Qual o sentido da Quarta-feira de Cinzas?

A Quarta-feira de Cinzas foi instituída há muito tempo na Igreja, dia que marca o início da Quaresma, tempo de penitência e oração mais intensa. Para os antigos judeus, sentar-se sobre as cinzas já significava arrependimento dos pecados e volta para Deus. As cinzas bentas e colocadas sobre as nossas cabeças nos fazem lembrar que vamos morrer, que somos pó e ao pó da terra voltaremos (cf. Gn 3, 19), para que nosso corpo seja refeito por Deus de maneira gloriosa, para não mais perecer.

A intenção desse sacramental é nos levar ao arrependimento dos pecados, é fazer-nos lembrar que não podemos nos apegar a esta vida, achando que a felicidade plena possa ser construída aqui. É uma ilusão perigosa. A morada definitiva é o céu.

Não busque construir o Céu na Terra

A maioria das pessoas, mesmo os cristãos, passa a vida lutando para “construir o Céu na Terra”. É um grande engano! Jamais construiremos o Céu na Terra, jamais a felicidade será perfeita no lugar que o pecado transformou num vale de lágrimas. Devemos, sim, lutar para deixar a vida na Terra cada vez melhor, mas sem a ilusão de que ficaremos sempre aqui.

Santa Missa, celebrada pelo Pároco da Catedral, Pe. Kleber, da Quarta-feira de Cinzas – 2024.

Deus dispôs tudo de modo que nada fosse sem fim nesta vida. Qual seria o desígnio do Senhor nisso? A cada dia de nossa vida, temos de renovar uma série de procedimentos, como dormir, tomar banho, cuidar da nossa alimentação etc. Tudo é precário, nada é duradouro, tudo deve ser repetido todos os dias. A própria manutenção da vida depende do bater interminável do coração e do respirar contínuo dos pulmões. Todo o organismo repete, sem cessar, suas operações para a vida se manter. Tudo é transitório, nada é eterno. Toda criança se tornará um dia adulta e, depois, idosa. Toda flor que se abre logo estará murcha; todo dia que nasce logo se esvai; e assim tudo passa, tudo é transitório.

Com­pra-se uma camisa nova, e logo ela já está surrada; compra-se um carro novo, e logo ele estará bastante rodado e vencido por novos modelos, e assim por diante.

Estamos de passagem na Terra

A razão inexorável dessa precariedade das coisas também está nos planos de Deus. A marca da vida é a renovação. Tudo nasce, cresce, vive, amadurece e morre. A razão profunda dessa realidade tão transitória é a lição cotidiana que o Senhor nos quer dar de que esta vida é apenas uma passagem, um aperfeiçoamento, em busca de uma vida duradoura, eterna e perene.

Em cada flor que murcha e em cada homem que falece sinto Deus nos dizer: “Não se prendam a esta vida transitória. Preparem-se para aquela que é eterna, quando tudo será duradouro, e nada precisará ser renovado dia a dia.”

Isso nos mostra também que a vida está em nós, mas não é nossa. Quando vemos uma bela rosa murchar, é como se ela estivesse nos dizendo que a beleza está nela, mas não lhe pertence.

Ainda assim, mesmo com essa lição permanente que Deus nos dá, muitos de nós somos levados a viver como aquele homem rico da parábola narrada por Jesus. Ele abarrotou seus celeiros de víveres e disse à sua alma: “Descansa, come, bebe e regala-te” (Lc 12,19b); ao que o Senhor lhe disse: “Insensato! Nesta noite ainda exigirão de ti a tua alma” (Lc 12,20).

Doar para os outros e para Deus

A efemeridade das coisas é a maneira mais prática e cons­tante encontrada por Deus para nos dizer, a cada momento, que aquilo que não passa, que não se esvai, que não morre, é aquilo de bom que fazemos para nós mesmos, principalmente para os outros. Os talentos multiplicados no dia a dia, a perfei­ção da alma buscada na longa caminhada de uma vida de me­ditação, de oração e piedade, essas são as coisas que não passam, que o vento do tempo não leva e que, finalmente, vão nos abrir as portas da vida eterna e definitiva, quando “Deus será tudo em todos” (cf. 1 Cor 15,28).

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Se a vida na Terra fosse incorruptível, muitos de nós jamais pensarí­amos em Deus e no Céu. Acontece que o Todo-poderoso tem para nós algo mais excelente, aquela vida que levou São Paulo a exclamar:

“Coisas que os olhos não viram, nem os ouvidos ouviram, nem o coração humano imaginou (Is 64,4), tais são os bens que Deus tem preparado para aqueles que o amam” (1 Cor 2,9).

Não nos conformemos com essa vida

A corruptibilidade das coisas da vida deve nos convencer de que Deus quer para nós uma vida muito melhor do que esta – uma vida junto d’Ele. E, para tal, o Senhor não quer que nos acostumemos com esta [vida], mas que busquemos a outra com alegria, onde não have­rá mais sol, porque o próprio Deus será a luz, nem haverá mais choro nem lágrimas.

Aqueles que não creem na eternidade jamais se confor­marão com a precariedade desta vida terrena, pois sempre so­nharão com a construção do Céu nesta Terra. Para os que creem, a efemeridade tem sentido: a vida “não será tirada, mas transformada”; o “corpo corruptível se revestirá da incorrupti­bilidade” (cf 1Cor 15,54) em Jesus Cristo.

Santa Teresinha não se cansava de exclamar: “Tenho sede do Céu, dessa mansão bem-aventurada, onde se amará Jesus sem restrições. Mas para lá chegar é preciso sofrer e chorar. Pois bem! Quero sofrer tudo o que aprouver a meu Bem Amado, quero deixar que Ele faça de sua bolinha o que Ele quiser.”

São Paulo lembrou aos filipenses: “Nós somos cidadãos do Céu! É de lá que também esperamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo. Ele transformará nosso corpo miserável, para que seja conforme o seu corpo glorioso, em virtude do poder que tem de submeter a si toda a criatura” (Fl 3, 20-21).

A esperança do Céu e da Sua glória fazia o apóstolo dizer: “Os olhos não viram nem ouvidos ouviram, nem o coração humano imaginou (Is 64,4) o que Deus tem preparado para aqueles que o amam” (1 Cor 2,9).

Essa esperança lhe dava as forças necessárias para vencer as tribulações: “Tenho para mim que os sofrimentos da vida presente não têm proporção alguma com a glória futura que nos deve ser manifestada” (Rom 8,18).

Esse é o sentido das cinzas.

Fonte: Canção Nova

INSPIRADA PELA ENCÍCLICA FRATELLI TUTTI, CNBB LANÇA CAMPANHA DA FRATERNIDADE SOBRE A “AMIZADE SOCIAL”

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) lança oficialmente a Campanha da Fraternidade 2024 com o tema “Fraternidade e Amizade Social” e o lema “Vós sois todos irmãos e irmãs” (Mt 23,8), na quarta-feira de cinzas, dia 14 de fevereiro, na sede da entidade, em Brasília (DF). Uma missa será presidida pelo bispo auxiliar de Brasília (DF) e secretário-geral da CNBB, dom Ricardo Hoepers, na Capela Nossa Senhora Aparecida, às 9h, e em seguida, às 10h, acontece a cerimônia de abertura no Auditório Dom Helder Câmara. 

Em comunhão com a Carta Encíclica Fratelli Tutti, do Papa Francisco, inspirada pela vida de São Francisco de Assis, a Campanha da Fraternidade 2024 busca fazer um caminho quaresmal em três perspectivas: primeiro, incentivar as pessoas a verem as situações de inimizade que geram divisões, violência e destroem a dignidade dos filhos de Deus; segundo, impulsionar as pessoas a iluminar-se pelo Evangelho que as une como família e, terceiro, a agir conforme a proposta quaresmal, de uma conversão constante, promovendo o esforço para uma mudança pessoal e comunitária.

A cerimônia de lançamento contará com a participação de dom Ricardo Hoepers e do secretário-executivo de Campanhas da CNBB, padre Jean Poul Hansen, que falarão sobre a importante marca dos 60 anos da Campanha em âmbito nacional e também sobre a escolha e importância da temática de 2024. Na oportunidade, também será apresentado um vídeo com a mensagem do Papa Francisco para a Campanha desse ano.

60 anos da Campanha da Fraternidade  

A Campanha da Fraternidade é, desde as suas origens, há 60 anos, em nível nacional, uma ação evangelizadora da Igreja no Brasil. Desde o início, em 1962, na arquidiocese de Natal (RN) e, depois, a partir de 1964, em todo o Brasil, nunca faltou à CF a preocupação com o tema, para que, em ambiente quaresmal, se alcance o coração dos cristãos, fazendo-lhes retornar ao coração do Evangelho.  

Como acompanhar?

A iniciativa será transmitida, ao vivo, por emissoras de televisão de inspiração católica (Rede Vida, TVs Bom Jesus, Canção Nova Plus, Evangelizar, Imaculada, Pai Eterno, Século 21 e Nazaré) e redes sociais da CNBB (@cnbbnacional). 

Serviço:
O quê: Cerimônia de lançamento da Campanha da Fraternidade 2024
Quando: 14 de fevereiro, a partir das 9h
Onde: Auditório Dom Helder Câmara, na sede da CNBB, em Brasília (DF)
Contato: Assessoria de Comunicação da CNBB / imprensa@cnbb.org.br / (61) 2103-8300 / Assessor de Comunicação: padre Arnaldo Rodrigues 

 

Baixe os materiais da CF em: https://campanhas.cnbb.org.br/

Fonte: CNBB

Por que a família é tão perseguida em nossa época?

Como se explica o fato de a família ter se tornado a instituição mais perseguida em nossa época? A ideologia de gênero decidiu fazer da família um viveiro de ódios, convertendo as relações entre os sexos em relações conflituosas de rivalidade e domínio.

FAMILIA

Como se explica o fato de a família ter se tornado a instituição mais perseguida em nossa época? A ideologia de gênero decidiu fazer da família um viveiro de ódios, convertendo as relações entre os sexos — fundadas na complementaridade e no amor — em relações conflituosas de rivalidade e domínio.

Para facilitar esta tarefa, favoreceu a redefinição do conceito de família, que se estende a diferentes formas de união, por frágeis ou inconsistentes que sejam, fundadas em contratos (não mais em compromissos) rescindíveis, como convém a uma nova utopia que prega a conquista da felicidade por meio da exaltação do desejo pessoal.

Tampouco podemos esquecer algo que está relacionado a esse esforço de perseguição à família: a inversão das hierarquias humanas provocada pela priorização do trabalho como forma de “realização pessoal”.

Hoje se fala muito em conciliação entre vida laboral e familiar, mas para conciliar duas coisas de natureza distinta é necessário determinar primeiro uma hierarquia de preferências, estabelecendo o que é subalterno (por mais necessário que seja) e o que é primordial.

Uma vida que prioriza o trabalho em detrimento da família nada pode conciliar, porque quando se concede ao que é subalterno (por mais necessário que seja) a categoria de primordial, o que é primordial acaba se tornando subalterno. E não é possível construir nada de bom sobre essa subversão desnaturalizadora, como ocorre sempre que algo de natureza inferior é elevado a uma natureza superior.

Seria possível afirmar, sem medo de incorrer numa hipérbole, que os gastos e cuidados que um governo destina à preservação e à defesa da instituição familiar são inversamente proporcionais aos que engordam o montante difuso destinado aos “temas sociais”.

Uma proteção zelosa da família reduziria todas essas perdas do sistema educacional que tanto preocupam nossos políticos — ao menos da boca para fora — e que de modo tão cruel sofrem nossos professores. Se os rapazes chegam nas aulas com uma série de conflitos, isso se dá em boa medida porque cresceram em famílias desestruturadas, disfuncionais, enfraquecidas até a inanição, transformadas em campos de discórdia ou em locais desérticos.

E a proliferação de problemas psíquicos entre a população atual, não teria muito a ver com a anulação desse cálido abrigo que a família é para nós perante as intempéries da vida? Por que ninguém se atreve a formular com clareza o vínculo existente entre muitas das recentes patologias sociais e a sistemática demolição da família?

Os perseguidores dessa milenar e grandiosa criação [i] costumam chamá-la de repressiva, tirânica e castradora, confundindo a família com suas versões deformadas, o que equivale a confundir a água com venenos que a contaminam; e, amparando-se nessa subversão das categorias, conseguiram caracterizar aqueles que a defendem como amantes das cadeias.

É claro que amamos as cadeias! Amamos as cadeias vivas que preservam os laços de afeto, amamos as cadeias humanas que unem as gerações, amamos as cadeias de almas que garantem a transmissão de um legado espiritual.

E amamos essas cadeias — que é como amar a vida — porque entendemos que a ruptura delas nos transforma em massa de manobra da engenharia social, em átomos perdidos que não são mais guiados pelos compromissos, mas pela exaltação dos interesses e dos desejos pessoais, e cuja consciência do isolamento e do abandono termina nos transformando em escravos alienados nas mãos do Leviatã.

 

Fonte: Padre Paulo Ricardo

“CHAMADOS À COMUNHÃO E A FRATERNIDADE”; CUIDAR DOS DOENTES E SUAS RELAÇÕES

A mensagem do Papa Francisco para o 32º Dia mundial do enfermo de 2024, inspira-se na frase de Gen. 2,18: “ Não é conveniente que o homem esteja só”. Serve-se desta expressão bíblica da Criação para fundamentar a antropologia cristã centrada na imagem do Deus Trindade, fonte e raiz de relacionamentos. Retoma a traumática experiência da pandemia onde milhares de vitimas do COVID viveram a situação da solidão e do isolamento, acrescentando ao seu padecimento o distanciamento e a perda de contatos humanos.  

Mas também os profissionais da saúde experimentaram a seu modo e na sua extenuante missão o ficar confinado em jornadas estafantes e lugares fechados por semanas inteiras. No atual momento que vive a humanidade, as guerras, catástrofes climáticas e perseguições que obrigam ao desenraizamento e solidão a milhões de pessoas.  

Mas não só nestas realidades trágicas acontece a fragmentação e o isolamento; pensemos nos idosos, nos portadores de deficiência, nos moradores de rua, nas pessoas com doenças mentais que vivem no esquecimento e muitas vezes no abandono, e dos nascituros que encerram o ciclo dos que “ já não servem mais e dos que ainda não servem, para o olhar frio do mercado.  

Por isso o Papa reafirma o chamado da Criação, a sermos cohumanos, isto é, a viver em comunhão e fraternidade, a realizarmo-nos com laços de ternura e compaixão amorosa. Nesse sentido o primeiro cuidado com os doentes deve ser acolhê-los e tratá-los bem, sentindo-se amados e valorizados, pois o amor incondicional é agente de cura e humanização.  

Um hospital, geriatria, casa de saúde ou uma UPA (Unidade Básica de Atendimento) devem oferecer sempre além do tratamento profissional e terapêutico o relacionamento caloroso e profundamente atento a pessoa e necessidades do doente.  

Por sua parte o enfermo afirma o Papa, não deve sentir vergonha de precisar da ajuda e cuidado dos agentes da saúde, como também não sentir-se um peso ou alguém que está incomodando, entender que assumir a fragilidade e a necessidade de diminuir o ritmo e ser submetido a um tratamento não é abrir mão de sua dignidade e da preciosidade da sua vida mas reentrar em si mesmo para recuperar a inteireza.  

Toda a Igreja e todos os fiéis estão chamados a tornar-se mais próximos e amigos dos doentes, estabelecendo um relacionamento gratuito, amoroso e compassivo para com eles, pois os encontraremos sempre no Coração de Cristo e da Igreja. Deixemos de lado e superemos a Cultura individualista do descarte e da indiferença para viver e testemunhar a Cultura do amor comunhão e partilha, da ternura e da solidariedade com os que sofrem e estão a margem da vida. Deus seja louvado!

Fonte: CNBB

“PROCLAMAMOS QUE ÉS A RAINHA”

Encerramento da Festa de Nossa Senhora da Luz é marcada por inúmeras emoções, devoções e sorrisos


Neste último dia 02 de Fevereiro, Solenidade da Apresentação do Senhor, o largo Dom Marcelo, famosa por ser um espaço que reflete a fé do povo de Guarabira, foi palco do encerramento da Festa de Nossa Senhora da Luz, sendo ponto final de uma das maiores procissões da história da Diocese de Guarabira, abarcando milhares de filhos e filhas que, aos pés da Soberana da Luz, percorreu o centro da cidade de Guarabira.

Após a procissão, ocorreu a santa missa, no adro da Catedral, com a presença do Bispo Diocesano, Dom Aldemiro Sena, do Clero, padres de outras Dioceses, Diáconos, Seminaristas e povo de Deus, coroada com a presença da imagem histórica de Nossa Senhora da Luz, sob um andor envolto em rosas vermelhas e brancas.

“A festa da Apresentação do Senhor é chamada de festa das luzes, porque o Menino Jesus é a luz que veio para iluminar as trevas do pecado… No rito da festa da celebração da Apresentação do Senhor somos convidados a acendermos nossas velas e irmos até a porta da Igreja e entrarmos com nossas velas em procissão significando que a luz de Deus está entre nós. Por isso a festa da Apresentação do Senhor é a festa das luzes, pois desde o tempo do advento nos preparamos para receber em nosso meio a luz de Deus, que nos vem por meio de Jesus Cristo.”, assim pontua Dom Orani Tempesta, sobre a Solenidade da Apresentação do Senhor, refletindo a importância deste momento.

Dom Aldemiro incensa a histórica imagem de Nossa Senhora da Luz
Rosas vermelhas e brancas decoraram o andor de Nossa Senhora da Luz
Multidão lota o Largo Dom Marcelo

Fonte: Gabriel Araújo – Pascom Luz 

Celebrando a Fé: A Beleza da Procissão das Crianças

Nossa Senhora da LuzA Procissão das crianças que já acontece há 5 anos, tornou-se tradição na programação do novenário de Nossa Padroeira, antecedendo a majestosa Procissão de Nossa Senhora da Luz, um espetáculo de devoção e pureza toma as ruas, trazendo consigo a singeleza e alegria das crianças que, vestidas com trajes que homenageiam seus santos de devoção, iluminam as ruas da cidade.

A Procissão tem como ponto de partida o Seminário São José, percorrendo as principais ruas do centro em direção à Catedral, levando consigo a pureza e a alegria que só as crianças conseguem transmitir. À medida que os pequenos devotos desfilam pelas ruas, suas expressões radiantes e olhares cheios de esperança iluminam o caminho, tocando os corações de todos que testemunham essa manifestação de fé e inocência.

A Procissão das Crianças em nossa paróquia é mais do que uma simples demonstração de devoção. Ela representa a transmissão de valores, e, acima de tudo, a preservação da fé nas gerações mais jovens, renovando a esperança e mantendo vivo o amor por Nossa Senhora.

Pascom Luz

 

 

Corrida Luz iluminou Guarabira

Corredores e devotos se uniram numa manhã de fé, saúde e alegria para celebrar Nossa Senhora da Luz.

No último domingo, 28/01, a Paróquia Nossa Senhora da Luz promoveu a I edição da Corrida Luz, como parte da programação oficial do Novenário de Nossa Padroeira. Com Largada às 7h da manhã, a corrida reuniu diversos participantes, entre corredores profissionais, iniciantes e devotos que buscavam unir a prática esportiva ao fortalecimento da fé.

A Corrida Luz veio para integrar a população de Guarabira e região na Festa de Nossa Senhora da Luz, por meio do esporte, fortalecendo os vínculos da Igreja e sociedade.

Nesse esteio, a Corrida Luz contou com o engajamento ativo da comunidade paroquial, que se mobilizou para organizar e participar desse momento especial. O pe. Elias Marinho, vigário paroquial, antes da largada, abençoou os atletas e fez uma breve reflexão sobre a união do esporte e a Festa de Nossa Senhora da Luz.

Assim, a corrida teve a largada e chegada em frente à Catedral, em um clima de animação e expectativa entre os participantes que tomaram as ruas de Guarabira. Um dos destaques foi a participação do pe. Kleber, pároco da Catedral, que além de participar ativamente da organização do evento, também correu junto aos fiéis.

Demais disso, ao longo do percurso jovens do EJC distribuíram água e mensagens de incentivo, criando um ambiente de apoio e fraternidade entre os corredores.

A atmosfera de alegria e gratidão permeou todo o evento, deixando uma marca em nossa paróquia. A Corrida da Luz não foi apenas um evento esportivo, mas uma expressão da união entre a sociedade e a Igreja, iluminando não apenas a cidade de Guarabira, mas também os corações daqueles que participaram desse momento especial.

 

Pascom Luz

 

 

 

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DEVOÇÃO E EMOÇÃO MARCAM A PRIMEIRA SEMANA DA FESTA DE NOSSA SENHORA DA LUZ

“AQUI A DEVOÇÃO É MUITO GRANDE, MUITO AMOR…”, disse o Pe. Charles, da cidade de Canguaretama-RN, sobre a Festa da Padroeira da Diocese de Guarabira.


Pe. Charles, Canguaretama-RN, celebrando, ao lado direito, o Pe. Kleber, Pároco da Catedral, e à esquerda, o Diácono Gilberto, da Paróquia Santo Antônio, Guarabira-PB

 

“UMA HONRA PODER PARTICIPAR DA FESTA DE NOSSA SENHORA DA LUZ… UM MOMENTO DE RENOVAÇÃO…”, assim aludiu o Pe. Alípio, que, em missão na Diocese de Grajaú-MA, descreveu sua emoção em participar da novena, resumindo o sentimento dos paroquianos, fiéis romeiros, visitantes e viajantes que marcaram presença assídua durante todo o período da primeira semana da Festa da Soberana da Luz.

Pe. Alípio, missionário na Diocese de Grajaú-MA

 

A Catedral recebeu a visita de diversos padres, dentre os quais se destaca o Pe. Felipe, que é filho da Paróquia e, em sua homilia, destacou sua fé em Nossa Senhora da Luz, sendo fonte basilar da sua vocação e espelho na fé em Cristo Jesus. O Pe. Robson, Coordenador Diocesano da Pastoral de Comunicação, ressaltou sobre a transcendência da imagem de Nossa Senhora pelas redes sociais.

Pe. Felipe, Remígio-PB
Pe. Robson, Coordenador Diocesano da Pastoral da Comunicação; Cacimba de Dentro-PB

 

Também se destacou nesta primeira semana o jantar com Nossa Senhora, constituindo-se como um momento de confraternização entre os partícipes e de muitas emoções, com danças, comidas e sorrisos.

Jantar com Nossa Senhora, 2024

 

Em suma, a fé em Nossa Senhora segue invicta, intacta, sendo o ápice a parte final das celebrações, com o povo cantando emocionadamente o hino da Nossa Senhora da Luz, arrepiando e emocionando os presentes e os que acompanham pelas redes sociais.

Pe. André, Vigário Diocesano, Guarabira-PB
Pe. Charles e Pe. Kleber
Pe. Renato, Alagoinha-PB
Pe. Moisés, Cajazeiras-PB
Pe. Edycarlos, Arara-PB
Dom Aldemiro Sena, Bispo Diocesano de Guarabira-PB

 

Gabriel Araújo – Pascom Luz 

Abertura do Novenário de Nossa Padroeira: Proclamamos que És a Rainha

Na noite desta terça-feira, 23, Guarabira se revestiu de esplendor para proclamar que Nossa Senhora é a Rainha de nossas vidas. A Festa de Nossa Senhora da Luz, iniciou-se com a tradicional carreata de abertura, partindo da Igreja Santo Antônio, percorrendo as principais ruas de nossa cidade.

Logo após, no Largo Dom Marcelo, houve a benção dos veículos que chegavam da carreata, como também o hasteamento das bandeiras. A Santa Missa de abertura da Festa de Nossa Padroeira, foi presidida pelo padre Kleber Rodrigues, concelebrada pelos vigários paroquiais, Monsenhor Luís e Pe. Elias. Estiveram presentes Pe. José Manoel, da Paróquia Imaculada Conceição (Araruna) e Pe. Raul Rodrigues, da Paróquia Jesus Ressuscitado (Guarabira).

Participe conosco desse momento especial, acompanhe nossa programação pelas nossas plataformas digitais @catedraldaluz­_

Proclamamos que És a Rainha!

Pascom Luz

 

Assista a Santa Missa de Abertura:

NOSSA SENHORA RAINHA

No dia 22 de agosto de 2023, celebramos a memória litúrgica de Nossa Senhora Rainha. É a mesma Mãe de Jesus, só que com o título de Rainha, conforme tantos outros dedicados à Nossa Senhora. Por isso, a saudamos como rainha na oração da Salve Rainha, ela é a nossa corredentora e sempre pede para fazermos tudo aquilo que Jesus pedir. 

Ela é a nossa Rainha e nos protege de todo o mal, somos impulsionados, do mesmo modo que Maria, a sair para anunciar o Evangelho. Não podemos guardar conosco a alegria que vem do Espírito Santo.  

Do mesmo modo que celebramos Cristo Rei, em novembro, no encerramento do Tempo Comum, celebramos agora em agosto Nossa Senhora Rainha. Ela é mãe de Deus, a escolhida, por isso, a invocamos como rainha. Ao invocarmos Nossa Senhora como rainha, não a colocamos num patamar acima do que deveria estar, pelo contrário, Ela continua sendo a humilde serva do Senhor e, também, não a colocamos como uma rainha comum, aqui da terra, que manda e os servos obedecem, mas Ela é uma rainha que ensina e educa os seus filhos.  

Nossa Senhora Rainha também recebe o título de mediadora da paz, pois aonde Nossa Senhora passa, cessam as guerras, a violência e o ódio. Normalmente, as aparições de Nossa Senhora são para atender ao pedido do povo mais humilde e que, normalmente, está aflito por alguma situação. Nossa Senhora de Fátima, ao aparecer aos pastorinhos, quer consolar toda a humanidade e pede para que todos se unam em oração pela paz e conversão dos pecadores.  

Como todos nós sabemos, o mês de maio é o mês Mariano por excelência, pois celebramos Nossa Senhora de Fátima, Nossa Senhora Auxiliadora e a visitação de Nossa Senhora a sua prima Santa Isabel, além do Dia das Mães, no segundo domingo do mês. Normalmente, no último dia do mês, acontece a coroação da imagem de Nossa Senhora, a coroamos como a nossa Mãe e Rainha. Ela é uma rainha humilde e que nos ensina sempre a fazer a vontade de Deus.  

Por isso, a memória litúrgica de Nossa Senhora Rainha era celebrada no passado no dia 31 de maio, mas como ao longo do mês de maio já temos outras festas marianas, essa memória litúrgica foi transferida para oito dias após a festa da Assunção de Nossa Senhora. Sendo assim, ao longo do mês de agosto celebramos duas festas dedicadas a Maria: Nossa Senhora da Assunção ou da Glória e Nossa Senhora Rainha. Fica dentro do mistério da assunção, glória, rainha. 

Além agosto ser o mês dedicado às vocações sacerdotais, religiosas, familiar e catequista, Nossa Senhora abençoa todas as vocações, pois o sim que é dado para assumir a vocação é a exemplo do sim de Maria a Deus.  

A festa de Santa Maria Rainha foi instituída pelo Papa Pio XII, na carta encíclica “Ad Caeli Reginam”, no dia 11 de outubro de 1954, para que fosse celebrada em 31 de maio, conforme lembramos acima, fechando assim o mês dedicado a Maria. Em virtude da reforma pós-conciliar, foi transferida como memória para agosto, após a solenidade da Assunção. Desde o início da Igreja, o povo de Deus venera Nossa Senhora como Rainha do céu e da terra, conforme expressamos na oração da Salve Rainha.  

O título de Rainha foi concedido de forma justa à Nossa Senhora, pois dela nasceu o filho de Deus e a ela foram concedidos todos os privilégios da graça divina. Além do mais, se coroamos o filho como Rei do Universo, Nossa Senhora, sem dúvida, é nossa Rainha. Tudo o que se refere ao Messias, traz a marca da divindade. Nossa Senhora é a portadora da graça divina. Dessa forma, a Igreja convida a todo o povo a invocá-la como Mãe e Rainha, porque Ela foi coroada com o duplo diadema, de virgindade e maternidade divina.  

O intuito de celebrar a festa de Nossa Senhora Rainha é um reconhecimento de Maria como a Mãe de Deus. Dessa forma, contribuímos para que se conserve, consolide e torne perene a paz a todos os povos. No século XX, começaram os movimentos para a proclamação de Nossa Senhora Rainha do Universo, a partir de três congressos marianos daquela época. O grande precursor foi o Papa Pio XI, que na conclusão do ano santo de 1925, proclamou a Festa de Cristo Rei.  

Algum tempo depois, uma mulher chamada Maria Desideri, por volta do ano 1930, em Roma, deu início ao movimento “Pro regalitatae Mariae”, com o intuito de recolher petições de todo mundo em favor da instituição da festa. Vendo todo esse movimento, o Papa Pio XII instituiu a festa litúrgica de Nossa Senhora Rainha.  

Um mês depois, em 1954, o Papa Pio XII pronunciou um importante discurso em honra de Maria Rainha, antes de fazer uma comovente oração e a coroação da Venerada imagem de Maria “Salus Populi Romani” (Salvação do povo Romano). 

Certamente, Pio XII recordava da ajuda que recebera de Nossa Senhora quando – invocada durante a Segunda Guerra Mundial –, evitou que Roma fosse alvo de uma batalha final entre alemães e aliados. Pio XII inaugurou a tradição da homenagem Maria por parte dos papas, no dia 8 de dezembro, e isso permanece até hoje com grande devoção. 

Celebremos com alegria a memória litúrgica de Nossa Senhora Rainha, e peçamos que ela continue protegendo a humanidade inteira de todo perigo, nos guardando na paz. Peçamos a Nossa Senhora que sempre traga consigo o seu filho Jesus.  

Fonte: CNBB

 

O Papa: estar aberto para acolher os irmãos mais pobres e esquecidos

Francisco recebeu, no Vaticano, a Delegação Ecumênica da Finlândia. Em seu discurso, o Pontífice disse que os santos “nos incentivam a permanecer no caminho do discipulado mesmo quando temos dificuldades, quando caímos”. “Façamos com que este encontro ecumênico não se reduza a um cumprimento e não se torne autorreferencial: que tenha sempre a força vital do Espírito Santo”, disse ainda o Papa.


O Papa Francisco recebeu em audiência, nesta sexta-feira (19/01), no Vaticano, a Delegação Ecumênica da Finlândia que veio a Roma por ocasião da festa de Santo Henrique. Francisco saudou em particular aqueles que participam dessa peregrinação pela primeira vez.

“Como membros da comunidade de batizados, estamos a caminho e nossa meta comum é Jesus Cristo. Essa meta não está longe, não é inatingível, porque nosso Senhor veio ao nosso encontro em sua misericórdia, tornou-se próximo na Encarnação e ele mesmo tornou-se o Caminho, para que possamos caminhar seguros, em meio às encruzilhadas e às falsas direções do mundo. E o mundo é um mentiroso”, acrescentou o Papa.

Não perder de vista a meta

Os santos são irmãos e irmãs que percorreram essa estrada até o fim e alcançaram a meta. Eles nos acompanham como testemunhas vivas de Cristo, nosso Caminho, Verdade e Vida. Eles nos incentivam a permanecer no caminho do discipulado mesmo quando temos dificuldades, quando caímos. Como luzes acesas por Deus, eles brilham diante de nós para que não percamos de vista a meta.

A seguir, o Papa recordou que “houve momentos em que a veneração dos santos parecia dividir, em vez de unir os fiéis católicos e ortodoxos, por um lado, e os evangélicos, por outro. Mas não é assim que deve ser e, de fato, nunca foi na fé do santo povo fiel de Deus”.

Recordando alguns grandes santos nórdicos como Brígida, Henrique e Olavo, Francisco lembrou um trecho da Encíclica Ut unum sint de São João Paulo II que fala que a “consciência do dever de rezar pela unidade tornou-se parte integrante da vida da Igreja”. “Se o milênio da morte de Santo Olavo, em 2030, puder inspirar e aprofundar nossa oração pela unidade, e também nossa caminhada juntos, este será um presente para todo o movimento ecumênico”.

Força vital do Espírito Santo

De acordo com o Papa, este encontro com a Delegação Ecumênica da Finlândia é um sinal vivo no contexto da Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos que teve início no Hemisfério Norte na última quarta-feira.

“Façamos com que este encontro ecumênico não se reduza a um cumprimento e não se torne autorreferencial: que tenha sempre a força vital do Espírito Santo e que esteja aberto para acolher os irmãos e irmãs mais pobres e esquecidos, e também aqueles que se sentem abandonados por Deus, que perderam o caminho da fé e da esperança.”

Por fim, o Papa convidou os membros da delegação a rezarem juntos a oração do Pai Nosso em sua própria língua.

Fonte: Vatican News

MÃE DE DEUS E O FUNDAMENTO DE SUA GRANDEZA

A contextualização da expressão “Theotókos”, de São João Paulo II que, literalmente, significa “aquela que gerou Deus”, à primeira vista pode gerar surpresa; suscita a questão sobre como é possível uma criatura humana gerar Deus. A resposta da fé da Igreja é clara: a maternidade divina de Maria refere-se só a geração humana do filho de Deus e não, ao contrário, a sua condição divina.

O filho de Deus foi desde sempre gerado por Deus Pai e é lhe consubstancial. Nessa geração eterna, Maria não desempenha, evidentemente, nenhum papel. O Filho de Deus, porém, há mais de dois mil anos, assumiu a nossa natureza humana e foi concebido e dado à luz por Maria.

Proclamando Maria “Mãe de Deus”, a Igreja quer, portanto, afirmar que ela é a “Mãe do Verbo encarnado, que é Deus”. Por isso, a sua maternidade não se refere a toda Trindade, mas unicamente à segunda pessoa, ao Filho que, ao encarnar-se, assumiu dela a natureza humana.

A maternidade é relação entre pessoa e pessoa: uma mãe não é mãe apenas no corpo ou da criatura física saída do seu seio, mas da pessoa que ela gera. Maria, portanto, tendo gerado segundo a natureza humana a pessoa de Jesus, que é a pessoa divina, é Mãe de Deus.

Ao proclamar Maria “Mãe de Deus”, a Igreja professa com uma única expressão a sua fé acerca do filho e da mãe. Portanto, a expressão “Mãe de Deus” remete ao Verbo de Deus que, na encarnação, assumiu a humildade da condição humana, para elevar o homem à filiação divina. Mas esse título à luz da dignidade sublime conferida à Virgem de Nazaré proclama também a nobreza da mulher e sua altíssima vocação. Com efeito, Deus trata Maria como pessoa livre e responsável, e não realiza a encarnação de seu Filho senão depois de ter obtido o seu consentimento.

Mãe de Deus é o maior de todos os títulos, graças e privilégios de Nossa Senhora. Este título lhe foi dado pelo próprio Deus quando a escolheu para ser sua mãe. É o fundamento de sua grandeza, de seu poder e de todos os demais títulos. Foi o primeiro a ser definido pela Igreja como verdade de fé, já em 431.

A Santa Mãe de Deus é a padroeira da Catedral Metropolitana, da Arquidiocese e do município de Porto Alegre. O Santuário Mãe de Deus, edificado no alto morro do bairro Glória, todo o dia 1º dia do ano que inicia, além de glorificar o máximo título de Maria, quer lembrar a todas as mães que a maternidade humana é a maior honra e grandeza da mulher.

A imagem de Nossa Senhora Mãe de Deus recebeu a benção do Papa João Paulo II no Vaticano no dia 27 de julho de 1988, e foi entronizada no nosso Santuário de Porto Alegre. Rogai por nós, Santa Mãe de Deus!

Fonte: CNBB