pelos culpados” (Is 53,3-12).

Maria compreende a dor da alma

Não há dor semelhante a essa de Nossa Senhora, desde quando se encontrou com Seu divino Filho no caminho do Calvário, carregando a pesada Cruz e insultado como se fosse um criminoso. A aceitação da vontade do Altíssimo sempre foi a Sua força em horas tão cruéis como essa.

Ao encontrar Sua Mãe, os olhos de Jesus a fitaram, e ela, certamente, compreendeu a dor de Sua alma. Não pôde lhe dizer palavra nenhuma, mas a fez compreender que era necessário que unisse a sua dor à d’Ele. A união da grande dor de Jesus e de Maria, nesse encontro, tem sido a força de tantos mártires e de tantas mães aflitas.

Esse fato ficou tão marcado na vida do povo católico, que tanto ama sua Mãe e seu Filho, que não deixa de celebrar a procissão do encontro na Semana Santa. Mãe e Filho se encontram nas ruas das cidades ou em alguma praça onde o povo pode reviver esse santo encontro.

Nós, que temos medo do sacrifício, devemos aprender, nesse encontro, a submeter-nos à vontade de Deus, como Jesus e Maria se submeteram. Aprendamos a calar nos nossos sofrimentos, e os olhares de Jesus e de Maria consolarão a nossa pobre alma sofredora.

Maria viveu os tormentos da Paixão de seu armadíssimo Filho. Encontra-O no caminho do Calvário, flagelado, coroado de espinhos, esbofeteado, destruído. Que mãe poderia aguentar tamanha dor? Seu Filho Santo, Deus, carregando nas costas a Cruz de Seu suplício!

O que vivemos na procissão do encontro

As nossas almas vão sentir a eficácia dessa riqueza na hora em que, abatidos pela dor, formos até nossa Mãe, fazendo a meditação desse encontro dolorosíssimo. Esse silêncio se converterá em força para as almas aflitas, quando, nas horas difíceis, souberem recorrer à meditação desta Mãe que sofre.

É precioso o silêncio nas horas de sofrimentos; muitos não sabem sofrer uma dor física, uma tortura da alma em silêncio; desejam logo contá-la para que todos o lastimem! Nossa Senhora e Jesus nos ensinam a vencer a aflição suportando tudo, em silêncio, por amor a Deus.

Certamente, a dor nos humilha, mas é nessa santa humilhação que Deus nos edifica, corrige, cura e santifica. São Francisco de Sales dizia que ninguém se torna humilde e santo se não passar pela cadinho da humilhação. Jesus e Maria nos ensinam a aprender a sofrer em silêncio, como Eles sofreram no doloroso encontro no caminho do Calvário.

Fonte: Canção Nova 

São José, sinônimo de virtude

Procuremos descobrir hoje e sempre a presença de São José em nossas famílias, de modo particular no mistério de nossa fé.

sao jose

Textos bíblicos falam de José, o pai adotivo de Nosso Senhor Jesus Cristo. Uma leitura atenta nos conduz a dois aspectos importantes: São José era conhecido em Nazaré por seu ofício e, sobretudo, por seu caráter. Assim sendo, temos a imagem de São José como Esposo fiel de Maria, pai adotivo de Jesus e honrado operário.

A figura de São José adquire em nossos dias uma grande popularidade. Em 1870, Pio IX através do decreto “Quemadmodum Deus” o declarou patrono da Igreja Universal, instituiu a festa de São José Operário. João XXIII pede sua proteção especial para o Concílio Ecumênico Vaticano II e acrescentou seu nome ao cânon da Santa Missa. São José é ainda conhecido popularmente como o patrono dos pais de família, dos tesoureiros, dos procuradores e dos trabalhadores em geral. Fiel e prudente a serviço da Sagrada Família, é modelo na família cristã, principalmente com relação a suas virtudes no lar.

Sua vida foi toda um contínuo serviço a Jesus e a Maria. Nós cremos que foram realmente proféticas as palavras dirigidas por um sábio oriental ao dizer que São José era “o mais feliz dos mortais”.  Sim, ele foi. Que outro paraíso podia dar-lhe Deus, se já viveu o céu na terra?

Nós falamos de São José, mas, precisamos falar com ele. Na verdade, ele nos disse muitas coisas com o seu silêncio eloquente e santificador, com a sua prontidão em executar os desejos de Deus. Jesus, que sempre nos ensina a dignificar o próprio trabalho, recebeu seu carinho e proteção.

São José é o protetor da Igreja, que peregrina em todo o orbe. Devemos ter uma profunda devoção por ele, afinal, protegeu Maria e Jesus e é modelo de todas as virtudes. Se confiamos aos seus cuidados à unidade da Igreja, as ordens e os movimentos religiosos, as famílias, ele as guardará; e ainda muitos outros como os jovens e as crianças para que não sejam arrastados pela maldade do mundo, mas caminhem segundo os planos de Deus.

Procuremos descobrir hoje e sempre a presença de São José em nossas famílias, de modo particular no mistério de nossa fé. E ele continuará sendo, como sempre foi, o nosso protetor, o nosso modelo de virtude. Que ele rogue a Deus por nós e por este mundo tão afastado do amor que precisa tanto seguir o exemplo deste santo, escolhido e amado por Deus, por Maria e por nós.

São José, rogai por nós!

Fonte: Comunidade Shalom

SÃO JOSÉ: O HUMILDE E PODEROSO PROTETOR DA SAGRADA FAMÍLIA E DA IGREJA CATÓLICA

No dia 19 de março, a Igreja Católica celebra São José, o humilde carpinteiro que desempenhou um papel crucial na história da salvação. São José é um exemplo inspirador de fidelidade, humildade e confiança na vontade de Deus. Sua relevância para a vida da Igreja Católica vai além de sua função como o pai adotivo de Jesus; ele é venerado como um poderoso intercessor e protetor da Igreja. 

Os relatos bíblicos sobre São José são limitados, mas suas ações falam volumes sobre sua grandeza espiritual. Ele é apresentado nos Evangelhos de Mateus e Lucas como um homem justo e temente a Deus, escolhido por Ele para ser o guardião e protetor da Sagrada Família. Apesar das circunstâncias desafiadoras em que se encontrava, José aceitou com humildade e confiança o plano divino para sua vida. 

São José desempenhou um papel essencial na vida de Jesus e Maria. Ele foi o protetor da Sagrada Família, cuidando e provendo para eles em todas as situações. Como tal, São José é visto como um modelo de paternidade, esposo dedicado e exemplo de virtude familiar. 

É também reconhecido como o padroeiro da Igreja Universal. Sua intercessão é invocada por fiéis em todo o mundo, buscando sua proteção e orientação em tempos de dificuldade. Sua humildade e disposição para servir inspiram os cristãos a seguirem o exemplo de vida simples e virtuosa. 

Em várias passagens bíblicas, São José é retratado como alguém que confiou plenamente na vontade de Deus, mesmo diante de circunstâncias desconcertantes. Sua obediência aos planos divinos, como visto em sua aceitação do casamento com Maria e sua fuga para o Egito, é um exemplo de fé inabalável e submissão à vontade de Deus. 

Além de ser o protetor da Sagrada Família e da Igreja, São José também é venerado como o padroeiro dos trabalhadores e dos moribundos. Sua vida como um carpinteiro representa a dignidade do trabalho humano, enquanto sua morte tranquila com Jesus e Maria ao seu lado o torna um modelo de uma boa morte. 

São José é uma figura central na fé católica, cuja vida e virtudes continuam a inspirar milhões de fiéis em todo o mundo. Sua humildade, obediência e confiança em Deus o tornam um exemplo atemporal de santidade e fidelidade. No dia de sua festa, os católicos são convidados a honrar São José e a pedir sua intercessão, confiantes de que ele é um poderoso protetor e amigo nos caminhos da vida e da fé. Neste dia do homem justo rezemos por nossos pais e avós para que a exemplo de São José deem testemunho da justiça e da honorabilidade do trabalho que dignifica e sustenta o homem e a família. Que São José, o justo, continue a interceder por nós e a guiar-nos no caminho da santidade e da salvação. Suplicamos a sua proteção para as nossas famílias! São José, rogai por nós! Amém. 

Fonte: CNBB

SOLENIDADE DE SÃO JOSÉ

Celebramos no próximo dia 19 de março de 2024 a Solenidade de São José, patrono universal da Igreja, esposo da Virgem Maria e pai adotivo de Jesus. Lembramos de São José como o chefe de família, e um pai cuidadoso e zeloso e fiel cumpridor das leis judaicas. No dia 1º de maio lembraremos de São José como o operário e trabalhador que sustentava através do suor de seu trabalho Maria e Jesus. Nesse dia também agradeceremos os 11 anos que o Papa Francisco deu início ao seu ministério petrino. Que São José interceda pela sua missão. 

A Sagrada Escritura não traz muitos detalhes sobre a vida de São José e nem como era o convívio diário da Sagrada Família. Sabemos que São José era justo e fiel aos preceitos judaicos, tanto era justo que resolve abandonar Maria em segredo ao saber que ela estava grávida, pois ele não sabia ainda que era por obra do Espírito Santo e nem havia compreendido. Se ele abandonasse Nossa Senhora corria o risco de ela ser apedrejada, pois na época as mulheres adulteras sofriam o apedrejamento. Depois ele compreende e acolhe Maria consigo e posteriormente Jesus.  

Por isso, o que a Sagrada Escritura traz sobre São José são esses momentos antes de Jesus nascer e após o seu nascimento, e narra para nós o cuidado que ele tinha com Maria e Jesus, sobretudo quando procura um lugar para que Jesus nascesse, e depois a fuga para o Egito e após a morte de Herodes a volta para Nazaré da Galileia. 

Por mais que não esteja tão presente na Sagrada Escritura, sabemos que São José deve ter ensinado a Jesus os preceitos da religião judaica e ainda o ofício de artesão. São José toma Maria e o menino Jesus e os apresenta no templo, e depois quando participam da “festa das tendas”, e no retorno Jesus fica no templo e debate com os doutores da Lei.  

São José tem tamanha importância para Igreja que a celebração de seu dia tem grau de solenidade e é celebrado na cor branca. A data da solenidade como dissemos cai no dia 19 de março, esse ano será uma terça-feira, sempre ocorre em meio ao tempo quaresmal, a Igreja faz uma pausa no período quaresmal para com alegria celebrar o padroeiro da Igreja universal. Nessa missa da solenidade de São José abre-se uma exceção e entoa-se o hino de louvor (Glória).  

Se o dia de São José tem grau de solenidade, significa que é uma oportunidade de participar da Santa Missa e todas as paróquias podem colocar missa nesse dia antes ou após o trabalho para dar oportunidade aos fiéis de participar desta pedindo a intercessão de São José. É importante irmos à Missa e rezar por todas as famílias, pelas vocações sacerdotais e religiosas, pela paz no mundo e pelas necessidades da Igreja.  

São José foi declarado patrono universal da Igreja em 1870, através do Papa Pio IX, com o decreto “Quemadmodum Deus”. Leão XIII por meio da Encíclica “Quanquam Pluries, propôs que São José fosse o advogado dos lares cristãos. Pio XII o declarou como “exemplo para todos os trabalhadores” e fixou o dia 1º de maio como a festa de São José trabalhador. Por isso, primeiro celebramos a fé de São de José e protetor das famílias depois São José como trabalhador e protetor de todos os trabalhadores.  

São José tem um papel fundamental na continuidade da história da salvação, pois ele dá continuidade a descendência Davídica, e dessa forma a vontade de Deus se cumpriu. Jesus entra em Jerusalém montado num jumentinho e aclamado como rei, da mesma forma que Davi prevê que aconteceria no Antigo Testamento. Quando o anjo aparece a José diz: Ela dará à luz um filho e tu o chamarás com o nome de Jesus, pois ele salvará o seu povo dos seus pecados” (Mt 1,21). 

A vida de São José deve ser um exemplo para todos nós, e todos os pais devem se inspirar em São José, sendo bons maridos em casa e bons chefes de famílias. Os pais hoje devem conquistar os seus filhos, ser companheiros de seus filhos, e educá-los na fé e no amor. Não existe família perfeita, mas as famílias devem fazer de tudo para viver bem.  

Façamos o esforço de participar da missa em louvor a São José com a família reunida, pedindo a intercessão de São José para que a nossa família seja o exemplo da Sagrada Família de Nazaré. É claro, que toda a família tem seus problemas diários, mas que esses problemas sejam superados com amor. A família é a Igreja doméstica e a família que reza unida permanece unida. Por isso, tenhamos momentos de oração juntos como família pedindo a intercessão de Deus.  

Queremos lembrar nesse momento de todos que trazem no nome José, sejam homens ou mulheres (muitas mulheres chamam-se Maria José), que o santo padroeiro abençoe a todos. Que essas pessoas se espelhem no santo e façam das suas vidas uma imitação do que foi de São José.  

Peçamos a São José a intercessão para que nossas colheitas sejam produtivas e tenhamos fartura de alimento ao longo de todo o ano. Que por intercessão de São José as chuvas sejam fartas ao longo de todo o ano e não enfrentemos a falta d’água. 

Aqui no Brasil o Dia dos Pais é celebrado somente no segundo Domingo de Agosto, mas em alguns países é celebrado no dia de São José, que é um exemplo de Pai para todos nós. Peçamos a intercessão de São José por todos os pais, reze por aqueles que já faleceram e se seu Pai ainda é vivo faça uma ligação ou visite-o nesse dia.  

Celebremos com alegria esse dia de São José, e peçamos que ele interceda por nós junto a Deus pai, e que todas as famílias sigam o exemplo desse grande santo. Sejamos fiéis a Palavra de Deus e anunciemos com alegria a mensagem de fé e de esperança. Se possível participe da celebração Eucarística nesse dia, confiando todas as famílias a paternal intercessão de São José.  

Fonte: CNBB

A Fonte e Origem de Toda Bênção

Bênção sobre Bênção, uma diversidade de Bênçãos, favorecendo aos batizados os Sacramentos e os Sacramentais, como auxiliares necessários à Salvação, na principal Vocação de todos os batizados, a Santidade


A Realidade da Bênção é uma realidade tão Antiga e, ao mesmo tempo, sempre Nova, com o ‘sabor’ de Eternidade. Esta tremenda, tão simples e silenciosa Realidade Revelada, com a magnitude de um Deus Único e Verdadeiro se mostra com o viço e o perfume, o odor da Vida Plena: “Da cepa brotou a rama / Da rama brotou a flor / Da flor nasceu Maria / De Maria, o Salvador; O Espírito de Deus sobre Ele pousará / De saber, de entendimento, este Espírito será / De Conselho e Fortaleza, de Ciência e de Temor / Achará sua Alegria no Temor do seu Senhor” (Reginaldo Veloso). A partir da Revelação de Deus, em Cristo Jesus, todo o Serviço de Louvor (dos clérigos e leigos), na Santa Igreja D’Ele é uma Bênção de Deus, para Deus, “Fonte e origem de toda Bênção, ‘bendito acima de tudo'” (cf. Romanos 9,5).

Em se tratando de Bênção Antiga e sempre Nova, Nosso Senhor Jesus Cristo concedeu a Grande Bênção à Sua Santa Igreja, o Concílio Vaticano II, que em sua Constituição Dogmática Lumen Gentium (LG), cujo Objeto é a Igreja como Sacramento: Bênção sobre Bênção, uma diversidade de Bênçãos, favorecendo aos batizados os Sacramentos e os Sacramentais, como auxiliares necessários à Salvação, na principal Vocação de todos os batizados, a Santidade e, por isso, o Combate, contra toda sorte de malefícios e contra toda espécie de pecados, mesmo aqueles pecados com aparência de “bondade”, de “amor”, de “liberdade”, (cf. 1 Pedro 10). A LG, em seu artigo 48 nos orienta sobre “a Igreja, à qual todos somos chamados e na qual por Graça de Deus (Bênção Suprema) alcançamos a Santidade, só na Glória Celeste alcançará a sua realização acabada, quando vier o tempo da restauração de todas as coisas (cf. Atos dos Apóstolos 3,21) e, quando, juntamente com o gênero humano, também o universo inteiro, que ao homem está intimamente ligado e por ele atinge o seu fim, for perfeitamente restaurado em Cristo”. Enquanto isso, todo batizado, sem mérito algum de sua parte, é convidado por Deus a contribuir na recondução de toda criatura, de todo universo, no uso contínuo dos Sacramentos e Sacramentais.

Vale ressaltar que, Deus quer precisar do ser humano, para que aconteça o Seu Plano de Amor e Salvação: começou concedendo “aos homens, particularmente Patriarcas, Reis, Sacerdotes, Levitas, Pais, que bendissessem Seu Nome com louvores e em Seu Nome cumulassem de Bênçãos Divinas os outros homens e as coisas criadas”; contudo, “na plenitude dos tempos” (cf. 1 Coríntios 10,11), com Nosso Senhor Jesus Cristo, Filho do Eterno Pai, “feito Carne”, na Ação do Espírito Santo escolhe os Doze Apóstolos (miseráveis pecadores, que se deixaram transformar, à exceção de Judas Iscariotes). Portanto, os Sacramentos, os Sacramentais nos chegam pela Sucessão Apostólica, querida pelo Autor e Originário de Toda Bênção, para a nossa santificação. Desta maneira, já constatamos que tanto as Bênçãos que emanam dos Sacramentos, quanto dos Sacramentais visíveis, só podem ser transmitidas por Ministros Ordenados, Bispos – Sacerdotes e Diáconos (participantes da Sucessão Apostólica), de todos os batizados, cada qual conforme a disposição do Dicastério para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos.

Ainda no número 49, da LG temos: “Deste modo, enquanto o Senhor não vier na Sua Majestade e todos os Seus Anjos com Ele (cf. Mateus. 25,31) e, vencida a morte, tudo Lhe for submetido (cf. 1 Coríntios 15, 26-27), dos Seus discípulos uns peregrinam sobre a terra, outros, passada esta vida, são purificados (purgatório), outros, finalmente, são glorificados e contemplam «claramente Deus trino e uno (os Santos), como Ele é»(146); todos, porém, comungamos, embora em modo e grau diversos, no mesmo Amor de Deus e do próximo, e todos entoamos ao nosso Deus o mesmo hino de louvor. Com efeito, todos os que são de Cristo e têm o Seu Espírito Santo, estão unidos numa só Igreja e ligados uns aos outros n’Ele (cf. Efésios 4,16). […] a constante Fé da Igreja, é reforçada pela comunicação dos bens espirituais” (147).

Vamos nos deter apenas aos Sacramentos da Eucaristia e aos da Missão (Sacramento do Matrimônio e o Sacramento da Ordem), naquilo que expressam o essencial das Bênçãos que lhes são próprias e que a partir delas, são geradas bênçãos específicas. A Sagrada Eucaristia é a  “Fonte e Ápice da Vida da Igreja” (CIC 1324) de Jesus Cristo, pois Ele mesmo, no exercício de Sua Plena Liberdade, quis e quer permanecer conosco “todos os dias, até a Consumação dos Séculos” (Mateus 28, 20); presença física Real, Corpo, Sangue, Alma e Divindade, que vem a nós, em um Único Sacrifício Redentor a cada Santa Missa, sobretudo, a Santa Missa Dominical, desejada ardentemente por Ele.

A não participação na Santa Missa Dominical é uma afronta grave e só podendo recebê-Lo fisicamente após Confessar tal insulto. Deus é Deus ciumento e quer a atenção exclusiva no Dia dedicado a Ele, Dia do Senhor (Domingo). Isto não significa que, o impedimento de receber fisicamente a Sagrada Eucaristia, não impede a Comunhão Espiritual. Ao contrário, até que seja possível a plena Reconciliação; a vida eucarística, através da Comunhão Espiritual, fortalece os laços de intimidade com o Senhor até que, a confissão dos pecados ao Sacerdote (Padre) aconteça. Somos transformados em BÊNÇÃO para nós mesmos e para os outros.  É da Família, constituída com a Bênção do Sacramento do Matrimônio, com a eficácia própria, que emana a Força Divina, que lhe cabe; é um Sacramento realizado pelos noivos (homem e mulher – Leigos Batizados), o Ministro Ordenado ou Testemunha Qualificada apenas o assistem, é deste Sacramento que emanam as Sagradas Bênçãos dos Leigos, específicas e insubstituíveis do pai e da mãe sobre os filhos e se estendem, com às Bênçãos dos tios, avós, bisavós, tataravós; todas as Bênçãos na família, entre si e extensivas à humanidade.

O Sacramento da Ordem,  é o referencial da Sucessão Apostólica, responsável pelos Sacramentos e Sacramentais, Sinais visíveis; têm por base, o primeiro Grau, o Diaconato (Serviço intimamente ligado a Instituição da Sagrada Eucaristia, no lava-pés) o Diácono (transitório ou permanente) é um servidor ao modo desejado por Jesus Cristo, podem exercer todo tipo de Bênçãos próprias a este estado; o Diácono ao Ser Ordenado Padre (2° Grau do Sacramento da Ordem), é ungido para exercer três Grandes Bênçãos específicas, onde age, na Pessoa de Cristo in persona Christiatualização do Único e Eterno Sacrifício (Santa Missa – Paixão Morte e Ressurreição de Jesus Cristo) e nos Sacramentos de Cura e libertação do pecado e da morte: – Perdoar pecados, em nome de Deus e da Santa Igreja de Jesus Cristo (Sacramento da Reconciliação ou Confissão); e, – Cura física e/ou libertação do pecado e da morte, para Deus (Unção dos Enfermos). O sacerdote, ao ser ordenado Padre, não deixa de ser Diácono, auxiliando também o Bispo (legítimo Sucessor dos Apóstolos), o Papa Francisco, no início do seu pontificado exclamou: “bom seria se todos os Padres nunca se esquecessem que são Diáconos” (Servidores). O Bispo, participante da Unção específica do 3° Grau do Sacramento da Ordem, é o único que pode gerar novos Diáconos, novos Padres e novos Bispos, em conformidade com a Sé Apostólica, em Comunhão com o Santo Padre, legítimo Sucessor de Pedro.

Enfim, “chamam-se sacramentais os sinais sagrados instituídos pela Igreja, cuja finalidade é preparar os homens para receberem os frutos dos Sacramentos e santificarem as diferentes circunstâncias da vida” (CIC 1677). Dentre os Sacramentais visíveis, a Água Benta merece destaque, São Tomás de Aquino, em sua Summa Teológica nos orienta: “A Água Benta  não leva ao efeito dos Sacramentos, que é a obtenção da Graça Santificante ou do resgate e atualização da mesma, mas dispõe para os Sacramentos; a Água Benta pode remover o que impede a obtenção da Graça, agindo contra as insídias do demônio e, contra os pecados veniais, porque desperta um movimento de respeito em relação a Deus e às coisas Divinas”. A Água Benta causa em nós um fervor interior, um zelo, fazendo crescer a Firmeza de Caráter, a determinação, quanto às realidades  Divinas e Eternas; ouso afirmar que, a Água Benta é o único Sacramental que não pode ser profanado.

Convertei-nos Senhor e seremos verdadeiramente convertidos!

Fonte: Vatican News