A incrível história de Santo Antônio Maria Zaccaria

O mês de Julho, está recheado de comemorações. Dentre as festas litúrgicas, encontramos o dia da festividade de Nossa Senhora do Carmo e de Santo Antônio Maria Zacaria. Você conhece a história dele? Ela é maravilhosa!

Ele era médico e um dos líderes da Contrarreforma. Assim, como São Paulo, era eloquente e sua fé fervorosa. Para quem aí acha que existe divisão entre fé e ciência, precisa conhecer esse Santo. Com sua vida, ele nos ensina que as duas forças caminham juntas e não separadas.

Santo Antônio Maria Zacaria é conhecido como um dos fundadores da devoção da Adoração das quarenta horas, que consiste em os fiéis realizarem quarenta horas de Adoração ao Santíssimo Sacramento.

Além disso, seu amor era tão grande por Jesus que todos os dias se propunha a tocar o sino às 15h (hora da Paixão de Cristo).

Seu amor por Jesus presente na Eucaristia, sua fé profunda e seus cuidados aos enfermos trazem a firme decisão de confiar em sua intercessão para cuidar do nosso corpo e da nossa alma.

Linda história não é mesmo? Por isso, faça essa oração:

Santo Antônio Maria Zaccaria,
auxílio dos pobres e enfermos,
o senhor que devotou a sua vida ao nosso bem espiritual,
ouve a minha humilde e esperançosa oração.
Continue seu trabalho como médico e sacerdote
obtendo de Deus a cura de minhas enfermidades físicas e morais,

para que, livre de todo mal e de todo pecado,
eu possa amar ao Senhor com alegria,
cumprir com fidelidade meus deveres,
trabalhar generosamente pelo bem de meus irmãos e irmãs,
e para minha própria santificação.
 Amém. 

Fonte: A12

 

A LIDERANÇA DO BOM PASTOR

Na Bíblia há uma abundância de referências ao líder como pastor do seu rebanho. Eram considerados pastores todos aqueles que tinham responsabilidades sobre os outros, de modo particular as autoridades civis e religiosas (cf. Ez 34,1-16; 1Pd 5,1-3). Deus é o bom pastor por excelência (cf. Sl 23; Sl 80,2). “Como um pastor, ele cuida do rebanho, e com seu braço o reúne; leva os cordeirinhos no colo e guia mansamente as ovelhas que amamentam» (Is 40,11). “A misericórdia do Senhor é para todos os seres vivos. Ele repreende, corrige, ensina e dirige, como o pastor conduz o seu rebanho” (Eclo 18,12-13). 

Os bons pastores eram a referência de segurança do rebanho, por isso os inimigos de um rebanho tinham como estratégia o ataque aos pastores, para dominarem o rebanho: “Ferirei o pastor, e as ovelhas do rebanho se dispersarão” (Mc 26,31). No seu tempo, Jesus lamentou a situação do povo disperso vagando como ovelha sem pastor (cf. Mc 6,34). Os líderes eram indicados como chefe para as comunidades afim de que elas não ficassem como rebanho sem pastor (cf. Nm 27,16-17; 1Rs 22,17). 

Líderes agressivos e negligentes foram denunciados ao longo da história do povo de Israel: “os videntes só enxergam mentiras, contam sonhos fantásticos e dão consolo sem valor: por isso, o povo anda vagando, perdido, como ovelhas sem pastor” (Zc 10,2); “Ai do pastor de coisa nenhuma, que abandona o rebanho!” (Zc 11,16). 

 O comportamento dos maus pastores 

A categoria “pastor” é uma metáfora que hoje se aplica a todos os líderes na Igreja e na sociedade: aos pais, agentes de pastorais, coordenadores de comunidades, líderes políticos, presbíteros, párocos, pastores, bispos, educadores, gerentes, profissionais em geral. Todos somos considerados pastores porque temos a responsabilidade do cuidado de outros. No capítulo 34 do profeta Ezequiel temos uma lista de atitudes condenadas dos maus pastores: a omissão, fuga da responsabilidade pessoal, violência, vaidade, insensibilidade, negligência, egoísmo etc. O texto é uma provocação para todos nós e, também muito inspirador.  

Os grandes males acusados nos pastores desse contexto bíblico, parece que ainda perduram em muitos maus pastores nos dias de hoje; a maldade acusada, se manifesta na negligência diante da própria responsabilidade (omissão, descaso, cegueira…); no egoísmo que colabora para o desvio de bens para si mesmo;  a violência no tratamento das “ovelhas” que se manifesta em atitudes de dura agressividade para com as mesmas favorecendo a dispersão do rebanho; a vaidade que se identifica com o egoísmo (“ficam cuidando de si mesmos, em vez de cuidarem do meu rebanho” (Ez 34,9), em vez de se desgastarem em prol das ovelhas, servem a si mesmos.  

 Boas atitudes: Deus é o Bom Pastor do povo 

O texto ainda evidencia a decisão divina de agir de modo totalmente contrário à atitude mercenária e mesquinha dos maus pastores que põem o rebanho a perder-se por suas deploráveis atitudes (cf. Ez 34,1-8.11.15). O texto começa com esta declaração: “Assim diz o Senhor Javé: Eu mesmo vou procurar as minhas ovelhas”. Daí segue um grande elenco de atitudes concretas que revelam o perfil desse Pastor maravilhoso. Ele é Bom porque:  

Conta o rebanho em vista de certificar-se de que nenhuma se perdeu: o Bom Pastor não quer perder e nem esquecer nenhuma de suas ovelhas. Se ao contá-las percebe que alguma faltou, vai atrás dela, até encontrá-la e com ela se alegra (cf. Mt 18,12.16). O próprio Jesus disse: “que Eu não perca nenhum daqueles que Ele me deu, mas que Eu os ressuscite no último dia” (Jo 6,39); 

Está sempre no meio das ovelhas revelando sua sensibilidade, atenção às necessidades; assume atitudes preventivas de acompanhamento em todas as circunstâncias. Isso é ser presença animadora e educativa; 

Compreende que, muitas vezes, a dispersão das ovelhas, acontece em “dias nebulosos e escuros”, ou seja, mais que maldade das ovelhas, o desencaminhamento é, às vezes, consequência da falta de visão do caminho do bem, da pressão dos condicionamentos externos, da ignorância, do aliciamento, da não assimilação de valores por parte dos liderados (cf. Ez 34,12.15); 

Cura a ovelha que se machucou. Não a culpa nem a despreza porque tem consciência da sua missão salvadora, paterna, mas age com firmeza, pois educa (cura). A cura tem uma dimensão preventiva, educativa, pedagógica; 

Fortalece a ovelha que está fraca. Volta-se com especial carinho para aquelas mais necessitadas de atenção pela situação existencial em que se encontram, por isso, “leva os cordeirinhos no colo e guia mansamente as ovelhas que amamentam” (Is 40,11); 

Abate a que estiver gorda e forte conforme o direito. O abatimento da ovelha gorda e forte significa a conclusão plena da sua missão. O abatimento prematuro ou qualquer outra forma de exploração, atenta contra o direito natural da ovelha. Todo bom pastor serve conforme o direito, não se torna personalista e nem se faz lei; 

“Julga entre ovelha e ovelha, entre carneiros e bodes”: o Bom Pastor é um promotor do discernimento e da justiça. O fato de ser “bom pastor” o faz ser sensível à justiça, à verdade, à honestidade. Por isso ele tem também a função de dirimir confusões, de resolver problemas, de definir disputas, de tomar decisões! Quando o pastor toma essa postura, as ovelhas se acolhem, se respeitam, e colaboram com o pastor.  

Muitas outras atitudes do Bom Pastor são denunciadas pela ovelha bem cuidada, como percebemos no Salmo 23. A alegria das ovelhas bem cuidadas acusa a bondade do pastor, ou seja, do líder. Deus é seu Pastor que tudo lhe assegura, que nada lhe deixa faltar (cf. Sl 23,1); conduz suas ovelhas por bons caminhos, para fontes seguras, repousantes, restaurando as forças do rebanho (cf. Sl 23,2-3); a confiança na firmeza do bom pastor leva a ovelha a não sentir medo diante dos perigos, inimigos e nem das circunstâncias adversas (cf. Sl 23,4-5). O Salmo termina fazendo referência aos sentimentos de alegria da ovelha bem cuidada: “felicidade e amor me acompanham todos os dias da minha vida” (Sl 23,6). 

 O Bom Pastor por excelência  

Jesus Cristo declarou: «Eu sou o Bom Pastor!» (Jo 10,11). De fato, durante toda a sua vida encontramos fantásticas atitudes marcadas pela perfeição do cuidado para com os seus liderados mais próximos e para com todas as pessoas. Vejamos algumas de suas atitudes presentes na parábola do Bom Pastor:  

A defesa da dignidade das ovelhas: «Eu vim para que todos tenham vida e a tenham em abundância» (Jo 10,10). A liderança não deve ser desvinculada de exigências éticas, seria uma contradição: Verdade e Amor se identificam (cf. Sl 85,11); Por outro lado, o cuidado deve ser de todas as ovelhas e não apenas de um grupo; 

A capacidade de doação (fazer-se oferta):  «Eu dou a minha vida pelas minhas ovelhas» (Jo 10,15). Todo bom pastor é capaz de doação generosa, de entrega de si mesmo. Trata-se do dinamismo de contínua dedicação que permeia a totalidade da sua vida. Nas atitudes do Bom Pastor observamos uma incondicional oblatividade: capacidade de sacrifício, percepção das necessidades, solicitude, operosidade incansável, entrega criativa e afetuosa. É na capacidade de doação que o líder demonstra a sua generosidade pastoral, não caindo no funcionalismo;  

A capacidade de relação: «Conheço as minhas ovelhas e as ovelhas me conhecem” (Jo 10,14). Na boa relação com as ovelhas está a fidelidade e o zelo do Pastor. O bom pastor segue seu rebanho acompanhando-o com carinho em todas as situações (cf. Sl 23); a relação de boa liderança pressupõe convivência, proximidade, escuta, diálogo, orientação, discernimento conjunto, senso de corresponsabilidade; 

A transcendência: «Tenho ainda outras ovelhas, devo conduzi-las também» (Jo 10,16). Trata-se de visão aberta, capaz de ir além das costumeiras fronteiras, padrões, esquemas, métodos… Visto que o Bom Pastor é «sinal (sacramento) e instrumento de Salvação» seu serviço não deve ser «confinado». A experiência da transcendência é típica de pessoas maduras, generosas, apaixonadas, otimistas, esperançosas, abertas ao novo… Bem lidera quem estimula seus liderados a “olhar” para o além. As palavras desenvolvimento, progresso, crescimento, transformação, processo, transfiguração, prosperidade… devem fazer parte dos ideais e da sensibilidade dos bons líderes.  

PARA A REFLEXÃO PESSOAL: 

O que mais lhe chama a atenção nas atitudes dos maus pastores?  

Quais outras características do Bom Pastor você ressaltaria? 

Quais são os principais desafios que devemos enfrentar para sermos bons pastores? 

Fonte: CNBB

O Papa institui a Comissão dos Novos Mártires, testemunhas da fé

Em vista do Jubileu de 2025, Francisco decidiu criar um grupo de trabalho no Dicastério das Causas dos Santos para elaborar um catálogo de todos aqueles que derramaram seu sangue para confessar Cristo no último quarto de século: “Não podemos esquecê-los”. Uma busca estendida a todas as denominações cristãs e não apenas aos católicos


Em uma Carta divulgada na quarta-feira, 5 de julho, o Papa Francisco instituiu a “Comissão dos Novos Mártires – Testemunhas da Fé” no Dicastério das Causas dos Santos, em vista do Jubileu de 2025. O objetivo do grupo de trabalho será elaborar um Catálogo de todos aqueles que derramaram seu sangue para confessar Cristo e dar testemunho do Evangelho.

Instituída pelo Papa a “Comissão dos Novos Mártires, testemunhas da fé”

 

“Os mártires da Igreja – escreve Francisco – são testemunhas da esperança que vem da fé em Cristo e incita à verdadeira caridade. A esperança mantém viva a profunda convicção de que o bem é mais forte que o mal, porque Deus em Cristo venceu o pecado e a morte”. A Comissão continuará a busca, já iniciada por ocasião do Grande Jubileu de 2000, para identificar as Testemunhas da Fé neste primeiro quarto do século e para continuar no futuro.

“Os mártires – explica Francisco – acompanharam a vida da Igreja em todas as épocas e florescem como ‘frutos maduros e excelentes da vinha do Senhor’ ainda hoje… Os mártires são mais numerosos em nosso tempo do que nos primeiros séculos: são bispos, sacerdotes, consagrados e consagradas, leigos e famílias que, nos diversos países do mundo, com o dom de suas vidas, ofereceram a prova suprema da caridade”. São João Paulo II já havia declarado em sua Carta Tertio millennio adveniente que tudo deve ser feito para assegurar que o legado dos “soldados desconhecidos da grande causa de Deus” não se perca. E em 7 de maio de 2000, esses mesmos mártires foram recordados durante uma celebração ecumênica, que reuniu no Coliseu, junto com o Bispo de Roma, representantes de Igrejas e comunidades eclesiais do mundo inteiro.

É o que Francisco tem repetidamente chamado de “ecumenismo de sangue”. “Também no próximo Jubileu – acrescenta o Papa – estaremos unidos para uma celebração semelhante. Com esta iniciativa, não pretendemos estabelecer novos critérios para a constatação canônica do martírio, mas continuar o levantamento iniciado daqueles que, até hoje, continuam a ser mortos simplesmente por serem cristãos”. “Trata-se, portanto, de continuar – explica o Pontífice – o reconhecimento histórico para recolher os testemunhos de vida, até o derramamento de sangue, dessas nossas irmãs e esses nossos irmãos, para que sua memória se destaque como um tesouro que a comunidade cristã salvaguarda. A pesquisa não se referirá apenas à Igreja católica, mas se estenderá a todas as denominações cristãs”.

“Mesmo nestes nossos tempos – lê-se mais adiante na Carta de Francisco – em que estamos testemunhando uma mudança de época, os cristãos continuam mostrando, em contextos de grande risco, a vitalidade do Batismo que nos une. Não são poucos, de fato, aqueles que, mesmo sabendo dos perigos que enfrentam, manifestam sua fé ou participam da Eucaristia dominical. Outros são mortos em seus esforços para ajudar na caridade a vida dos pobres, para cuidar daqueles que são descartados pela sociedade, para valorizar e promover o dom da paz e o poder do perdão. Outros, ainda, são vítimas silenciosas, individualmente ou em grupos, das agitações da história. Com todos eles temos uma grande dívida e não podemos esquecê-los”.

O trabalho da Comissão possibilitará, portanto, colocar lado a lado com os mártires, oficialmente reconhecidos pela Igreja, os testemunhos documentados – e são muitos, observa o Pontífice – desses “nossos irmãos e irmãs, dentro de um vasto panorama no qual ressoa a voz única da martyria dos cristãos”.  A Comissão terá que se valer da “contribuição ativa” das Igrejas particulares, dos institutos religiosos e de todas as outras realidades cristãs.

“Em um mundo onde, às vezes, parece que o mal prevalece – conclui Francisco – estou certo de que a elaboração deste Catálogo, também no contexto do iminente Jubileu, ajudará os fiéis a ler também o nosso tempo à luz da Páscoa, haurindo do tesouro de uma fidelidade tão generosa a Cristo as razões da vida e do bem”.

Fonte: Vatican News

Hoje é a festa de são Tomé, apóstolo que proclamou conhecida profissão de fé

Hoje (3), é celebrado são Tomé, recordado por ter duvidado da Ressurreição de Cristo até que o Senhor apareceu a ele, mostrando-lhe as chagas e o apóstolo fez uma profissão de fé, repetida muitas vezes até os dias de hoje. Mais tarde, veio a morrer como um grande mártir.

No evangelho de são João (20,19-29), Jesus ressuscitado apareceu aos seus discípulos quando as portas estavam trancadas, pôs-se no meio deles e disse-lhes: “A paz esteja convosco”.

Nesta ocasião, Tomé não estava presente e, quando seus companheiros lhe contaram que tinham visto o Senhor, ele duvidou. “Se não vir nas suas mãos o sinal dos pregos, e não puser o meu dedo no lugar dos pregos, e não introduzir a minha mão no seu lado, não acreditarei”, disse.

Oito dias depois, quando todos estavam novamente no mesmo lugar, inclusive Tomé, Jesus voltou a aparecer-lhes e repetiu a saudação: “A paz esteja convosco”.

Depois disse a Tomé: “Introduz aqui o teu dedo, e vê as minhas mãos. Põe a tua mão no meu lado. Não sejas incrédulo, mas homem de fé”. Tomé respondeu: “Meu Senhor e meu Deus!” Jesus disse: “Creste, porque me viste. Felizes aqueles que creem sem ter visto”.

São Tomé era judeu, natural da Galileia e um pescador. Jesus o escolheu como um dos doze Apóstolos e foi a ele quem o Senhor fez uma revelação especial na Última Ceia.

“Disse-lhe Tomé: ‘Senhor, não sabemos para onde vais. Como podemos conhecer o caminho?’ Jesus lhe respondeu: ‘Eu sou o caminho, a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim’” (Jo 14,5-6).

São Tomé pregou na Pérsia e região ao redor, Índia e Etiópia. A tradição diz que foi vendido como escravo para o rei indiano Gundafar, que buscava um arquiteto para construir seu palácio e sabia que o santo era conhecedor desta técnica.

O apóstolo pregou para a filha do rei sobre as vantagens da castidade e, por isso, foi aprisionado, mas milagrosamente escapou da prisão. No entanto, morreu como mártir na costa de Coromandel (Madrás – Índia). Ali foi descoberto seu corpo com marcas de lanças.

Séculos depois, seus ossos foram levados para Edessa e atualmente encontram-se na Catedral de Ortona (Itália).

É representado com uma lança ou um cinturão, porque se diz que, depois da Assunção de Maria, foi ao sepulcro dela e pegou o cinturão da Virgem que estava lá e que hoje é venerado na Catedral de Prato (Itália).

Fonte: ACI DIGITAL

ÓBOLO DE SÃO PEDRO

A cada ano a Igreja, na celebração de São Pedro e São Paulo, dia 29 de junho, ou no caso no Brasil, quando o dia 29 de junho não cai no domingo este é celebrado no primeiro domingo depois do dia 29, temos a coleta do óbolo de São Pedro. Neste ano a Coleta do Óbolo de São Pedro será no dia 02 de julho de 2023. São Pedro e São Paulo, colunas mestras da Igreja, entregaram-se de corpo e alma ao anúncio da fé e estabeleceram os fundamentos da Igreja visível para que continuasse seus trabalhos que irradiavam sua paixão pelo Mestre. Selaram com seu sangue este amor e deixaram-nos a firmeza da doutrina o seu exemplo para que continuemos a obra redentora até a consumação dos séculos. 

Em que consiste esta coleta? A Igreja realiza uma coleta denominada óbolo de São Pedro, destinada às necessidades da Igreja Universal cujo cuidado afeta prioritariamente aquele com quem todos estamos em comunhão, a quem foi conferida a missão de confirmar os seus irmãos. Com efeito, Jesus disse a Pedro: “E tu, uma vez convertido, confirma teus irmãos” (cf. Lc 22,32).  

Esta coleta nasceu com iniciativa de anglo-saxões no século VIII para que, na unidade da Igreja sob o Papa, pudesse ela manter-se e cumprir também, organizadamente, sua missão. Rapidamente se espalhou pelos demais países da Europa. Como outras semelhantes, passou por muitas vicissitudes diversas ao longo dos séculos até que foi consagrada pelo Papa Pio IX através da sua Encíclica Saepe venerabilis, de 5 de agosto de 1871. No Brasil, firmou-se na coleta durante as Missas da festa de São Pedro.  

São Paulo, dirigindo-se aos Coríntios nos exorta: “Que cada um dê conforme decidiu em seu coração, não com tristeza ou por obrigação, pois Deus ama a quem dá com alegria” (cf. Cor 9,7). Assim, pertencemos a uma comunidade que crê, que vive a sua fé na união fraterna da caridade e que recebeu de Deus a missão de levar a Boa Nova ao mundo. Dentro desta conscientização, deve ser recebida com alegria todas as iniciativas e atividades que nos levem a vivê-la. 

Os Papas anteriores a Francisco, já haviam mencionado a respeito do óbolo de São Pedro: o Papa Bento XVI houve por bem pôr em relevo o significado particular do Óbolo com estas palavras: “O “Óbolo de São Pedro” é a expressão mais emblemática da participação de todos os fiéis nas iniciativas de caridade do Bispo de Roma a bem da Igreja universal. Trata-se de um gesto que se reveste de valor não apenas prático, mas também profundamente simbólico enquanto sinal de comunhão com o Papa e de atenção às necessidades dos irmãos; por isso, o vosso serviço possui um valor retintamente eclesial” (Discurso aos Sócios do Círculo de São Pedro, 25 de Fevereiro de 2006).  

Já o Papa São João Paulo II: “Conheceis as crescentes necessidades do apostolado, as carências das Comunidades eclesiais especialmente em terras de missão, os pedidos de ajuda que chegam de populações, indivíduos e famílias que vivem em precárias condições. Muitos esperam da Sé Apostólica uma ajuda que, muitas vezes, não conseguem encontrar noutro lugar. Vistas assim as coisas, o Óbolo constitui uma verdadeira e particular participação na ação evangelizadora, especialmente se se consideram o sentido e a importância de partilhar concretamente as solicitudes da Igreja universal” (São João Paulo II ao Círculo de São Pedro, 28 de fevereiro de 2003).  

O critério geral, que inspira a prática do Óbolo, remonta à Igreja primitiva: “A base primeira para a manutenção da Sé Apostólica deve ser constituída pelas ofertas dadas espontaneamente pelos católicos de todo o mundo, e eventualmente também por outras pessoas de boa vontade. Isto corresponde à tradição que tem origem no Evangelho (Lc 10,7) e nos ensinamentos dos Apóstolos (1 Cor 11,14)” (Carta de São João Paulo II ao Cardeal Secretário de Estado, 20 de novembro de 1982).  

A Esmolaria Pontifícia que cuida dos mais necessitados em nome do Papa, está desenvolvendo múltiplas atividades caritativas em favor dos mais humildes. Que neste ano possamos ter um coração generoso e ajudar o Santo Padre nestas atividades de caridade. Não cansemos de ser generosos para com a Igreja de Cristo! Que vivamos como as primeiras comunidades, no amor-mútuo e na caridade. 

Fonte: CNBB

SÃO PEDRO E SÃO PAULO: OS MISSIONÁRIOS E OS EDUCADORES DO SENHOR NA IGREJA ANTIGA E ATUAL

Nós celebramos no final do mês de Junho, início de Julho, especificamente no domingo a solenidade de São Pedro e São Paulo, dois apóstolos, dois grandes missionários e educadores do Senhor Jesus Cristo. Eles foram fiéis à mensagem evangélica proclamando-a para os outros, mas, sobretudo vivenciando-a em seus corações e nas suas atividades. Atualmente a doutrina sobre eles ajuntam-se a missão e também a educação, como formas de uma vida de doação, de amor a Deus, ao próximo como a si mesmo. Se Pedro era um dos membros dos doze apóstolos, escolhidos pelo Senhor para estarem com Ele e aprenderem a sua forma de viver e de atuar (Mc 3,13-19), Paulo teve um encontro com o Ressuscitado quando estava indo para Damasco (At 9, 1-9), encontro que o marcou para toda a sua existência, pois ele passou de perseguidor a seguidor de Jesus, cheio do Espírito Santo e da palavra evangélica. Hoje a missão e a educação continuam com o Papa Francisco, na sucessão apostólica. O Senhor Jesus o abençoe na caminhada. É muito importante fazer uma análise de suas vidas marcadas pelo Senhor, pela comunidade eclesial e a forma como eles inspiram a pastoral atual para que as pessoas doem as suas vidas ao Senhor, a exemplo de São Pedro e de São Paulo.  

O Espírito Santo presentes na vida dos apóstolos. 

A missão e a educação estavam ligadas nos dois apóstolos pelo dom do Espírito Santo, os dois Pentecostes ocorridos na vida dos pagãos através dos dois apóstolos. Pedro estava na casa de Cornélio pedindo para as pessoas buscarem uma vida de convertidos do Senhor, pois ele ainda estava falando do Espírito Santo quando Ele desceu sobre todos os que estavam escutando a palavra de Deus. Desta forma os fiéis de origem judaica que estavam com Pedro admirarem-se de que o dom do Espírito Santo fosse derramado sobre os pagãos (At 10, 44-45). Em Éfeso quando Paulo realizava o batismo em nome do Senhor Jesus para as pessoas, quando ele chegou à imposição das mãos, o Espírito Santo desceu sobre eles e começaram a falar em línguas e a profetizar (At 19, 5-7). Foram duas presenças do Espírito Santo que os impulsionou os fieis para a missão e a educação.  

A missão e a educação andaram juntas nos dois apóstolos. 

Pedro e Paulo foram seguidores do Senhor e deram as suas vidas pela causa do evangelho. É possível dizer que a missão e a educação andaram juntas nestes dois grandes seguidores de Cristo Jesus. Pedro aprendeu do Mestre a forma de servir e de amar as pessoas. No reconhecimento como Messias e Filho de Deus, o Senhor lhe confiou sobre a sua pedra, a construção da sua Igreja (Mt 16,18). Ele disse ao Senhor que só Ele tem palavras de vida eterna (Jo 6, 68). Ainda que não compreendesse o gesto de Jesus na última ceia de lavar os pés dos discípulos, mas ele aceitou que o Senhor lavasse os seus pés, as suas mãos e a sua cabeça (Jo 13,9). Diante das perguntas do Senhor se ele de fato o amava, Pedro prometeu um amor especial, primeiro ao Senhor para que ele apascentasse o rebanho do Senhor (Jo 21, 15-19). Pedro assumiu a missão de coordenar os seguidores do Senhor e também de educá-los nos valores da paz e do amor a Deus, ao próximo como a si mesmo. Ele teve uma palavra muito importante no dia de Pentecostes, afirmando que Jesus era o Senhor e que o Pai o ressuscitou dos mortos, de modo que Deus o constituiu Senhor e Cristo (At 2,36) e na casa de Cornélio disse que nele há a salvação e o perdão dos pecados (At 10,43). Paulo foi missionário e educador de Jesus Cristo. Antes de sua conversão foi perseguidor dos seguidores e das seguidoras do Senhor. No caminho para Damasco onde tinha poderes para prender os cristãos, Jesus apareceu em sua vida, de modo que o encontro e a visão do Senhor foram a sua grande transformação de perseguidor para anunciador do Senhor Jesus, encarnado e Ressuscitado (At 9, 4-9). Ele não fez parte dos doze apóstolos, mas ele se tornou um grande apóstolo, o maior deles, cuja missão foi grande diante dos demais, como ele dirá por que foi uma pessoa imbuída pelo Espírito Santo a proclamar para as pessoas, aos povos, a mensagem de salvação do Senhor Jesus Cristo (1 Cor 15,9-10). Ele fez diversas viagens pelo mundo constituindo comunidades, formando pessoas para o seguimento do Senhor. Neste sentido ele foi também um grande educador das pessoas e dos povos, conduzindo-os para Deus. O Apóstolo disse que ainda que a comunidade de Coríntios tivesse milhares de educadores em Cristo, não tinham muitos pais, porque foi Ele que por meio do evangelho os gerou em Cristo Jesus (1 Cor 4,15).  

O que os santos padres disseram a respeito dos apóstolos, missionários e educadores?!

São Clemente de Roma, papa no final do século I e início do século II disse que Pedro e Paulo foram bons apóstolos, missionários e educadores. Pedro, pela inveja injusta, suportou muitas fadigas, sacrifícios, mas depois de ter prestado testemunho, isto é, de dar a sua vida pelo Senhor, foi para o lugar vitorioso que lhe era devido, a vida eterna com o Senhor. Paulo, da mesma forma, sofrendo pela inveja e a discórdia mostrou o preço reservado à perseverança. São Clemente disse que após ele ter alcançado os limites do Ocidente, deu um testemunho diante das autoridades, dando a sua vida pelo Senhor, foi para o lugar santo, tornando-se o maior modelo de perseverança. Em Roma, Pedro e Paulo foram mártires do Senhor, após uma missão e educação profícuas pela Igreja e pelo Reino de Deus.  

Roma: A Igreja que presidiu o amor e os seus fundadores. 

Santo Inácio de Antioquia, bispo nos séculos I e II afirmou que a Igreja de Roma, tendo presente os dois apóstolos, Pedro e Paulo, era aquela que presidia ao amor sem dúvida pela graças da missão e da educação. O fato era que a Igreja de Roma tinha a sua preferência por ser a primeira das Igrejas do mundo onde residia o sucessor dos apóstolos, Pedro e o grande evangelizador dos pagãos, Paulo. Ela é digna de ser chamada feliz, de louvor, que porta a lei de Cristo, que porta o nome do Pai 

Santo Ireneu de Lião reforçou a Tradição Apostólica no sentido de que os Apóstolos Pedro e Paulo evangelizaram em Roma, tornando-se os dois fundadores daquela Igreja. Por isso foram chamados de missionários e de educadores da Igreja de Roma. 

O martírio dois missionários e educadores. 

Santo Agostinho, bispo de Hipona nos séculos IV e V afirmou que Pedro foi o primeiro dos apóstolos pela missão que o Senhor lhe confiou na condução de sua Igreja, na qual o Senhor lhe daria as chaves do Reino dos céus (Mt 16,18-19). Paulo foi o grande evangelizador e educador na fé ao dizer que não se sentiria bem se não evangelizasse (1 Cor 9,16). Santo Agostinho disse que a Igreja celebrava o martírio dos dois apóstolos como se na verdade os dois eram como um só em Cristo Jesus. Eles deram o mesmo testemunho ao Senhor pela doação de suas vidas. Pedro foi à frente e Paulo o seguiu. É celebrado o dia festivo, consagrado para toda a Igreja pelo sangue dos apóstolos. É preciso segundo Santo Agostinho, amar a fé, a vida, os trabalhos, os sofrimentos, os testemunhos, as missões, as educações dadas, as pregações dos dois apóstolos, Pedro e Paulo. 

São Pedro e São Paulo seguiram a Jesus Cristo, amaram a Igreja do Senhor, foram missionários, educaram pessoas e povos para a vida que vem de Deus Uno e Trino em vista da salvação humana. Eles foram e são duas luzes no grande luzeiro que é o Senhor Jesus Cristo, na missionariedade e na educação para que mais pessoas sejam missionárias e educadoras da fé, da esperança e da caridade. O Senhor acompanhe o Papa Francisco na condução da Igreja pela paz, pelo amor a Deus, ao próximo como a si mesmo.  

Fonte: CNBB

PAPA: ROCHA, PONTE, GUARIDA E ROSTO DE CRISTO ENTRE NÓS

Papa Francisco em março de 2023

 

A Solenidade Martirial de São Pedro e São Paulo, fundadores da Igreja de Cristo, grandes luminárias que como olhos brilham no rosto da Igreja e a conduzem a partir e em nome de Cristo comemora o Dia do Papa. O múnus ou a função Petrina na Igreja, Primado de Pedro Príncipe dos Apóstolos como Pastor Universal é celebrada e reverenciada como fonte de unidade e fidelidade à Palavra do Senhor.  

O símbolo da Rocha expressa a consistência e permanência desta função de guardar a fé e manter a coesão doutrinal e pastoral da Igreja, não permitindo que a Palavra e o ensinamento do Mestre Divino sejam deturpados ou confundidos. Já a palavra Ponte vem de uma categoria de sacerdotes romanos (pontífices), e considera o Papa como elo entre Cristo e a humanidade e vínculo de amor comunhão entre os fiéis e os povos da terra.  

O termo guarida assinala mais a tarefa de ser amparo, ponto de encontro e espaço de paz e reconciliação a serviço do gênero humano, ajudando a curar feridas, socorrer as pessoas nos seus dramas e necessidades. Finalmente a expressão Rosto é devida a frase de Santa Catarina de Sena que definia ou via o Papa “como o doce Rosto de Cristo na Terra”.  

Esta citação carinhosa e devota quer revelar que o Papa como afirmava o Bispo Santo Inácio, vivência autenticamente o primado do amor, encarnando como ninguém a ternura e a misericórdia do Senhor Jesus, como cita o Papa Francisco, devemos ‘primeiriar’ no amor, no compromisso especialmente com os pobres.  

Estas quatro palavras chave nos fazem descobrir que o Papa mais que um príncipe ou chefe de Estado é um mensageiro que vive e testemunha com fidelidade e entrega total a presença de Cristo e do Reino para toda a humanidade e a Criação inteira.  

Que Deus proteja, ilumine e fortaleça nosso querido e amado Papa Francisco, tornando-o feliz e santificando-o plenamente, para ser sempre entre nós o sinal inequívoco do Bom Pastor que dá a vida por suas ovelhas. Deus seja louvado!  

Fonte: CNBB

Por que o mês de julho é dedicado ao Preciosíssimo Sangue de Jesus?

Junho foi dedicado ao Sagrado Coração de Jesus, e neste mês somos motivados a honrar ao Seu Precioso Sangue que foi derramado para o perdão de todos os pecados.

O sangue é vida, e toda vez que pensamos na expressão “derramar o sangue”, lembramos do martírio, da doação e, com isso, pensamos em Jesus. Ele derramou o próprio sangue por nós. A partir deste fato, existe uma devoção particular na Igreja Católica que está ligada à Paixão de Jesus Cristo: é a honra do seu Preciosíssimo Sangue.

São João Batista apresentou Jesus ao mundo dizendo: “Eis o cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo” (Jo 1,29). Sem o Sangue desse Cordeiro não há salvação.

São Pedro ensina que fomos resgatados pelo Sangue do Cordeiro de Deus mediante “a aspersão do seu sangue. Porque vós sabeis que não é por bens perecíveis, como a prata e o ouro, que tendes sido resgatados da vossa vã maneira de viver, recebida por tradição de vossos pais, mas pelo precioso Sangue de Cristo, o Cordeiro imaculado e sem defeito algum, aquele que foi predestinado antes da criação do mundo.”

Origem da devoção

Esta devoção é o reconhecimento do sacrifício de Jesus e como Ele derramou seu sangue para a salvação da humanidade. Além disso, este sangue é feito presente através da Eucaristia, podendo ser comungado na Santa Missa, juntamente com o corpo de Cristo, sob a aparência de pão e vinho.

Com o passar do tempo, a Igreja desenvolveu várias festas ao Preciosíssimo Sangue, mas foi no século XIX que uma festa universal foi estabelecida. Durante a Primeira Guerra Italiana pela Independência, em 1849, o Papa Pio IX foi para o exílio em Gaeta, onde estava com Don Giovanni Merlini, terceiro superior geral dos Padres do Preciosíssimo Sangue.

Enquanto a guerra ainda estava em fúria, Merlini sugeriu ao Papa Pio IX que criasse uma festa universal ao Precioso Sangue para implorar a ajuda celestial de Deus para acabar com a guerra e trazer a paz a Roma. Pio IX, posteriormente, fez uma declaração em 30 de junho de 1849 que ele pretendia criar uma festa em honra ao Precioso Sangue. A guerra terminou e ele retornou a Roma pouco depois.

Em 10 de agosto, ele oficializou e proclamou que o primeiro domingo de julho seria dedicado ao Preciosíssimo Sangue de Jesus Cristo. Mais tarde, o Papa Pio X atribuiu o dia 1º de julho como a data fixa dessa celebração.

Depois do Vaticano II, a festa foi removida do calendário, mas uma Missa votiva em honra do Preciosíssimo Sangue foi estabelecida e pode ser celebrada no mês de julho (assim como na maioria dos outros meses do ano).

O Sangue de Cristo representa a Sua vida humana e divina, de valor infinito, oferecida à Justiça Divina para o perdão dos pecados de todos os homens de todos os tempos e lugares. O Catecismo da Igreja Católica (CIC 616) nos ensina: “nenhum homem, ainda que o mais santo tivesse condições de tomar sobre si os pecados de todos os homens e de se oferecer em sacrifício por todos. A existência em Cristo da pessoa Divina do Filho torna possível seu sacrifício redentor por todos”.

O Precioso Sangue nos motiva a meditar sobre a oferta total de Jesus pela humanidade

Por estas razões, todo o mês de julho é tradicionalmente dedicado ao Preciosíssimo Sangue, e os católicos são encorajados a meditar sobre o profundo sacrifício de Jesus e o derramamento de seu sangue para a humanidade.

“Mas Deus demonstra seu amor para conosco pelo fato de Cristo ter morrido por nós quando éramos ainda pecadores. Quanto mais, então, agora, justificados por seu sangue, seremos por ele salvos da ira” (Rm 5,8s).

Sugestão de oração para todo o mês de Julho:

Ó Deus, que pelo Precioso Sangue do teu Filho Unigênito redimiu o mundo inteiro, preserva em nós o trabalho de tua misericórdia, para que, sempre honrando o mistério da nossa salvação, possamos merecer obter bons frutos. Por nosso senhor Jesus Cristo, Teu Filho, que vive e reina na unidade do Espírito Santo, um só Deus, para todo o sempre. Amém. Admitidos à vossa mesa sagrada, ó Senhor, com alegria extraímos água das fontes do Salvador: que o vosso sangue, pedimos a vós, torne dentro de nós uma fonte de água que salta para a vida eterna. Amém.

 

Fonte: Comunidade Shalom

Papa: inspirar-se em Pedro e Paulo para uma Igreja humilde e aberta

Na Solenidade dos Santos Pedro e Paulo, Francisco exortou os fiéis a se inspirarem nos Apóstolos para crescer como Igreja do seguimento, como Igreja humilde que nunca dá por terminada a busca do Senhor, tornando-se simultaneamente uma Igreja aberta, que encontra a sua alegria não nas coisas do mundo, mas no anúncio do Evangelho ao mundo.


Seguimento e anúncio: estas foram as duas palavras ressaltadas pelo Papa na homilia da Solenidade dos Santos Pedro e Paulo, festejada neste 29 de junho. No Brasil, a data foi transferida para o próximo domingo, 2 de julho.

Na Basílica de São Pedro, concelebraram com o Pontífice os 32 arcebispos nomeados no ano passado. Entre eles, há quatro lusófonos: três brasileiros e um moçambicano: Dom José Carlos Souza Campos, de Montes Claros (MG); Dom Juarez Sousa da Silva, de Teresina (PI); Dom Paulo Jackson Nóbrega de Sousa, de Olinda e Recife (PE); e Dom João Carlos Hatoa Nunes, de Maputo. Na celebração, o Papa abençoou os pálios, que depois serão impostos pelo Núncio na arquidiocese, junto à comunidade local.

Na Basílica, como é tradição, também estava presente uma delegação do Patriarcado Ecumênico de Constantinopla. A Santa Sé retribui o gesto fraterno, enviando um representante na Festa de Santo André, em 30 de novembro, padroeiro da Igreja local.

Já em sua homilia, Francisco se inspirou na pergunta que Jesus dirige aos discípulos, contida no Evangelho de Mateus: “Vós, quem dizeis que Eu sou?” (Mt 16, 15). Para o Pontífice, esta é a pergunta fundamental, a mais importante: Quem é Jesus para mim?

Seguimento

Os dois Apóstolos responderam a esta pergunta de modo diferente. A resposta de Pedro poderia se resumir em uma palavra: seguimento. Pedro largou tudo para ir atrás do Senhor. E o Evangelho sublinha que foi “imediatamente”, não disse a Jesus que iria pensar, fazer cálculos para ver se lhe convinha, não apresentou desculpas para adiar a decisão, mas deixou as redes e O seguiu. Haveria de descobrir tudo dia após dia, no seguimento de Jesus.

Aquela anotação “imediatamente”, acrescentou o Papa, vale também para nós: se há tantas coisas na vida que podemos adiar, o seguimento de Jesus não pode ser uma delas. E atenção! Pois algumas desculpas aparecem disfarçadas de espiritualidade, como “não sou digno”, “não sou capaz”. Para Francisco, são artimanhas do diabo, que nos rouba a confiança na graça de Deus. A lição de Pedro, portanto, é: devemos nos desprender de nossas seguranças terrenas, imediatamente, e seguir Jesus todos os dias.

Anúncio

Já a resposta de Paulo se resume na palavra anúncio. No caminho de Damasco, Jesus foi ao seu encontro e cegou-o com a sua luz, ou melhor, graças àquela luz, Saulo deu-se conta de quanto era cego. Assim, consagra a sua vida a percorrer terra e mar, cidades e aldeias, para anunciar Jesus Cristo.

Portanto, à pergunta “quem é Jesus para mim”, Paulo não responde com uma religiosidade intimista, mas com a inquietação de levar o Evangelho aos outros. Também hoje, observou o Papa, a Igreja tem necessidade de colocar o anúncio no centro, que não se cansa de repetir: “Ai de mim se eu não evangelizar”. Uma Igreja que precisa anunciar como necessita de oxigênio para respirar.

Francisco exortou os fiéis a se inspirarem nos Apóstolos Pedro e Paulo para crescer como Igreja do seguimento, como Igreja humilde que nunca dá por terminada a busca do Senhor, tornando-se simultaneamente uma Igreja aberta, que encontra a sua alegria não nas coisas do mundo, mas no anúncio do Evangelho ao mundo.

Dirigindo-se aos Arcebispos que recebem o Pálio, pede que sejam apóstolos como Pedro e Paulo, discípulos no seguimento e apóstolos no anúncio. Por fim, o Pontífice saudou a Delegação do Patriarcado Ecumênico de Constantinopla, enviada por Bartolomeu. “Obrigado pela presença! Caminhemos juntos, no seguimento e no anúncio da Palavra, crescendo na fraternidade. Que Pedro e Paulo nos acompanhem e intercedam por nós.”

Fonte: Vatican News

Reconhecidas as virtudes heroicas de Irmã Lúcia e de dom Antônio de Almeida Lustosa

A guardiã do “terceiro segredo” torna-se Venerável juntamente com outros quatro Servos de Deus, entre os quais o salesiano brasileiro Antônio de Almeida Lustosa, arcebispo de Fortaleza, falecido em 1974. Francisco, que estará no Santuário de Fátima em agosto, autorizou a promulgação do Decreto. Também foi reconhecido o martírio de dez sacerdotes e dez leigos da arquidiocese de Sevilha, mortos durante a Guerra Civil Espanhola em 1936: eles serão proclamados Beatos.


Irmã Lúcia dos Santos, um dos três pastorzinhos de Fátima, é Venerável.

 

Irmã Lúcia dos Santos, um dos três pastorzinhos de Fátima, é Venerável. Na manhã desta quinta-feira, o Papa Francisco recebeu o cardeal Marcello Semeraro, prefeito do Dicastério para as Causas dos Santos, autorizando a promulgação do Decreto que reconhece as virtudes heroicas da religiosa. Junto com a Irmã Lúcia, o salesiano brasileiro Antônio de Almeida Lustosa, arcebispo de Fortaleza, falecido em 1974, tornou-se Venerável, “convencido”, como afirma a biografia no site do Dicastério para as Causas dos Santos, “de que a primeira evangelização consiste em devolver a dignidade às pessoas e às famílias mais pobres”: ele também foi ensaísta, cientista e artista. Outros 3 Servos de Deus se tornaram Veneráveis. O martírio de dez sacerdotes e dez leigos da arquidiocese de Sevilha, mortos por ódio à fé durante a Guerra Civil Espanhola em 1936, também foi reconhecido e eles foram proclamados Beatos.

A guardiã do “Terceiro segredo”

Nascida em Aljustrel em 28 de março de 1907, a Irmã Lúcia teve uma série de aparições da Virgem Maria em 1917 na Cova da Iria, em Fátima, Portugal, junto com seus dois primos Francisco e Jacinta Marto. Após a morte prematura de seus primos, que faleceram alguns anos depois devido à gripe espanhola e foram canonizados pelo Papa Francisco em 2017, a Irmã Lúcia permaneceu como a única guardiã da mensagem que lhe foi confiada por Nossa Senhora, que ela transcreveu, a pedido do bispo de Leiria, José Alves Correia da Silvia, em quatro documentos entre 1935 e 1941. Outro escrito, datado de 1944, continha a terceira parte do segredo de Fátima, o chamado “terceiro segredo”, e foi enviado a Roma, aberto pela primeira vez em 1960 e não revelado por São João XXIII e São Paulo VI. Foi São João Paulo II – particularmente devoto de Nossa Senhora de Fátima – que tornou o segredo conhecido no ano 2000.

Excepcionalidade e normalidade

A Irmã Lúcia viveu com empenho a custódia da mensagem mariana durante toda a sua longa vida, primeiro no colégio das Irmãs Doroteias em Vilar, depois como carmelita em Coimbra, onde faleceu em 13 de fevereiro de 2005. A distinção entre sua vida e as aparições, diz o decreto, “é difícil também porque muitos de seus sofrimentos tiveram que ser atribuídos às aparições: ela sempre foi mantida escondida, protegida, guardada. Pode-se ver em toda a sua vida a dificuldade de manter juntas a excepcionalidade dos eventos dos quais ela foi espectadora e a ordinariedade de uma vida monástica como a do Carmelo”. Em 13 de maio de 1967, a Irmã Lúcia foi a Fátima para se encontrar com São Paulo VI. Ela fez o mesmo com São João Paulo II em 13 de maio de 1982, quando o Pontífice ofereceu a Nossa Senhora uma das balas da tentativa de assassinato contra ele no ano anterior, e depois novamente em 13 de maio de 1991 e 13 de maio de 2000. Após a morte da Irmã Lúcia, o Papa Bento XVI também visitou Fátima em 2010 e o Papa Francisco em 2017. O próprio pontífice visitará o santuário em 5 de agosto, como etapa de sua viagem a Lisboa para a Jornada Mundial da Juventude.

Dom Antonio de Almeida Lustosa, 2º arcebispo de Fortaleza

Dom Antonio de Almeida Lustosa,  2º arcebispo de Fortaleza

Antônio de Almeida Lustosa nasceu em 11 de fevereiro de 1886 de uma família da burguesia de São João del-Rei, no Estado brasileiro de Minas Gerais (MG). Dos pais aprendeu o espírito de sacrifício e o valor do trabalho. Os salesianos tinham aberto fazia pouco um internato – o Colégio Dom Bosco – em Cachoeira do Campo (MG).

‍Antônio ali foi aos 16 anos. Dois anos depois decidiu tornar-se salesiano. Distinguiu-se por penetrante inteligência e por real empenho na vida religiosa. Aos 26 anos já era ordenado sacerdote. Foi feito Mestre de Noviços, e também Diretor (em Lavrinhas, no Estado de São Paulo), sendo encarregado da formação dos aspirantes salesianos, dos Estudantes Salesianos de Filosofia e também de Teologia. Além de ensinar, formava ao apostolado salesiano numerosos clérigos, animando, com a ajuda deles, as paróquias e os oratórios nas cidadezinhas próximas.

Em 1925 foi eleito Bispo de Uberaba, também em Minas Gerais (MG). Achou o seminário praticamente vazio: depois de um ano tinha no ginásio perto de 30 seminaristas. Interessou-se pelos excluídos, fazendo sua a urgência da justiça social. Não haviam passado sequer quatro anos que foi transferido a Corumbá, no hoje Mato Grosso do Sul (MS), sede maior e com maiores dificuldades para a evangelização. Após dois anos foi nomeado Arcebispo do Belém do Pará (PA), imensa Diocese da Região Norte do Brasil. Ali ficou dez anos, prodigalizando-se com a mesma generosidade de sempre.

Em 1941 foi transferido à importante sede de Fortaleza, no Estado do Ceará (CE), onde se expendeu com tudo o que era, por bem 22 anos, vivendo intensamente o “Da mihi animas” de Dom Bosco. Convencido de que a primeira evangelização consiste no redar dignidade às pessoas e famílias mais pobres, fundou ambulatórios, o hospital São José, escolas populares gratuitas e círculos operários. Inaugurou a “Sopa dos pobres” e os Serviços Sociais da Arquidiocese. Sem nunca esquecer o pastoreio das almas, deu vida ao Pré-Seminário, ao Santuário “Nossa Sra. de Fátima” e à ‘Rádio Assunção Cearense’. Para dar assistência às famílias do campo fundou a Congregação das ‘Josefinas’.

Dom Antonio foi um escritor prolífico nos setores mais variados: teologia, filosofia, espiritualidade, hagiografia, literatura, geologia, botânica… De se não esquecer o seu finíssimo senso de humor. Assaz apreciado foi também no campo artístico: são seus os vitrais da Catedral de Fortaleza.

Em 1963 se retirou à Casa salesiana, de Carpina (PE), onde transcorreu os últimos 11 anos de vida e onde aos 14 de agosto de 1974 entregou a sua alma a Deus. Seu corpo repousa na Catedral de Fortaleza.

Dom Antônio de Almeida Lustosa agora é “Venerável Servo de Deus”.

Vinte mártires da Guerra Civil Espanhola em Sevilha

O decreto desta quinta-feira também reconhece 20 mártires da fé durante a Guerra Civil Espanhola em 1936. Entre eles está o padre Manuel González-Serna Rodríguez, nascido em Sevilha em 1880 e nomeado pároco na vizinha Constantina em 1911. Preso na noite de 19 de julho de 1936 por milicianos republicanos, ele foi executado na sacristia quatro dias depois. Naquele verão de 1936, no início da Guerra Civil Espanhola, outros 9 sacerdotes e 10 foram mortos em Sevilha e arredores, muitas vezes após serem presos e sem julgamento, no clima de perseguição que os republicanos estabeleceram contra qualquer pessoa que professasse ser membro da Igreja Católica. Padre Mariano Caballero Rubio teve sua paróquia em Huelva incendiada antes de ser preso, e o seminarista Enrique Palacios Monrabà foi preso e morto junto com seu pai aos 19 anos de idade. Entre os mártires estavam também um advogado, um farmacêutico, membros do conselho paroquial e um paquete das freiras Clarissas, que vivia com sua mãe viúva perto do mosteiro.

Os outros novos Veneráveis

Junto com a Irmã Lúcia e o salesiano brasileiro Antônio de Almeida Lustosa, arcebispo de Fortaleza estão os veneráveis: padre veneziano Antonio Pagani, teólogo franciscano no Concílio de Trento, promotor do laicato católico e fundador dos Irmãos da Cruz e da Sociedade das Irmãs Demissas em 1579; a Irmã Mary Lange, que deixou sua terra natal, Cuba, e foi para os Estados Unidos por causa da discriminação racial e, em 1829, fundou a Congregação das Irmãs Oblatas da Providência em Baltimore, dedicada à educação escolar; por fim, a religiosa vicentina Anna Cantalupo, que, em Catânia, dedicou-se a cuidar dos pobres doentes, especialmente dos órfãos de guerra, organizando assistência espiritual para os soldados da Segunda Guerra Mundial que passavam pela cidade siciliana.

Fonte: Vatican News

Relatório 2023 da ACN: um em cada três países tem a liberdade religiosa violada

Existem formas de perseguição ou discriminação com base religiosa em mais de 60 países ao redor do mundo, e na maioria deles, a situação em 2022 piorou em relação ao ano anterior. Estima-se que um total de 325 milhões de cristãos sejam perseguidos. É o que destaca, entre outros, o XVI relatório da Ajuda à Igreja que Sofre, apresentado em Roma na quinta-feira.


Igreja de São Sebastião em Negombo, Sri Lanka, após atentado na Páscoa de 2019 (REUTERS/Stringer) (Madusanka Siriwardana)

 

E se fôssemos impedidos até mesmo de elevar o olhar e rezar ao nosso Deus? Uma resposta detalhada a esta pergunta vem do 16° Relatório sobre a liberdade religiosa no mundo, elaborado pela Fundação de direito pontifício Ajuda à Igreja que Sofre (ACS) e apresentado na quinta 22 de junho, na Embaixada da Itália junto à Santa Sé.

Fundos italianos para cristãos perseguidos

O Relatório de 2023 demonstra mais uma vez que não é possível prescindir da liberdade religiosa sem afetar os fundamentos da estrutura social e antropológica de qualquer sociedade humana, sem romper a harmonia e a convivência entre os indivíduos e os povos, foi destacado por todos que participaram da apresentação. Após a saudação de Francesco Di Nitto, embaixador da Itália junto à Santa Sé, a apresentação do relatório foi aberta por uma mensagem em vídeo da primeira-ministra, Giorgia Meloni, que anunciou a destinação de uma primeira parcela de 10 milhões de euros de fundos para as comunidades cristãs perseguidas ao redor do mundo. Seguiu-se a leitura de uma mensagem do chanceler italiano, Antonio Tajani, e discursos na presença do subsecretário do primeiro-ministro, Alfredo Mantovano, do presidente da ACS Internazionale, cardeal Mauro Piacenza, e do presidente da ACS Italia , Sandra Alfaiates.

Perseguições cada vez mais graves

O conteúdo do Relatório foi descrito por Alessandro Monteduro, diretor da ACS Italia, que imediatamente destacou que a situação das perseguições não dá sinais de melhorar. Com efeito, em 61 dos 196 países do mundo existem formas de perseguição ou discriminação de natureza religiosa. Na prática, o direito humano fundamental à liberdade de religião é violado em um país em cada três (31%). No total, cerca de 4,9 bilhões de pessoas, ou 62% da população mundial, vivem em países onde a liberdade religiosa é severamente restringida. De maneria geral a perseguição por ódio à fé piorou e a impunidade dos perseguidores está mais difundida.

O estudo abrange o período de janeiro de 2021 a dezembro de 2022 e representa o único relatório não governamental que analisa o respeito e as violações do direito à liberdade religiosa consagrado no artigo 18 da Declaração Universal dos Direitos Humanos. A ser destacado ainda que em 49 países onde se registam violações, são os governos que perseguem os seus cidadãos por motivos religiosos, com pouca reação da comunidade internacional.

Entre as fileiras dos principais perseguidores, além de governos autoritários, certamente aparecem o extremismo islâmico e o nacionalismo étnico-religioso. No Relatório, 28 Estados estão marcados em vermelho, eles denotam os lugares mais perigosos do mundo para praticar livremente a religião. Outros 33 Estados estão em laranja, indicando altos níveis de discriminação.

Na África e da Ásia as áreas com maior sofrimento

A África continua a ser o continente mais violento, com um aumento dos ataques jihadistas que torna a situação da liberdade religiosa ainda mais alarmante. Quase metade dos “países quentes” do planisfério do Relatório, ou seja, 13 dos 28, estão na África. A concentração da atividade jihadista é particularmente evidente na região do Sahel em torno do Lago Chade, em Moçambique e na Somália, e está se espalhando para os países vizinhos.

China e Coreia do Norte continuam sendo os dois países asiáticos com as piores violações de direitos humanos, incluindo a liberdade religiosa. Lá, o Estado exerce um controle totalitário por meio de vigilância e medidas extremas de repressão contra a população.

O Relatório da ACS também presta muita atenção à Índia, onde os níveis de perseguição estão aumentando, por meio da imposição de um perigoso nacionalismo étnico-religioso, particularmente prejudicial às minorias religiosas. Leis anticonversão foram aprovadas ou estão sendo consideradas em 12 dos 28 Estados da Índia; esses regulamentos prevêem sentenças de até dez anos de prisão e incluem benefícios financeiros para aqueles que se converterem ou retornarem à religião majoritária.

Os incidentes de conversões religiosas forçadas, sequestros e violência sexual (incluindo escravidão sexual) não diminuíram no período de dois anos em análise, pelo contrário, continuam amplamente ignorados pelas forças policiais e autoridades judiciais locais, como é o caso do Paquistão, onde jovens cristãos e hindus são freqüentemente sequestradas e submetidas a casamentos forçados.

Piacenza: perseguição com luvas brancas

Por fim, o Relatório da ACS denuncia os crescentes limites à liberdade de pensamento, consciência e religião nos países que pertencem à Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE). Nos últimos dois anos, em relação àqueles que querem exprimir e viver abertamente a sua fé, o Ocidente passou de um clima de “perseguição educada” para uma generalizada “cultura da anulação” e do “discurso forçado”, caracterizado por fortes pressões sociais para induzir o cumprimento das correntes ideológicas mais em voga.

Sobre este último ponto, o cardeal Piacenza citou a expressão “perseguição com luva de pelica” usada pelo Papa Francisco. O cardeal recordou então que o próprio Jesus Cristo viveu a experiência da perseguição e do martírio. “Em mais de vinte séculos de história – observou o presidente da ACS -, nunca houve um tempo em que os cristãos, com maior ou menor virulência, não fossem perseguidos”. O cardeal destacou então que “a liberdade religiosa é a mãe de todas as liberdades, pois a ela estão ligadas: liberdade de pensamento e palavra, liberdade de expressão e agregação, liberdade de consciência e de culto”.

Monsenhor Nare: os jihadistas afetam a coexistência

A apresentação do relatório foi concluída com o testemunho de Tabassum Yousaf, advogado na Supremo Tribunal de Sindh, Paquistão, que defende legalmente os cristãos perseguidos, e de monsenhor Théophile Nare, bispo de Kaya, Burkina Faso.

O prelado africano contou como a convivência pacífica foi uma realidade generalizada em seu país até 2015, ano em que se intensificou a atividade de grupos extremistas islâmicos que recrutam jovens milicianos. “Atos de terrorismo islâmico estão na ordem do dia em quase toda a nação”, afirmou o bispo, referindo-se também aos ataques à sua diocese que causaram vítimas entre sacerdotes e leigos. Monsenhor Nare também se referiu aos esforços dos líderes religiosos e políticos para manter boas relações entre os grupos religiosos, mas há um forte temor de que a violência jihadista possa levar a divisões.

Fonte: Vatican News


Com a mente e o coração na “Cidade Maravilhosa”: Papa recorda os dez anos da JMJ do Rio

Em carta, Papa recorda a Jornada Mundial da Juventude do Rio de Janeiro em 2013 e faz votos que se renove nos participantes daquela Jornada, e brote no coração dos jovens de hoje, o empenho missionário de uma “Igreja em saída”, sempre atenta ao mandato de Jesus Cristo: “Ide e fazei discípulos entre todas as nações (Mt 28, 19).


Prestes a viver as emoções da JMJ de Lisboa, o Papa voltou sua “mente e coração” à Cidade Maravilhosa, onde dez anos atrás viveu um dos eventos mais intensos do seu pontificado.

As lembranças do Papa afloraram quando o arcebispo de Rio de Janeiro, card. Orani João Tempesta, escreveu uma carta ao Pontífice recordando justamente os dez anos da Jornada, que se completam agora no próximo mês de julho.

Francisco retribuiu com outra carta, em que assegura que continua “indelével” em sua memória a recordação daquele encontro em terras cariocas, durante sua primeira Viagem Apostólica fora da Itália, como Bispo de Roma e Sucessor do Apóstolo Pedro, “com a missão de confirmar os irmãos na fé”.

As palavras contidas na carta de Dom Orani, afirma o Papa, “transportaram-me o coração e a mente até aqueles dias vividos no meio da juventude do Brasil e do Mundo reunida na ‘Cidade Maravilhosa'”.

JMJ Rio de Janeiro – Papa Francisco

 

Por ocasião do décimo aniversário do evento, o Pontífice faz votos que se renove nos participantes daquela Jornada, e brote no coração dos jovens de hoje, o empenho missionário de uma “Igreja em saída”, sempre atenta ao mandato de Jesus Cristo: “Ide e fazei discípulos entre todas as nações (Mt 28, 19).

O Papa conclui confiando tais votos à intercessão de Nossa Senhora Aparecida e de São Sebastião, enviando ao seu anfitrião no Rio a sua saudação, acompanhada da bênção de Deus, que estende de bom grado ao clero e a todos os fiéis da dileta Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro.

Fonte: Vatican News