Leão XIV aos sacerdotes de Roma: é urgente anunciar o Evangelho

O Papa recebeu o clero de sua diocese e deu orientações para trabalharem juntos diante de “uma crescente erosão da prática religiosa”. O Pontífice exortou a vencer a tentação da autorreferencialidade, a colocar-se ao lado dos jovens e compreender sua desorientação, relançar o anúncio cristão que é a “prioridade”. Que se busquem “caminhos e maneiras que ajudem as pessoas a entrar novamente em contato com a promessa de Jesus”.

Reacender a chama que Deus acendeu por primeiro, oferecendo a oportunidade de colaborar em Sua obra; observar os sinais dos tempos, identificando as mudanças, para relançar o anúncio do Evangelho para além do cansaço da vida sacerdotal, do peso da rotina e do afastamento de muitos da fé, que pode pesar como uma pedra de moinho. E há também os jovens, frágeis, distantes da Igreja, perdidos e com uma inquietação interior que, em casos extremos, se transforma em violência. É nessa escuridão que o fogo do chamado e sua luz se tornam cura, se tornam um horizonte de esperança. Estas foram as palavras proferidas pelo Papa Leão XIV durante o encontro, nesta quinta-feira (19/02), na Sala Paulo VI, no Vaticano, com o clero da Diocese de Roma, da qual é Bispo.

O Papa acolheu os sacerdotes romanos, expressando sua “grande alegria” pelo encontro e explicando, em tom de brincadeira, que, embora fosse o início da Quaresma, a audiência “não é um ato de penitência”. Seu longo discurso foi o de um “pastor segundo o coração de Deus”, recomendação feita aos muitos sacerdotes presentes. Entre as muitas questões urgentes destacadas pelo Papa, uma em particular se sobressaiu:

É urgente retornar a anunciar o Evangelho: esta é a prioridade. Com humildade, mas também sem desânimo, devemos reconhecer que «parte do nosso povo batizado não sente a sua pertença à Igreja», e isso também convida a vigiar em relação a uma «sacramentalização sem outras formas de evangelização». Como todas as grandes aglomerações urbanas, a cidade de Roma é marcada pela mobilidade permanente, por uma nova forma de habitar o território e de viver o tempo, por estruturas relacionais e familiares cada vez mais plurais e, por vezes, fragilizadas.

Um novo caminho

É fundamental uma mudança de ritmo, encontrar “caminhos e meios que ajudem as pessoas a entrarem novamente em contato com a promessa de Jesus”, exortou o Papa.

A iniciação cristã, muitas vezes ditada pelos horários escolares, precisa ser repensada: precisamos experimentar outras formas de transmitir a fé, mesmo fora dos caminhos tradicionais, para tentar envolver crianças, jovens e famílias de maneiras novas.

Uma crescente erosão da prática religiosa

Expressando gratidão pelo trabalho realizado diariamente nas paróquias, Leão XIV enfatizou a necessidade de uma “inversão de marcha” na relação entre iniciação cristã e evangelização, que por vezes é enfraquecida por um modelo clássico que se concentra da administração dos sacramentos e pressupõe a transmissão da fé na família ou no ambiente em que se vive.

Na realidade, as mudanças culturais e antropológicas ocorridas nas últimas décadas mostram que já não é mais assim; pelo contrário, testemunhamos uma crescente erosão da prática religiosa.

“Ler” os Jovens

Um quadro complexo em que os elementos da fé se entrelaçam com os elementos culturais e sociais que condicionam a vida da juventude atual.

Trata-se, portanto, de compreender e ler o profundo mal-estar existencial que os habita, sua desorientação, suas muitas dificuldades, bem como os fenômenos que os envolvem no mundo virtual e os sintomas de uma preocupante agressividade, que por vezes leva à violência.

Acolher e escutar

Leão XIV está ciente do compromisso de muitos sacerdotes na linha de frente, de seu sentimento de impotência diante das graves dificuldades, mas oferece uma direção, sugerindo que as paróquias se engajem no diálogo e na interação “com as instituições locais, com as escolas, com os especialistas em educação e ciências humanas, e com todos aqueles que se preocupam com o destino e o futuro de nossos jovens”.

Não temos soluções fáceis que garantam resultados imediatos, mas, na medida do possível, podemos escutar os jovens, estar presentes, acolhê-los e compartilhar um pouco de suas vidas.

Reavivar o dom de Deus

Ao delinear o papel do sacerdote, o Pontífice convidou os sacerdotes a não se sentirem como “executores passivos de uma pastoral predefinida”, mas os exortou a usar a própria criatividade para colaborar com a obra de Deus.

Igreja de Roma, lembre-se de reavivar o dom de Deus!

Fonte: Vatican News

CF: mais de 60 anos unindo fé, solidariedade e compromisso social; em 2026, a moradia volta ao centro do debate

 

Criada há mais de seis décadas, a Campanha da Fraternidade (CF) se consolidou como uma das principais iniciativas evangelizadoras e sociais da Igreja no Brasil. Realizada todos os anos durante a Quaresma, a ação mobiliza comunidades católicas em todo o país para unir oração, reflexão e atitudes concretas em favor dos mais vulneráveis. Em 2026, o tema escolhido retoma um desafio histórico do país: o direito à moradia digna.

Como surgiu a Campanha da Fraternidade?

A Campanha da Fraternidade nasceu na Quaresma de 1962, em Nísia Floresta (RN), por iniciativa de dom Eugênio de Araújo Sales. Desde o início, foi pensada como uma mobilização ampla, com tempo determinado e arrecadação financeira, uma verdadeira campanha de solidariedade voltada à promoção da fraternidade cristã por meio da ajuda aos mais necessitados.

No ano seguinte, a experiência foi ampliada para as três dioceses do Rio Grande do Norte e mais 13 dioceses do Nordeste, alcançando grande adesão, especialmente em Fortaleza (CE), sob o impulso de dom José de Medeiros Delgado.

Ainda em 1963, durante o Concílio Vaticano II, os bispos brasileiros decidiram levar a iniciativa para todo o país. A decisão foi comunicada por dom Helder Camara, então secretário-geral da CNBB. Assim, em 1964, a CF passou a ser realizada em âmbito nacional, sob os cuidados da Cáritas e da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).

Desde então, tornou-se expressão de comunhão, conversão e partilha, alcançando comunidades em todos os cantos do Brasil.

Por que a CF aborda temas sociais?

A fraternidade é o foco permanente da Campanha. Já o tema anual busca iluminar situações concretas em que essa fraternidade está ameaçada ou ausente, exigindo conversão pessoal e transformação social.

Ao longo dos anos, a CF passou a ter um caráter formativo e participativo, ajudando a construir consciência cristã e cidadã. Além da reflexão, mantém o chamado “gesto concreto”: a Coleta Nacional da Solidariedade.

Do valor arrecadado, 60% permanecem nas arquidioceses, formando os Fundos Arquidiocesanos de Solidariedade, que apoiam projetos locais. Os outros 40% compõem o Fundo Nacional de Solidariedade, destinado a iniciativas sociais em todo o Brasil.

Dessa forma, fé e ação caminham juntas, fortalecendo a dimensão sociocaritativa da Igreja.

CF 2026: Fraternidade e Moradia

A cada ano, os bispos do Conselho Episcopal Pastoral da CNBB (CONSEP) acolhendo as sugestões vindas dos regionais, dos organismos do Povo de Deus, das Ordens e Congregações Religiosas e dos fiéis leigos e leigas, escolhem um tema e um lema para chamar a atenção sobre uma situação que, na sociedade atual, necessita de conversão, em vista da fraternidade, do bem comum. 

Para 2026, acolhendo sugestão da Pastoral da Moradia e Favelas, os bispos escolheram o tema “Fraternidade e Moradia”, com o lema “Ele veio morar entre nós” (Jo 1,14).

A proposta convida os cristãos a refletirem sobre a realidade habitacional do país. Embora a moradia digna seja um direito garantido pela Constituição, milhões de brasileiros ainda vivem sem casa ou em condições precárias.

Atualmente 6,2 milhões de famílias não têm moradia adequada e 328 mil pessoas vivem em situação de rua.

Para a Campanha, a moradia digna é a porta de entrada para todos os demais direitos. Sem ela, faltam segurança, saúde, educação e dignidade. A CF 2026 quer estimular comunidades, poder público e sociedade civil a buscar soluções concretas para enfrentar o déficit habitacional e fortalecer políticas públicas de habitação.

“É bom que todos nos perguntemos: por que estão sem casa estes nossos irmãos? Não tem um teto, por quê?”

A moradia já foi tema da CF em 1993

Esta não é a primeira vez que a Igreja coloca a questão da moradia em destaque. Em 1993, a Campanha da Fraternidade trouxe o tema “Moradia” e o lema “Onde moras?” (Jo 1,39).

Naquele ano, a CF denunciou a desigualdade urbana e o contraste entre a “cidade legal”, planejada e estruturada, e a “cidade irregular”, marcada por favelas, cortiços, ocupações e moradias precárias.

A reflexão apontou problemas como especulação imobiliária; má distribuição do solo urbano; falta de saneamento e investimentos públicos; crescimento de favelas em áreas de risco e histórico de exclusão habitacional das populações pobres.

Entre as propostas estavam a regularização de áreas ocupadas, construção de moradias populares, subsídios habitacionais, infraestrutura urbana e fortalecimento de associações comunitárias e da Pastoral da Moradia.

A edição de 1993 reafirmou o compromisso evangélico da Igreja com os mais pobres e defendeu a casa própria como condição básica para a dignidade, a vida familiar e o exercício da cidadania.

Fé que se transforma em ação

Ao retomar a temática da moradia em 2026, a Campanha da Fraternidade reforça sua missão histórica: transformar a espiritualidade quaresmal em compromisso concreto com a justiça social.

Mais do que uma iniciativa anual, a CF segue sendo um convite permanente à conversão do coração e das estruturas, para que a fraternidade se torne realidade na vida do povo brasileiro.

Saiba mais

CNBB lança cartaz da Campanha da Fraternidade 2026 com foco na moradia digna – CNBB

CNBB apoiou, em 2025, 234 projetos de Ecologia Integral com R$ 7.236.241,96 que impactam 918.969 pessoas em todo país – CNBB

Campanhas – CNBB

Fonte: CNBB

 

3ª edição da Corrida Luz reúne mais de 700 atletas em celebração da fé e do esporte

A Catedral de Nossa Senhora da Luz promoveu a 3ª edição da Corrida Luz, um evento que já se consolida como um dos momentos mais aguardados da programação do Novenário de Nossa Senhora da Luz, padroeira da Diocese. A corrida integrou oficialmente o calendário do novenário, que acontece de 23 de janeiro a 02 de fevereiro, unindo espiritualidade, saúde e convivência comunitária.

Nesta edição, mais de 700 atletas participaram da Corrida Luz, vindos de diferentes cidades, demonstrando que o evento ultrapassa os limites do esporte e se torna um verdadeiro testemunho de comunhão, alegria e devoção. Cada passo dado ao longo do percurso simbolizou não apenas esforço físico, mas também fé, superação e gratidão.

A Corrida Luz é uma iniciativa da Catedral da Luz, que busca evangelizar também por meio do esporte, promovendo qualidade de vida, fraternidade e o fortalecimento dos laços com a comunidade. O evento reflete o espírito do novenário: caminhar juntos, sob o olhar materno de Maria, deixando-se conduzir pela Luz que é Cristo.

Mais do que uma competição, a Corrida Luz é um encontro. Um momento em que atletas, famílias, grupos da paróquia e fiéis se unem em uma mesma intenção: celebrar a vida, a fé e a presença amorosa de Nossa Senhora da Luz na história do povo.

A Catedral agradece a todos os participantes, apoiadores e voluntários que contribuíram para o sucesso da 3ª edição da Corrida Luz e convida toda a comunidade a seguir participando do Novenário de Nossa Senhora da Luz, acompanhando a programação presencialmente e pelas redes sociais.

 

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Novena de Nossa Senhora da Luz conta com a presença de bispos convidados em suas primeiras noites

A Paróquia Nossa Senhora da Luz, deu início, na última sexta feira, os festejos em honra à sua padroeira. Sendo um momento de muita alegria e devoção para a cidade de Guarabira. No primeiro dia da programação, a Catedral teve a honra de receber Dom Francisco de Sales, frade carmelita e Bispo da Diocese de Mossoró – RN

Dom Francisco de Sales Alencar Batista, da Ordem dos Carmelitas, fez sua profissão religiosa em 24 de janeiro de 1988 e, posteriormente, foi ordenado sacerdote em 29 de novembro de 1995.

 

No exercício do ministério sacerdotal, Dom Francisco de Sales assumiu diversas funções de relevância pastoral e administrativa. Entre elas, atuou como formador de estudantes de Filosofia e reitor da Basílica do Carmo, em Recife, além de exercer o ofício de pároco. Do mesmo modo, foi Conselheiro e Prior Provincial da Província Carmelita de Pernambuco, bem como Vice-Prior do Colégio Internacional Sant’Alberto, em Roma. Antes de sua nomeação episcopal, desempenhava a função de Secretário-Geral da Ordem dos Carmelitas, também na capital italiana.

Já no episcopado, em 8 de junho de 2016, foi nomeado bispo de Cajazeiras pelo Papa Francisco e ordenado em 14 de agosto do mesmo ano, sendo instalado na diocese em setembro de 2016. Desde então, passou a exercer importantes responsabilidades na Conferência Nacional dos Bispos do Brasil
(CNBB), atuando inicialmente como secretário e, posteriormente, sendo eleito presidente da Regional Nordeste 2 para o quadriênio 2023-2027, além de integrar a Comissão Episcopal para a Doutrina da Fé.

Em 18 de novembro de 2023, foi nomeado bispo da Diocese de Mossoró, tomando posse como sétimo bispo diocesano em 17 de fevereiro de 2024, em celebração realizada na Catedral de Santa Luzia.

Também, tivemos a celebração no dia seguinte (24/01) do Dom Nereudo Freire, que é bispo auxiliar da Arquidiocese de Olinda e Recife e possui uma trajetória marcada pela atuação pastoral e administrativa na Igreja. Ao longo de seu ministério, exerceu funções como vigário paroquial da Paróquia Jesus Cristo Rei e dedicou-se à formação sacerdotal, atuando como reitor, formador e ecônomo em seminários da Arquidiocese da Paraíba.

Nomeado bispo auxiliar em novembro de 2024, foi ordenado episcopalmente em janeiro de 2025 e tomou posse do ofício em fevereiro do mesmo ano, no Recife.

 

Além disso, desde 2014 atua como ecônomo da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e integra, desde 2023, o Comitê Gestor da instituição.

E para celebrar a missa dominical (25/01), recebemos Dom Antonio Ranis, que ingressou na Congregação do Santíssimo Redentor em 1994, iniciando sua formação religiosa em Garanhuns (PE). Realizou estudos em Filosofia pela Universidade Católica de Pernambuco e em Teologia pelo Instituto Teológico Pastoral do Ceará, sendo ordenado sacerdote em 2006. Ao longo do ministério presbiteral, exerceu funções pastorais e formativas, como vigário paroquial, formador do aspirantado redentorista e superior provincial da Vice-Província do Recife, no quadriênio 2011–2014.

Posteriormente, atuou como pároco, vigário episcopal para a vida religiosa e formador em diversas comunidades redentoristas no Nordeste e no Centro-Oeste, aliando a missão pastoral à formação acadêmica, com pós-graduação em espiritualidade e estudos em Direito Canônico.

Em fevereiro de 2025, foi nomeado pelo Papa Francisco bispo da Diocese de Caicó, recebendo a ordenação episcopal em celebração realizada em Arapiraca – AL.

Pascom Luz

Novena de Nossa Senhora da Luz: programação convida fiéis à oração

À medida que se aproxima a Novena de Nossa Senhora da Luz, o coração da Igreja em Guarabira se prepara para viver dias de fé, oração e esperança. A divulgação deste momento tão especial não é apenas um convite a participar de uma programação religiosa, mas um verdadeiro chamado a caminhar sob o olhar materno de Maria, aquela que conduz o povo de Deus à Luz que é Cristo.

Nossa Senhora da Luz, padroeira da Diocese de Guarabira, é presença viva na história, na fé e na vida do seu povo. Ao longo dos dias da novena, cada anúncio, cada publicação e cada convite partilhado carrega a missão de reacender a chama da devoção mariana nos lares, nas comunidades e nos corações, lembrando que Maria jamais abandona seus filhos, especialmente nos momentos de escuridão e provação.

A Catedral de Nossa Senhora da Luz convida todos os fiéis a viverem intensamente este tempo de graça, fé e comunhão. Participe conosco da Novena de Nossa Senhora da Luz e permita que Maria caminhe ao seu lado, iluminando sua vida e sua família com a Luz que vem de Cristo. Acompanhe toda a programação presencialmente, na Catedral, e também pelas redes sociais oficiais @catedraldaluz, onde serão partilhados momentos de oração, reflexões, imagens e informações diárias da novena. Mesmo à distância, você faz parte desta caminhada de fé.

Venha rezar conosco!

Nossa Senhora da Luz, rogai por nós.

Guarabira vive a abertura da Festa da Luz com carreata e Missa Solene presidida por Dom Francisco de Sales

A Paróquia de Nossa Senhora da Luz – Catedral Diocesana de Guarabira dá início, no dia 23 de janeiro, à tradicional Festa de Nossa Senhora da Luz, padroeira da Paróquia e da Diocese de Guarabira, reunindo fiéis em um momento de fé, comunhão e devoção mariana. Com o tema do dia voltado à missão e ao discipulado, a abertura marca oficialmente o início do Novenário, fortalecendo a espiritualidade do povo de Deus e convidando toda a comunidade a viver intensamente este tempo de graça.

Carreata abre oficialmente a programação festiva

A programação de abertura tem início às 18h, com a Carreata, que sairá da Igreja Matriz de Santo Antônio, reunindo famílias, comunidades, pastorais e movimentos em um gesto público de fé e devoção a Nossa Senhora da Luz. Em seguida, às 19h, acontece o Hasteamento das Bandeiras, simbolizando a solenidade do momento e a unidade da Igreja em torno de sua padroeira.

Carretada de abertura da Festa da Luz 2025, passando pela Avenida Dom Pedro II, em Guarabira/PB.

 

Hasteamento das bandeiras, em 2025, feito por alunos do Colégio da Luz, em Guarabira/PB, e acompanhado por Dom Aldemiro Sena, Pe. Raul e a Deputada Estadual, Camila Toscano.

 

Imagem de Nossa Senhora da Luz, na Carreata de abertura da Festa da Luz 2025, passando pelas ruas de Guarabira/PB.

 

Momento da aspersão dos veículos, feito pelo Pe. Raul, Pároco e Cura da Catedral, em 2025.

 

Missa Solene de Abertura do Novenário

Às 19h30, será celebrada a Santa Missa Solene de Abertura do Novenário, presidida por Dom Francisco de Sales, bispo convidado da Diocese de Mossoró-RN, em um momento especial que reforça a comunhão entre as Igrejas particulares e a importância da Festa para a vida da Diocese de Guarabira.

Dom Francisco de Sales Alencar Batista, nomeado bispo de Mossoró/RN em 18 de novembro de 2023 após a renúncia por idade de Dom Mariano Manzana, possui uma sólida trajetória religiosa e acadêmica. Ele fez a profissão religiosa na Ordem dos Freis Carmelitas em 24 de janeiro de 1988 e foi ordenado sacerdote em 29 de novembro de 1995.

Concluiu os estudos de Filosofia no Instituto Salesiano de Filosofia (INSAF), em Olinda, e de Teologia na The Milltown of Theology and Philosophy, em Dublin, na Irlanda, aprofundando sua formação com licenciatura em Teologia Espiritual no Pontifício Instituto de Espiritualidade Teresianum, em Roma. Sua posse como sétimo bispo diocesano ocorreu em 17 de fevereiro de 2024, durante solene celebração eucarística realizada no adro da Catedral de Santa Luzia, em Mossoró/RN.

Dom Francisco de Sales Alencar Batista, O. Carm, Bispo de Mossoró e Presidente do Regional Nordeste 2, da CNBB.

 

Intenções especiais da noite

A abertura do Novenário também será marcada por intenções especiais, com oração dedicada a motoristas, motociclistas e seminaristas, reconhecendo a missão, o serviço e a caminhada vocacional desses grupos, tão presentes na vida da Igreja e da sociedade.

Convite à participação

A Paróquia de Nossa Senhora da Luz convida toda a população de Guarabira e cidades vizinhas a participar deste grande momento de fé, levando sua família e unindo-se à comunidade para celebrar a padroeira, sob o lema da Festa: “És padroeira, és mãe triunfal.” A Festa da Luz é mais que uma tradição: é um encontro de espiritualidade, amor a Maria e renovação da esperança, que transforma corações e fortalece a caminhada cristã.

Pascom Luz

És Padroeira, És Mãe Triunfal: Guarabira se prepara para a Festa de Nossa Senhora da Luz

A Paróquia de Nossa Senhora da Luz – Catedral Diocesana de Guarabira – prepara-se para viver mais uma vez um dos momentos mais significativos de sua caminhada pastoral e espiritual: a Festa de Nossa Senhora da Luz, padroeira da Paróquia e da Diocese de Guarabira. A celebração mobiliza toda a comunidade católica e fiéis de diversas cidades da região, reafirmando a fé, a tradição e a identidade religiosa do povo guarabirense.


Comunidade unida na preparação

Desde o mês de outubro, a Paróquia vem realizando reuniões de alinhamento com grupos, pastorais e movimentos, com o objetivo de integrar ideias, organizar ações e promover inovações na Festa. O processo de preparação tem sido marcado pela comunhão, corresponsabilidade e espírito missionário, fortalecendo a participação de toda a comunidade paroquial.

A proposta é preservar a tradição religiosa da Festa, ao mesmo tempo em que se amplia o envolvimento das famílias, das crianças, dos jovens e de toda a sociedade guarabirense.

Atividades religiosas e comunitárias em destaque

A Festa contará com uma programação diversificada, que une espiritualidade, evangelização e convivência fraterna. Entre as ações já confirmadas, destacam-se:

  • Quermesse Luz, espaço de confraternização, partilha e apoio às ações pastorais;

  • Corrida Luz, que acontecerá no dia 25 de janeiro, promovendo saúde, fé e integração comunitária;

  • Procissão das Crianças, momento especial de evangelização e protagonismo infantil;

  • Carreata de abertura, no dia 23 de janeiro, marcando oficialmente o início da Festa;

  • Jantar com Nossa Senhora, ocasião de convivência fraterna e apoio às atividades paroquiais;

  • Procissão Solene, no dia 02 de fevereiro, data dedicada a Nossa Senhora da Luz e feriado municipal em Guarabira, reunindo milhares de fiéis em um dos momentos mais marcantes da Festa.

Divulgação da programação oficial

A programação detalhada por dia, com horários das celebrações, novenas e demais atividades, será apresentada em um lançamento oficial, cuja data será divulgada previamente pelos canais oficiais da Paróquia de Nossa Senhora da Luz.

Fé, tradição e identidade diocesana

Mais do que um evento religioso, a Festa de Nossa Senhora da Luz é expressão viva da fé, da cultura e da história do povo de Guarabira. Ao longo dos dias festivos, a Paróquia convida toda a comunidade a renovar sua devoção, fortalecer os laços de solidariedade e testemunhar publicamente a fé na Mãe da Luz, padroeira e mãe triunfal da Diocese.

Pascom Luz

2026: Um ano para reencontrar a unidade sob o olhar da Mãe de Deus

Ao raiar do primeiro dia de 2026, a Igreja não nos convida a olhar para as oscilações da economia ou para as previsões políticas. A Liturgia, em sua sabedoria materna, nos faz olhar para uma mulher com uma criança nos braços. Celebramos, na Oitava do Natal, a Solenidade de Santa Maria, Mãe de Deus. Começamos o ano civil sob a proteção daquela que gerou o Autor da Vida e, consequentemente, gerou a própria esperança. 

Neste mesmo dia, a Igreja celebra o Dia Mundial da Paz. E é sobre essa paz — não a paz dos cemitérios, nem a paz armada, mas a paz de Cristo — que sinto a urgência de falar ao coração de cada fiel católico e de cada pessoa de boa vontade. 

Entramos em 2026, um ano que trará, inevitavelmente, o calor dos debates públicos e das escolhas políticas em nosso país. Contudo, trago um apelo que nasce do Evangelho: que este não seja um ano de divisões, mas de reencontro. 

Nos últimos tempos, vimos uma ferida aberta no tecido de nossa sociedade e, dolorosamente, até dentro de nossas comunidades e famílias. Vimos a polarização política tentar sequestrar a fé. Vimos irmãos de caminhada, que partilham do mesmo Cálice e do mesmo Pão na Eucaristia, olharem-se como inimigos por causa de divergências ideológicas. 

Isso precisa cessar. 

O desafio para todo cristão em 2026 é claro e exigente: colocar os valores do Reino de Deus acima de qualquer bandeira partidária. A nossa identidade primária não é de esquerda, de direita ou de centro; a nossa identidade primária é batismal. Somos, antes de tudo, filhos de Deus e irmãos em Cristo. Quando a preferência política nos faz odiar o irmão, difamar o próximo ou romper a comunhão eclesial, transformamos a ideologia em idolatria. 

A liturgia de hoje nos aponta o caminho. Maria é Mãe de todos os discípulos. Aos pés da Cruz, ela não fez distinções; ela acolheu o Corpo de seu Filho, ferido e chagado. A Igreja, corpo místico de Cristo, não pode permitir que as paixões políticas a desmembrem. Como nos alertou o Apóstolo Paulo: “Acaso Cristo está dividido?” (1 Cor 1,13). 

O cristão deve, sim, ser “sal da terra e luz do mundo” na política, defendendo a vida, a justiça social, a liberdade e a dignidade humana. Mas deve fazê-lo com a caridade que é o distintivo dos seguidores de Jesus. A verdade não precisa de gritos nem de ofensas para ser anunciada. 

Que em 2026, tenhamos a coragem de ser artífices da unidade. Que nossas paróquias sejam oásis de fraternidade onde as diferenças de opinião não anulem o mandamento do amor. Que saibamos debater ideias sem atacar pessoas. 

Começamos o ano pedindo a intercessão da Theotokos, a Mãe de Deus. Que Ela, Rainha da Paz, nos ensine que só construiremos um país melhor se formos capazes de nos reconhecer, novamente, como irmãos. Que o amor de Cristo seja o único partido a governar plenamente os nossos corações. 

Um santo, abençoado e unido ano de 2026 a todos! 

Fonte: CNBB

Domingo da alegria

Esta expressão é usada no terceiro domingo do Advento e a motivação para isto está na proximidade da chegada de Jesus, no Natal. As leituras bíblicas da liturgia desse domingo fazem referência e um convite, dizendo, “alegrai-vos sempre no Senhor!” (Fp 4,4). É como o agricultor que fica alegre quando chegam as chuvas e umedecem a terra, dando esperança de colheita com muita fartura. 

 A humanização de Deus acontece em função do bem da pessoa humana. Na verdade, é o Senhor que vem para dar nova vida, nova dignidade e liberdade para seus filhos. Isto significa superar as diversas tramas e atitudes opressivas que causam desespero e sofrimento para muita gente. O nascimento de Jesus aconteceu, e acontece hoje no coração das pessoas, para humanizar e divinizá-las. 

Fatos bíblicos do passado levaram à desumanização das populações. Podemos citar dois deles: A escravidão e sofrimento no Egito e a reclusão no Exílio da Babilônia. Nessas circunstâncias, o que dominava mesmo era o desespero, a falta de liberdade e a baixa autoestima. Cristo veio para restaurar a vida, a esperança e a alegria, tudo aquilo que faz as pessoas viverem bem e felizes. 

Ao falar de Natal, dizemos que Cristo se encarnou e nasceu para mudar a sorte do povo sofrido, porque só ele é capaz de criar encorajamento e fazer surgir vida totalmente nova numa realidade de sofrimento. Talvez seja lamentável sentir uma cultura que esvazia paulatinamente o verdadeiro e mais profundo sentido do Natal, transformando-o num clima mais comercial do que espiritual. 

A alegria que envolve um momento do Advento tem relação com as palavras de João Batista: “Aquele que vem depois de mim é mais poderoso do que eu. Não sou digno de levar suas sandalhas” (Mt 3,11). Significa a alegre chegada de novos ares, nova vida e nova esperança. É uma narrativa importante para os cristãos, porque Jesus é o Messias esperado desde um longínquo passado. 

Todo esse cenário bíblico remete para sinais sensíveis do vindouro Reino de Deus, o Reino da verdade. Por isto, é motivo de júbilo, de expectativa, que faz vislumbrar e consolidar a salvação, trazida por Cristo. Agora é ter sensibilidade e acolher, no fundo do coração, sua chegada, deixar-se transformar por ele e não permitir que a luz da esperança tome conta e esvazie nossa vida. 

Fonte: CNBB

Festa de Nossa Senhora da Luz 2026: Uma Identidade Visual Que Une Fé, Tradição e Cultura

Com grande entusiasmo, a Catedral da Luz anuncia a identidade visual oficial da Festa de Nossa Senhora da Luz 2026, uma obra de arte que transcende a simples ilustração para se tornar um verdadeiro manifesto de fé e cultura. A arte celebra a padroeira, unindo o sagrado à estética vibrante e profundamente enraizada da Xilogravura Nordestina.

Nesse sentido, a composição se baseia no contraste poderoso entre o amarelo ouro – que irradia o brilho da Luz e a glória divina – e o azul profundo, evocando o manto protetor de Maria e o céu estrelado. Ao centro, a imagem de Nossa Senhora da Luz emerge majestosa, emoldurada por um arco floral, e coroada pela icônica silhueta da Cruz de Brennand, um símbolo de fé e patrimônio localizado na Serra da Jurema.

Dessa forma, a composição visual não apenas homenageia a Virgem, mas também se ancora em marcos da nossa história, apresentando as silhuetas da Catedral da Luz e a figura devota de Frei Damião, unindo, de forma coesa, a devoção, a cultura popular e a forte identidade paraibana. Esta identidade visual, anunciando que “O BRILHO DA LUZ VEM AÍ!”, é um convite vibrante para a comunidade celebrar a Mãe de Deus sob o lema de exaltação: “ÉS PADROEIRA, ÉS MÃE TRIUNFAL.”

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Pascom Luz

Advento: a chama que nos desperta para o futuro de Deus

O Advento chega sempre como quem acende uma vela no escuro. De repente, a pequena chama abre espaço na noite e revela que há algo mais: um caminho, uma promessa, um horizonte que insiste em nascer. Em um mundo fatigado por urgências, distrações e um presente que muitas vezes parece repetir-se sem sentido, o Advento é a estação espiritual que nos devolve a coragem de esperar — não de braços cruzados, mas com o coração aceso. 

A liturgia deste tempo recorda que a fé cristã não é memória de um passado remoto, mas vigília pelo Cristo que vem. A Igreja convida-nos a entrar num tempo em que o futuro de Deus se torna urgente, quase palpável. A cada ano, a comunidade cristã repete com os primeiros discípulos: “Vem, Senhor!” – não como devoção ingênua, mas como confissão madura de que a criação inteira geme e sofre à espera de plenitude. O Advento, por isso, não celebra apenas o nascimento de Jesus em Belém; ele reacende em nós a esperança obstinada de sua vinda gloriosa, quando toda lágrima será enxugada e a justiça terá a última palavra. 

Entre ruídos do mundo e a casa interior 

No fundo, este tempo é uma provocação. A pergunta que ressoa, delicada e firme, é: ainda sabemos esperar? Entre telas luminosas, rotinas aceleradas e uma avalanche de informações, corremos o risco de perder a interioridade — aquela casa silenciosa onde Deus costuma falar. O Advento devolve-nos essa morada interior. Ensina que a verdadeira preparação acontece quando voltamos ao coração, onde o Espírito mantém viva a inquietação dos que buscam o Senhor como a aurora. 

Os antigos Padres afirmavam que o cristão é aquele que permanece vigilante, “sabendo que o Senhor vem”. Mas, para muitos, o Advento tornou-se apenas prólogo do Natal, uma espécie de cenário decorativo antes das festas. O texto que inspira esta reflexão denuncia esse perigo: a regressão simplória que reduz o Mistério à lembrança de um bebê na manjedoura. Quando isso acontece, empobrece-se a esperança cristã e perde-se a força transformadora deste tempo. O Advento não celebra apenas o Deus que veio — celebra o Deus que virá e que já vem hoje, misteriosamente, em cada gesto de justiça, em cada recomeço, em cada partilha. 

Há uma tensão bonita neste tempo: caminhamos “pela fé e não pela visão”. A salvação já foi inaugurada, mas ainda não chegou em sua plenitude. Vivemos entre o “já” e o “ainda não”, sustentados por uma esperança que não decepciona. Por isso, o Advento é o tempo dos que não desistem de acreditar que Deus reserva ao mundo um futuro de luz; tempo dos que lutam por dignidade, enfrentam a violência e caminham com os pobres à espera do dia em que a verdade brilhará como sol sem ocaso. 

Vigiar, discernir e manter a chama acesa 

Teilhard de Chardin perguntava: “Cristãos, que fizemos da espera do Senhor?” O Advento devolve atualidade a essa pergunta. Ele convoca-nos a manter acesa, sobre a terra, a chama do desejo. Ensina-nos a reconhecer os sinais discretos da chegada de Deus: um perdão concedido, uma reconciliação que parecia improvável, uma comunidade que reza e trabalha pela paz. A vinda do Senhor acontece onde há gestos de ternura, onde vidas feridas encontram cuidado, onde a justiça floresce mesmo em meio ao frio da noite. 

Celebrar o Advento é ousar acreditar que Deus vem ao nosso encontro — não apenas no final dos tempos, mas já agora, no entrelaçar da história humana com a história da graça. É permitir que a promessa do Reino reoriente nossas escolhas, desperte nossa solidariedade e renove nossa missão. É caminhar com o coração atento, como vigias que pressentem a aurora antes que ela apareça. 

Que este Advento reacenda em nós a chama do desejo de Deus. Que se abram nossos olhos para perceber sua passagem. Que despertemos para a urgência de sua vinda. E que nossa vida inteira se transforme em oração antiga e sempre nova: 

“Vem, Senhor Jesus!” 

Fonte: CNBB

A Medianeira não divide a Fé: Ela a ilumina

No dia 4 de novembro de 2025, foi publicada pelo Dicastério para a Doutrina da Fé da Santa Sé uma nota intitulada Mater Populi Fidelis (Mãe do Povo Fiel). O documento recorda que não é apropriado atribuir à Virgem Maria o título de “Co-redentora”, pois Cristo é o único Redentor da humanidade. Ao mesmo tempo, afirma que o título “Medianeira de Todas as Graças” pode ser usado na Igreja, desde que compreendido em seu sentido correto, sem ultrapassar os limites que a própria fé católica define. 

A publicação da nota ocorreu em plena Trezena da Romaria Estadual da Medianeira, em Santa Maria – a maior manifestação mariana do Rio Grande do Sul, que reúne centenas de milhares de peregrinos. Naturalmente, entre nós surgiu a pergunta: esse ensinamento coloca em risco nossa devoção? A resposta é clara: não. Ao contrário: a nota confirma e fortalece a forma pela qual, historicamente, vivemos e ensinamos o título de Medianeira em Santa Maria. 

Como Arcebispo desta Arquidiocese e devoto da Mãe Medianeira, desejo recordar a todos que nossa tradição permanece sólida, viva e plenamente fiel à doutrina da Igreja. O título de Medianeira chegou ao coração do Rio Grande por meio da piedade e do zelo apostólico do Pe. Inácio Valle, jesuíta, que difundiu esta devoção com grande amor a Cristo e à Igreja. Ele não inventou uma crença paralela, mas expressou, em linguagem simples e popular, uma verdade profunda da fé. 

Mãe que intercede  

A Nota Doutrinal Mater Populi Fidelis afirma exatamente isso: Maria não é fonte da graça, mas Mãe que intercede. Não é deusa, é discípula. Não é autora, é cooperadora. Toda graça vem de Deus Pai, por Cristo, no Espírito Santo. Mas Deus, em sua Providência, quis associar Maria de modo singular à vida e à missão de seu Filho. E esta é justamente a fé que o povo de Santa Maria sempre professou. 

Nossa devoção nunca afirmou que Maria age sozinha ou por autoridade própria. O povo fiel sempre entendeu que Maria é como a lua: não tem luz própria, mas reflete a luz do Sol da Justiça. Quando a chamamos de Medianeira, queremos dizer que ela nos conduz ao Filho; apresenta nossos pedidos ao Coração de Cristo, de onde jorra toda graça. 

Medianeira que conduz ao Cristo  

Maria não retém as graças, ela nos conduz ao Cristo, que é a própria Graça. Por isso, o Concílio Vaticano II ensina na constituição Lumen Gentium (62): 
A missão maternal de Maria de modo nenhum obscurece a única mediação de Cristo, mas manifesta a sua eficácia. A Bem-aventurada Virgem é invocada na Igreja como Advogada, Auxiliadora, Socorro e Medianeira, de modo que nada se tire nem acrescente à dignidade e eficácia de Cristo, único Mediador. 

O Concílio é claro: Maria pode ser chamada Medianeira, sim. Mas sua mediação é dependente, subordinada e participada. Não é paralela, nem concorrente à de Cristo. Ou seja: é mediação materna, não rival; intercessão, não substituição. 

Por isso, celebrar a Medianeira em Santa Maria não é apenas tradição: é profissão de fé. É afirmar que a esperança tem um rosto. Que não caminhamos sozinhos.
E que, quando a vida pesa, há uma Mãe que nos acompanha.  

Dessa Mãe, ouvimos de novo o conselho que sustenta a vida espiritual de todo cristão:
“Fazei tudo o que Ele vos disser.” 

Dom Leomar Brustolin
Arcebispo de Santa Maria (RS)

Fonte: CNBB